Imagens mostram o público composto por pessoas seminuas aglomerado em frente ao portão do templo.
Foliões de um bloco de pré-Carnaval fizeram gestos obscenos em direção a frequentadores de uma igreja evangélica durante um cortejo na noite dessa quinta-feira (5). O caso ocorreu na Rua Niquelina, no bairro de Santa Efigência, na Região Leste de Belo Horizonte.
Em entrevista a Itatiaia na última sexta-feira (6), a pastora Kelle Grip, da Boas Novas Church, chamou a situação de desrespeitosa, constrangedora e imoral.
Segundo a pastora, o fato aconteceu logo após o culto, que reuniu cerca de 600 fiéis, quando os membros da igreja tentavam sair do local.
Imagens mostram o público de “O Pior Bloco do Mundo” aglomerado em frente ao portão do templo. De acordo com a Kelle Grip, os foliões ficaram parados por quase uma hora em frente ao local e gritaram “eu não vou embora”.
O vídeo flagra quando uma foliã, que carregava um pênis de borracha na cintura, pega o objeto e balança em direção à igreja. Outra balança os seios e rebola em frente aos participantes do culto.
‘Nos sentimos completamente desrespeitados’
“Como Cristãos, a gente aprende a respeitar, a amar e a respeitar, independente de quem seja. E nós nos sentimos completamente desrespeitados no nosso ambiente quando eles descem as calças, amassam os peitos e fazem aqueles gestos obscenos”, afirmou a pastora.
“Que a gente tenha também a liberdade de poder falar de Deus, de poder expressar isso, sem ter um outro lado nos desrespeitando, já que nós como cristãos pregamos esse respeito e esse amor ao próximo”.
Pastora Kelle Grip, da Boas Novas Church
Kelle Grip reforçou que a situação foi presenciada por crianças e adolescentes que estavam com os pais na igreja e foram pegos de surpresa durante a saída do culto.
“Pessoas que vieram ali para buscar a fé, para serem alimentadas da Palavra e ter que no final do culto, depois de um culto tão abençoado e edificante, passar por esse constrangimento. Foi realmente constrangedor pra gente”, disse.
Bloco se pronuncia
Em nota publicada nas redes sociais na tarde desta sexta, O Pior Bloco do Mundo disse que a situação foi um “ato isolado protagonizado por uma pessoa durante o nosso cortejo”.
“Esclarecemos que a pessoa envolvida não faz parte da organização, da bateria ou da produção do bloco. Trata-se de uma pessoa que estava presente na via pública, sobre a qual o bloco não possui controle. Repudiamos todo tipo de intolerância, inclusive a religiosa”. Diz a nota assinada pela diretoria de O Pior Bloco do Mundo
A Itatiaia apurou que o bloco envolvido no caso não realizou cadastro junto a prefeitura para desfilar na programação oficial do Carnaval de Belo Horizonte. “Trata-se de uma manifestação espontânea, que não conta com o apoio ou a infraestrutura disponibilizados”, informou o executivo municipal.
Itatiaia
