Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema defende que apenas pessoas com, no mínimo, 60 anos de idade possam ser indicadas para o STF
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu, nesta quarta-feira (22/4), o fim das decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e que apenas pessoas com, no mínimo, 60 anos possam ser indicadas para a Corte.
Pré-candidato à Presidência da República, ele participou de coletiva de imprensa convocada pela oposição na Câmara. O grupo detalhou o pedido de impeachment apresentado contra o decano do Supremo, Gilmar Mendes, após o magistrado solicitar a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News.
“Queremos também acabar com as decisões monocráticas. Os parlamentares aqui votam; uma canetada do Supremo e está tudo desfeito”, declarou o ex-governador.
Em relação à sugestão de idade mínima de 60 anos para ser ministro da Corte, Zema comparou a indicação de um magistrado à Suprema Corte ao conclave da Igreja Católica, que é convocado para eleger os papas.
“É assim que se nomeia papa? Nunca vi um papa de 40 anos, 30. Pode ter tido lá atrás, na época da bagunça na Igreja Católica. Hoje, não mais”, disse.
“Vou levar candidatura até o final”, diz Zema
Questionado sobre uma eventual chapa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema desconversou, afirmando que mantém sua própria candidatura ao Palácio do Planalto e disse respeitar os demais nomes da direita.
Além de Zema e Flávio, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é pré-candidato.
“Eu me dou muito bem tanto com o Flávio quanto com o Caiado, lembrando que estive ao lado do Caiado por mais de sete anos, quando fui governador. O que existe são três pré-candidaturas; temos de deixar isso claro. Eu vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o final. Nós, do Partido Novo, temos diversas propostas que são diferentes, e eu já comecei a percorrer o Brasil mostrando aquilo que foi feito em Minas Gerais”, disse.
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