A corrida presidencial de 2026 apresenta um cenário competitivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada em agosto. No cenário estimulado de primeiro turno informado no levantamento, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%.

A diferença de seis pontos percentuais coloca o atual presidente numericamente à frente do senador fora da margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado, porém, deve ser interpretado como um retrato momentâneo das preferências do eleitorado, já que a eleição ainda está em processo de formação e a campanha pode alterar o cenário ao longo dos próximos meses.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06868/2026.

Disputa concentra atenção entre Lula e Flávio

Os números mostram uma disputa concentrada principalmente nos dois primeiros colocados.

Lula aparece com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 35%. A diferença representa seis pontos percentuais, o que, considerando a margem de erro informada de dois pontos para mais ou para menos, mantém o presidente em vantagem no cenário testado.

O levantamento também mostra que os demais candidatos aparecem em patamares significativamente menores.

Renan Santos, do Missão, e o ex-governador Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada. Na sequência, o escritor Augusto Cury, do Avante, e o ex-governador Romeu Zema, do Novo, registram 3% cada.

Em uma faixa ainda menor estão Clariana Barão, do Democracia Cristã (DC), Leonardo Avalanche, do PRTB, e Rui Costa Pimenta, do PCO, com 1% cada.

Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram na sondagem apresentada.

Os eleitores que afirmaram votar em branco ou anular o voto representam 4%, enquanto 2% disseram não saber em quem votar.

Cenário ainda pode mudar

Embora a pesquisa apresente Lula na liderança do primeiro turno, os números não representam uma previsão do resultado final da eleição.

Pesquisas eleitorais medem a intenção de voto no momento em que os entrevistados são ouvidos. Ao longo de uma campanha, fatores como debates, propostas, alianças, acontecimentos políticos, desempenho dos candidatos e avaliação dos governos podem alterar as preferências do eleitorado.

Por isso, a vantagem registrada por Lula deve ser compreendida dentro do contexto específico do levantamento.

O cenário também mostra que uma parcela do eleitorado ainda não está definida ou declara intenção de votar em branco ou nulo. Esses grupos podem ganhar importância conforme a eleição se aproxima e os candidatos intensificam a apresentação de suas propostas.

Flávio aparece como principal adversário

O resultado coloca Flávio Bolsonaro na segunda posição, com 35% das intenções de voto.

O senador representa o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e vem sendo testado em diferentes cenários de pesquisas nacionais para a eleição presidencial de 2026.

A distância de seis pontos para Lula no primeiro turno é superior à margem de erro do levantamento, mas isso não significa que o resultado da eleição esteja definido.

Em pesquisas anteriores do PoderData/Aya, Lula também apareceu à frente de Flávio no primeiro turno. Em levantamento divulgado em 30 de julho, por exemplo, Lula tinha 41%, contra 35% de Flávio. Na ocasião, a pesquisa havia ouvido 2.400 pessoas entre 26 e 29 de julho.

A sequência dos levantamentos mostra que os dois nomes vêm ocupando as primeiras posições nos cenários testados pelo instituto.

Outros candidatos aparecem distantes

O bloco intermediário da pesquisa reúne nomes que apresentam percentuais mais baixos.

Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada, enquanto Augusto Cury e Romeu Zema registram 3%.

A presença de vários candidatos nesse intervalo indica uma disputa fragmentada entre os nomes que aparecem atrás dos dois líderes.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, pequenas diferenças entre os candidatos desse grupo não devem ser interpretadas como uma separação absoluta.

Por exemplo, um candidato com 4% poderia apresentar resultado entre 2% e 6%, considerando exclusivamente a margem de erro informada pelo levantamento. O mesmo princípio vale para os nomes que aparecem com 3%.

Primeiro turno não define necessariamente o vencedor

A eleição presidencial brasileira pode exigir dois turnos caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.

Nesse cenário, os dois candidatos mais votados avançam para uma segunda votação.

Por isso, a diferença registrada entre Lula e Flávio no primeiro turno não deve ser confundida com uma vantagem equivalente em um eventual segundo turno.

Em pesquisa anterior do PoderData/Aya, divulgada em 30 de julho, Lula aparecia com 46% contra 43% de Flávio em uma simulação de segundo turno. A diferença estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e, portanto, configurava empate técnico.

Esse dado ilustra como a configuração eleitoral pode mudar quando os eleitores passam a escolher entre apenas dois candidatos.

Pesquisa considera diferentes regiões do país

A pesquisa nacional procura captar a opinião dos eleitores nas diferentes regiões brasileiras.

Esse aspecto é importante porque o comportamento eleitoral varia de acordo com fatores econômicos, sociais, demográficos e políticos de cada região.

Em levantamento anterior do mesmo instituto, Lula apresentou seus maiores percentuais no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro teve desempenho mais elevado no Sul e no Centro-Oeste.

Essas diferenças regionais ajudam a compreender a formação das bases eleitorais dos principais candidatos e podem ser decisivas durante a campanha.

Metodologia do levantamento

Segundo as informações fornecidas para a pesquisa, o PoderData/Aya ouviu 2.400 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da Federação entre os dias 9 e 12 de agosto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06868/2026.

A metodologia é um dos elementos fundamentais para interpretar corretamente uma pesquisa eleitoral. A amostra, o período de coleta, a margem de erro e o nível de confiança devem ser considerados antes de comparar resultados de diferentes levantamentos.

O que os números mostram

O levantamento apresenta Lula na primeira colocação, com 41%, e Flávio Bolsonaro em segundo, com 35%.

A diferença de seis pontos percentuais coloca os dois candidatos em posições distintas no cenário de primeiro turno, considerando a margem de erro divulgada.

Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra um grupo de candidatos com percentuais menores e uma parcela do eleitorado que ainda declara voto branco ou nulo ou não sabe em quem votar.

O quadro, portanto, apresenta uma disputa com dois nomes à frente e outros candidatos tentando ampliar sua presença no eleitorado.

É importante lembrar que pesquisas eleitorais não determinam o resultado das urnas. Elas registram o comportamento dos entrevistados em determinado período e sob determinadas condições.

Eleição de 2026 segue em construção

Com a aproximação da eleição presidencial, os próximos levantamentos deverão ajudar a mostrar se as diferenças entre os candidatos permanecem, aumentam ou diminuem.

Para os eleitores, os números também representam uma oportunidade de acompanhar como a disputa está se desenvolvendo, mas a decisão final dependerá do voto depositado nas urnas.

A pesquisa PoderData/Aya mostra, neste momento, Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 35% no cenário estimulado de primeiro turno. Os demais candidatos aparecem com percentuais menores, enquanto parte dos entrevistados ainda não definiu sua escolha.

O cenário eleitoral, entretanto, continua sujeito a mudanças. Com a evolução da campanha, novos debates e propostas, além de possíveis alianças e acontecimentos políticos, o eleitorado poderá modificar suas preferências.

Por isso, o levantamento deve ser lido como uma fotografia do momento, e não como uma antecipação do resultado definitivo das eleições de 2026.