O cantor, compositor e violonista Giuliano Eriston dá mais um passo na consolidação de sua identidade artística com o lançamento de “Politonia – Voz & violão – Ao vivo”. Disponível desde sexta-feira (8 de outubro) nos aplicativos de áudio e nos canais oficiais de vídeo do artista, o projeto revisita as nove músicas do álbum “Politonia”, lançado em 28 de abril de 2026, em versões registradas ao vivo e com uma proposta musical mais intimista.
A novidade representa uma nova oportunidade para o público conhecer as composições autorais do artista cearense, que ganhou projeção nacional ao vencer a edição de 2021 do programa The Voice Brasil, exibido pela TV Globo. Na competição, Giuliano chamou a atenção ao interpretar músicas de outros compositores, incluindo “Luz do Sol”, de Caetano Veloso, e “A Rota do Indivíduo”, de Djavan.
Agora, o desafio é ampliar o reconhecimento de sua própria obra e mostrar ao público as histórias, os sentimentos e as experiências que inspiram suas canções.
Gravado em um pocket show nos Estúdios Mega, na cidade do Rio de Janeiro, o novo trabalho reúne interpretações realizadas diante de aproximadamente 70 convidados. A formação centrada na voz e no violão destaca a composição e a interpretação, permitindo que as músicas sejam apresentadas em uma atmosfera diferente daquela registrada no álbum original.
Um novo olhar sobre as nove músicas de ‘Politonia’
O repertório de “Politonia – Voz & violão – Ao vivo” é formado pelas nove faixas do segundo álbum autoral de Giuliano Eriston: “Lucidez”, “Gosto do Gesto”, “Festa do Infinito”, “Corpo de Candiá”, “Borogodó”, “Não pro Sim”, “Vem me Relembrar”, “Teia” e “Waiting”.
Em vez de apresentar novas composições, o cantor optou por revisitar as músicas já lançadas, explorando outra maneira de interpretá-las. A proposta valoriza a proximidade entre artista e público e coloca a voz e o violão no centro da experiência musical.
O formato ao vivo também permite perceber nuances que podem ganhar destaque em apresentações mais enxutas, nas quais os arranjos deixam mais espaço para a interpretação vocal, a harmonia e a construção melódica.
A escolha por revisitar o repertório de “Politonia” reforça a importância que o álbum ocupa na atual fase da carreira do artista. O disco reúne canções relacionadas às experiências e aos sentimentos vividos durante a mudança do Ceará para o Rio de Janeiro, um deslocamento que representa não apenas uma transformação geográfica, mas também uma etapa de descobertas pessoais e profissionais.
Ao apresentar as músicas em um novo formato, Giuliano oferece ao público outra perspectiva sobre o material e reafirma sua intenção de construir uma trajetória sustentada por composições próprias.
A mudança para o Rio de Janeiro como inspiração
Lançado em 28 de abril de 2026, “Politonia” nasceu de experiências relacionadas à migração do cantor cearense para a capital fluminense.
Mudar de cidade envolve adaptação, novos encontros, distanciamento de referências familiares e a necessidade de construir uma rotina em um ambiente diferente. Essas experiências podem influenciar a maneira como um artista observa o mundo e transforma sentimentos em música.
No caso de Giuliano, o álbum autoral funciona como um registro dessa fase de sua vida. As canções refletem sentimentos associados à mudança e às transformações que acompanham o processo de encontrar um novo lugar para viver e trabalhar.
A música, nesse contexto, torna-se uma forma de organizar experiências e compartilhar percepções pessoais com outras pessoas. Mesmo quando uma composição parte de uma vivência individual, ela pode encontrar identificação em ouvintes que também passaram por mudanças, recomeços e momentos de incerteza.
A versão ao vivo amplia essa possibilidade ao apresentar as faixas em um ambiente de proximidade, sem abandonar a essência do repertório original.
A proposta também permite que o público acompanhe o desenvolvimento artístico de Giuliano, que vem ampliando a presença de seu trabalho autoral desde a vitória no reality musical.
Da vitória no ‘The Voice Brasil’ à construção de uma carreira autoral
A vitória de Giuliano Eriston no The Voice Brasil, em 2021, foi um momento decisivo para sua trajetória. O programa proporcionou visibilidade nacional e apresentou sua voz a um público que acompanhava a competição pela televisão.
Durante a participação, o cantor demonstrou sua capacidade de interpretar repertórios de artistas consagrados da música brasileira. Entre as apresentações lembradas estão “Luz do Sol”, de Caetano Veloso, e “A Rota do Indivíduo”, de Djavan, canções que exigem atenção à interpretação, à musicalidade e à construção emocional.
