Paraibana de 30 anos recebeu pena de um ano de prisão, suspensa por dois anos, após violar leis sul-coreanas contra perseguição e invasão de propriedade.

Uma mulher paraibana de 30 anos foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul após ser acusada de perseguir o cantor Jung Kook, um dos membros do grupo de K-pop BTS. A decisão judicial também abre possibilidade de deportação da brasileira, conforme prevê a legislação migratória sul-coreana.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a condenação prevê pena de um ano de prisão, com suspensão da execução por dois anos. Na prática, ela não deverá cumprir imediatamente a pena, desde que respeite as condições impostas pela Justiça e não volte a cometer novas infrações durante o período de suspensão.

As investigações apontam que a brasileira teria ido mais de 20 vezes à residência do artista, localizada no distrito de Yongsan, em Seul, durante o mês de dezembro do ano passado. Em um dos episódios, ela teria chegado a tocar a campainha da casa do cantor 133 vezes, segundo registros citados pelas autoridades sul-coreanas.

Após os episódios, a polícia local determinou uma medida restritiva, proibindo a aproximação a menos de 100 metros da residência do artista. No entanto, ainda conforme as investigações, a mulher teria descumprido a ordem e retornado ao local em janeiro deste ano, quando acabou detida sob suspeita de perseguição e invasão de propriedade privada.

A brasileira está presa desde 27 de fevereiro. Caso a condenação seja mantida, ela poderá ser deportada da Coreia do Sul, conforme prevê a legislação do país.

Em entrevista concedida anteriormente à imprensa brasileira, familiares relataram que a mulher enfrenta transtornos mentais e afirmaram que tentavam trazê-la de volta ao Brasil antes da prisão. Segundo os parentes, ela teria viajado para a Coreia do Sul sem comunicar a família.

O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, que está prestando assistência consular à cidadã brasileira.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades sul-coreanas e pode ter novos desdobramentos nas próximas etapas do processo judicial.