O presidente estadual do Podemos na Paraíba e pré-candidato a deputado federal, Leonardo de Melo Gadelha, detalhou em entrevista ao programa Cidade Notícia, da rádio Líder FM de Sousa, Sertão paraibano, nesta sexta-feira (06), os bastidores da sigla para as eleições de 2026. Leo Gadelha revelou que o partido está em fase final de diálogos e estima que até o fechamento deste mês a legenda “bata o martelo” sobre os apoios majoritários.
Embora nutra admiração pelo senador Efraim Filho, Gadelha sinalizou que o Podemos está mais próximo de definir entre as pré-candidaturas de Lucas Ribeiro ou Cícero Lucena. Contudo, o dirigente não escondeu o desafio de conciliar as opiniões divergentes de duas das principais lideranças federais da legenda na Paraíba: Ruy Carneiro e Romero Rodrigues.
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Sobre o impasse, Leonardo foi direto ao citar a resistência de Ruy em relação ao atual prefeito de João Pessoa.
“É notório que o deputado Ruy Carneiro tem uma dificuldade pessoal de marchar com a candidatura do prefeito Cícero Lucena e que, na outra ponta, o deputado Romero Rodrigues tem uma predileção por essa mesma candidatura”, explicou.
Para evitar uma crise interna, Gadelha propõe um modelo de liberdade política. Segundo ele, independentemente do caminho oficial do partido, haverá um “pacto de não beligerância”, onde quem divergir da decisão majoritária será liberado.
“Uma dessas duas forças, seja ela o deputado Romero ou seja ela o deputado Ruy Carneiro, será liberado para exercer a sua cidadania da maneira que mais lhe aprover”, destacou o presidente.
Senado e nominata
A definição para o Senado — que envolve nomes como João Azevêdo (PSB), Marcelo Queiroga (PL), Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) — ocorrerá simultaneamente à do Governo do Estado.
“Quando nós anunciarmos com qual candidato marcharemos para o governo do estado, naturalmente também faremos isso em relação ao Senado da República”, afirmou.
Leo Gadelha também ressaltou que a formação da nominata de 13 nomes competitivos para a Câmara Federal é um desafio comum a todos os partidos, mas acredita que a transparência e a liberdade de escolha ajudarão a consolidar o grupo até março.
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