Programado para 3 de julho, o exuberante disco dá início às comemorações dos 80 anos do artista.
O cantor e compositor João Bosco completa 80 anos no dia 13 de julho e será homenageado com o lançamento de dois álbuns comemorativos. Entre eles, o destaque é “Horda”, que chega ao público no dia 3 de julho e marca uma nova fase da trajetória do artista mineiro.
O disco, gravado ao vivo em Hamburgo, na Alemanha, em julho de 2025, reúne João Bosco à NDR BigBand, uma das mais importantes orquestras de jazz da Europa. A parceria resulta em uma releitura sofisticada de seu repertório, agora apresentado sob a estética que o próprio artista define como “afro-jazz-brasileiro”.
Lançamento internacional e edição especial
“Horda” terá edição em CD distribuída na Europa e na Ásia pela gravadora Enja Records, repetindo uma parceria já consolidada com o artista. No Brasil, o álbum será lançado apenas em formato digital, com 12 faixas.
A capa traz uma pintura do artista Joachim Kühn, datada de 1999, reforçando o diálogo entre música e artes visuais que permeia o projeto.
A faixa-título, composta por João Bosco e Francisco Bosco em 2020, ultrapassa sete minutos e exemplifica a proposta do álbum: uma fusão entre samba, jazz e elementos orquestrais, com variações rítmicas e atmosferas que evocam tanto a tradição brasileira quanto a experimentação contemporânea.
Direção brasileira à frente da big band
Pela primeira vez, a NDR BigBand foi conduzida por um maestro brasileiro: o trombonista Rafael Rocha, responsável pelos arranjos e pela regência do projeto. A formação reúne um grande conjunto de músicos europeus, incluindo naipes de trombones, saxofones e trompetes, além de participações especiais na execução instrumental.
Entre os destaques está o baterista Kiko Freitas, convidado para a gravação, além do pianista Florian Weber, que contribui para momentos de forte influência jazzística ao longo do álbum.
Releituras e novas camadas do repertório
O repertório de “Horda” revisita diferentes fases da carreira de João Bosco, com novas interpretações para canções como “Incompatibilidade de Gênios” (parceria com Aldir Blanc), “Sinhá” (com Chico Buarque) e “Cabeça de Nego”.
As releituras apresentam arranjos mais extensos e elaborados, muitas vezes ultrapassando sete minutos, o que reforça a proposta de uma escuta mais imersiva e atenta.
Segundo o próprio artista, o álbum presta homenagem a nomes fundamentais da música mundial, como Miles Davis, John Coltrane, João Gilberto e Tom Jobim, reforçando a conexão entre o samba brasileiro e o jazz internacional.
Segundo álbum reunirá gerações de artistas
Além de “Horda”, João Bosco prepara o lançamento de “Amigos novos e antigos – João Bosco 80 anos”, projeto ainda em produção que reunirá colaborações com artistas de diferentes gerações e estilos musicais.
A proposta é celebrar a longevidade artística do compositor, destacando sua capacidade de diálogo com novas vozes da música brasileira.
Uma trajetória marcada pela inovação
Com carreira consolidada desde o início da década de 1970, João Bosco construiu uma obra reconhecida pela fusão entre samba, jazz, ritmos afro-brasileiros e lirismo sofisticado.
A celebração dos 80 anos reforça não apenas a relevância histórica do artista, mas também sua permanência como referência criativa na música brasileira contemporânea, agora expandida em diálogo com o cenário internacional.
