Entretanto, consolidar uma carreira depois de um programa de televisão envolve desafios que vão além do reconhecimento conquistado durante a competição. É necessário desenvolver uma identidade própria, estabelecer uma relação duradoura com o público e apresentar um repertório capaz de representar as escolhas artísticas do intérprete.
Giuliano vem seguindo esse caminho por meio de lançamentos que valorizam diferentes aspectos de sua formação musical.
Em 2022, apresentou “Universo em Si”, seu primeiro álbum autoral. Dois anos depois, lançou o EP “Giuliano Eriston interpreta Sérgio Sampaio”, projeto dedicado à obra do compositor brasileiro. Em 2026, chegou “Politonia”, seu segundo álbum autoral, seguido agora pelo registro ao vivo.
A sequência mostra uma trajetória que combina interpretações de obras de outros artistas com o desenvolvimento de um repertório próprio.
Produção musical reúne Giuliano Eriston e Pedro Baby
A gravação de “Politonia – Voz & violão – Ao vivo” teve produção musical assinada por Giuliano Eriston e Pedro Baby.
Pedro Baby é músico, guitarrista, compositor e produtor, conhecido por sua atuação em diferentes projetos da música brasileira. Sua participação na produção do registro ao vivo se soma ao envolvimento direto de Giuliano na concepção musical do trabalho.
A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Pedro Baby e Sérgio Almeida, profissionais responsáveis por etapas importantes do acabamento sonoro do projeto.
A mixagem organiza os diferentes elementos da gravação, enquanto a masterização prepara o material para sua apresentação final nos formatos de distribuição. Embora sejam processos técnicos, ambos contribuem para que a interpretação chegue ao ouvinte com clareza e equilíbrio.
No caso de um projeto de voz e violão, o cuidado com esses detalhes é especialmente relevante. Como a proposta privilegia uma formação musical reduzida, a captação e o tratamento do áudio ajudam a preservar as características da apresentação.
A gravação diante de uma plateia de aproximadamente 70 convidados também diferencia o trabalho de uma produção feita inteiramente em estúdio, acrescentando ao registro a atmosfera de uma apresentação musical.
A força da música em formato intimista
Projetos de voz e violão ocupam um espaço particular na música brasileira. Ao reduzir a quantidade de instrumentos e efeitos, esse formato costuma valorizar a interpretação e a relação entre melodia, harmonia e letra.
A proposta de Giuliano segue essa direção ao recuperar as nove músicas de “Politonia” em apresentações ao vivo. O foco deixa de estar apenas na produção do álbum e passa também para a maneira como o artista conduz cada canção diante de uma plateia.
Esse tipo de registro pode revelar novas possibilidades de interpretação e mostrar como uma composição continua se transformando depois de seu lançamento original.
Para os ouvintes que já conhecem o disco, o projeto oferece uma oportunidade de reencontrar as músicas em outra atmosfera. Para quem ainda não teve contato com o repertório autoral do cantor, pode funcionar como uma porta de entrada para conhecer sua produção.
A escolha também reforça a importância da apresentação ao vivo na construção de uma carreira musical. Além de divulgar canções, os shows permitem que artistas estabeleçam conexões com o público e testem diferentes formas de apresentar suas obras.
Giuliano busca fortalecer sua identidade musical
Com “Politonia – Voz & violão – Ao vivo”, Giuliano Eriston amplia o trabalho iniciado com seu segundo álbum autoral e reforça o compromisso com a construção de uma identidade musical própria.
A vitória no The Voice Brasil abriu portas e deu visibilidade nacional ao cantor, mas os lançamentos posteriores mostram um caminho que depende da continuidade do trabalho criativo e da capacidade de apresentar novas perspectivas ao público.
Entre o repertório autoral, as homenagens a compositores brasileiros e as releituras de suas próprias canções, Giuliano vem construindo uma trajetória que reúne diferentes experiências musicais.
O novo projeto não pretende substituir o álbum original, mas revisitá-lo sob outra perspectiva, destacando a voz, o violão e a interpretação ao vivo.
Disponível nas plataformas digitais de áudio e nos canais oficiais de vídeo do artista desde 8 de outubro, o registro convida o público a conhecer ou redescobrir as nove faixas de “Politonia”.
Ao transformar o repertório em uma apresentação intimista, Giuliano Eriston reafirma que sua trajetória vai além da participação em um programa de televisão: o cantor segue investindo em suas próprias composições e trabalhando para conquistar espaço com uma obra que carrega experiências pessoais, referências musicais e novas possibilidades artísticas.















