A força e a diversidade cultural de Salvador ganham destaque no novo trabalho do rapper Vandal. Nascido Luis Sidnei Barbosa Correia, o artista apresenta o álbum “Vanguardah”, projeto que combina rap, samba-reggae e pagodão baiano para construir uma espécie de retrato musical contemporâneo da Bahia.
Com direção musical de Russo Passapusso, um dos nomes de destaque do BaianaSystem, o álbum tem lançamento previsto para quinta-feira (13), data em que o calendário religioso da Bahia celebra Santa Dulce dos Pobres.
O disco reúne dez faixas e representa mais um passo na trajetória de Vandal, que começou a ganhar projeção nacional há 11 anos, com a mixtape “Tipolazvegazh”, lançada em 2015. Considerado um dos pioneiros do grime e do drill dentro do hip hop brasileiro, o artista traz para o novo projeto uma relação antiga com o pagodão, ritmo que fazia parte de sua vida antes mesmo de sua aproximação com o rap.
Um retrato da Bahia pelas próprias vivências
Em “Vanguardah”, Vandal transforma experiências pessoais, memória e referências culturais em matéria-prima para sua música. O álbum percorre temas relacionados à ancestralidade, religiosidade e identidade, conectando elementos tradicionais da cultura baiana à linguagem urbana do hip hop.
O projeto conta ainda com participações de nomes como DJ KL Jay, Giovanni Cidreira, Hiran, Josyara e Liz Reis, além do próprio Russo Passapusso.
A produção musical ficou a cargo de Tiago Simões, Calibre MC e Seko Bass, enquanto a direção artística é assinada por Phodismo e Vandal.
Ancestralidade e religiosidade
Entre as faixas estão “Ah verdadeh dah cidadeh”, “Avemariah”, gravada com Liz Reis, “Saveirozh” e “Pontoh deh revoltah”, que conta com samples e scratches do DJ KL Jay.
O álbum também apresenta “Supereh”, parceria com Hiran, e “Requiémh parah umh sonhoh”, colaboração com Josyara. Outro destaque é “Anjoh bomh dah Bahiah”, produzida pelo maestro Ubiratan Marques, que também participa da composição.
As próprias grafias das músicas revelam uma característica marcante do artista: Vandal costuma acrescentar a letra “h” ao final das palavras, recurso que também aparece no título do álbum e ajuda a reforçar sua identidade artística.
Com “Vanguardah”, Vandal aposta na mistura de linguagens e sonoridades para reafirmar suas raízes soteropolitanas e apresentar uma Bahia construída a partir de suas próprias experiências, memórias e referências culturais.














