Mercado acompanha tensão no Oriente Médio, incertezas sobre o Estreito de Ormuz e novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (10) em leve alta diante da atenção dos investidores aos preços do petróleo e às incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo no Oriente Médio.
Por volta das 9h10, a moeda norte-americana avançava 0,04%, cotada a R$ 5,0857. As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, estavam previstas para começar às 10h.
O movimento ocorre em um cenário de cautela nos mercados internacionais, especialmente diante das novas exigências apresentadas pelo Irã para permitir a retomada do tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz.
Petróleo sobe com incertezas sobre Ormuz
Os preços do petróleo registravam alta nesta segunda-feira. Por volta das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, avançava 1,17%, negociado a US$ 84,53. O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,23%, cotado a US$ 79,14.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. As incertezas sobre a retomada do tráfego marítimo aumentam a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.
No fim de semana, autoridades iranianas divulgaram uma lista de exigências para a reabertura da passagem. Entre os pontos apresentados estão a suspensão do bloqueio naval e de sanções norte-americanas contra o Irã, a retirada de tropas dos Estados Unidos da região e a liberação de ativos iranianos congelados.
O governo iraniano também pediu o fim de ataques contra seus aliados na região e o encerramento de ameaças contra o país.
Ao mesmo tempo, Teerã e Omã negociam uma possível alternativa para a retomada da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz.
O cenário mantém o mercado atento aos desdobramentos diplomáticos e aos possíveis efeitos sobre os preços de energia.
Inflação entra no radar
Além do petróleo e das tensões geopolíticas, investidores acompanham nesta semana novos indicadores de inflação do Brasil e dos Estados Unidos.
No mercado norte-americano, os dados de preços podem ajudar a indicar quais serão os próximos passos do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em relação à política de juros.
A atenção aumentou depois que os números do mercado de trabalho norte-americano divulgados na sexta-feira vieram abaixo das expectativas.
No Brasil, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também está entre os principais eventos acompanhados pelo mercado.
Bolsas internacionais
Na Ásia, a maior parte dos principais mercados acionários encerrou a sessão desta segunda-feira em alta.
O CSI 300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,16%. O índice de Xangai, o SSEC, subiu 0,25%.
Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,05%. No Japão, o Nikkei avançou 2,08%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 0,65%.
Os investidores também avaliaram novos dados econômicos da China e o compromisso do banco central chinês de manter a taxa de câmbio do yuan relativamente estável.
Desempenho do dólar
Até o início desta segunda-feira, o dólar acumulava:
- Semana: alta de 0,27%;
- Mês: alta de 0,27%;
- Ano: queda de 7,38%.
O mercado brasileiro segue atento aos acontecimentos externos e aos indicadores econômicos que podem influenciar as decisões de política monetária e o comportamento do câmbio nos próximos dias.














