Um vídeo que circula nas redes sociais nesta semana gerou forte comoção no Sul da Bahia. Em Itabuna, uma mãe denunciou ter sido impedida de deixar o filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na escola neste início de ano letivo.
Segundo o relato, após anos de espera por uma vaga na rede municipal de ensino, a família foi surpreendida com a informação de que a criança não poderia permanecer na unidade escolar por falta de monitores disponíveis para o acompanhamento especializado. A justificativa revoltou a mãe, que registrou em vídeo o momento em que cobra providências da administração e pede apoio do poder público.
Emocionada, ela destacou o impacto da situação na rotina e na saúde emocional do filho. “Meu filho pergunta: ‘Mamãe, por que todo mundo pode ir para a escola e eu não posso?’. Ele fica andando para cima e para baixo com a mochila dele, querendo usar”, desabafou.
O caso reacende o debate sobre a inclusão de alunos com deficiência na rede pública de ensino e expõe a fragilidade da estrutura oferecida às chamadas famílias atípicas. Especialistas e entidades que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência reforçam que a legislação brasileira garante o acesso à educação inclusiva, com suporte adequado às necessidades de cada estudante.
Para muitas famílias, no entanto, a realidade ainda é marcada por barreiras estruturais, falta de profissionais de apoio e demora na efetivação de matrículas. O episódio em Itabuna evidencia a necessidade urgente de investimentos e planejamento para assegurar que o direito à educação seja plenamente garantido a todas as crianças.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.
JRT News
