Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã deste domingo (16), uma igreja da Assembleia de Deus Vitória em Cristo localizada na Avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife. O fogo provocou danos significativos no templo, destruiu praticamente toda a área de culto e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros durante a manhã.

Apesar da dimensão das chamas e dos prejuízos provocados pelo incêndio, ninguém ficou ferido. No momento em que o fogo começou, havia duas pessoas dentro do imóvel: o zelador e uma secretária. Os dois perceberam a situação e conseguiram deixar o prédio antes que as chamas se espalhassem pelo restante da estrutura.

O incêndio aconteceu em uma unidade ligada ao ministério do pastor Silas Malafaia e causou forte impacto entre membros da congregação. A igreja tinha capacidade para receber aproximadamente 400 pessoas e havia sido inaugurada em 2009. Neste mês, a comunidade religiosa celebrava 17 anos desde a realização do primeiro culto no local.

A destruição ocorreu justamente durante um período considerado simbólico para os fiéis, que tinham naquele espaço um ponto de encontro para cultos, orações e atividades religiosas.

Fogo começou no depósito

Segundo relatos de testemunhas, as chamas começaram por volta das 7h30, na região do depósito da igreja. O imóvel fica em frente ao Parque de Exposição de Animais, no bairro do Cordeiro.

O fogo se espalhou rapidamente e atingiu diferentes partes do salão principal. As chamas alcançaram o teto e as paredes, além de destruírem as cadeiras utilizadas pelos fiéis durante os cultos.

Imagens divulgadas pela TV Globo mostraram uma grande quantidade de fumaça saindo do prédio e o interior do salão completamente destruído.

A velocidade com que o incêndio avançou também foi destacada pelo pastor responsável pela unidade. Segundo ele, quando o zelador percebeu o fogo, a situação já havia evoluído de maneira rápida, impossibilitando qualquer tentativa de controlar as chamas antes da chegada dos bombeiros.

Os dois funcionários que estavam no local conseguiram sair a tempo.

Corpo de Bombeiros mobilizou oito viaturas

Diante da dimensão do incêndio, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco mobilizou oito viaturas para atender à ocorrência.

De acordo com a corporação, foram utilizadas quatro viaturas destinadas ao combate a incêndios, uma de resgate, uma unidade de operações com drone e duas viaturas de comando operacional.

As equipes atuaram inicialmente no combate direto às chamas, buscando impedir que o fogo continuasse avançando pela estrutura do prédio.

Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o chamado rescaldo. Essa etapa é fundamental em ocorrências desse tipo porque permite identificar e eliminar possíveis focos remanescentes que poderiam provocar uma nova propagação das chamas.

A operação também exigiu atenção por causa das condições da estrutura atingida.

Defesa Civil avalia segurança da estrutura

Durante a tarde, equipes da Defesa Civil do Recife estiveram no local para realizar uma vistoria técnica.

O objetivo foi verificar as condições do prédio após o incêndio e avaliar também possíveis riscos para imóveis localizados nas proximidades.

Segundo nota divulgada pela Defesa Civil, os técnicos constataram que a cobertura da igreja foi destruída pelo fogo. A parede dos fundos também sofreu danos.

Diante da situação, a área foi isolada para evitar a circulação de pessoas e reduzir possíveis riscos provocados pela estrutura comprometida.

Uma nova vistoria foi prevista para a manhã desta segunda-feira (17), quando os técnicos deverão voltar ao local para continuar a avaliação.

A análise é importante para determinar a extensão dos danos e verificar quais medidas deverão ser tomadas antes de qualquer eventual acesso ao prédio.

Igreja tinha história de 17 anos

Além dos danos materiais, o incêndio atingiu um espaço que fazia parte da história de centenas de pessoas.

A igreja foi inaugurada em 2009 e, segundo o pastor responsável pela unidade, neste mês a congregação estava celebrando 17 anos desde o primeiro culto realizado naquele endereço.

Ao longo desse período, o templo se tornou um ponto de encontro para fiéis que participavam de cultos, reuniões e atividades religiosas.

O pastor Edvan Vando descreveu o sentimento da comunidade como de luto diante da destruição provocada pelo fogo.

Segundo ele, muitas pessoas tiveram suas vidas marcadas por experiências vividas naquele espaço, o que tornou ainda mais difícil observar a destruição provocada pelo incêndio.

A perda, portanto, vai muito além da estrutura física. Para os membros da congregação, o prédio representa anos de histórias, encontros, orações e momentos importantes compartilhados pela comunidade.

“Foi uma perda total”, afirma pastor

Em relato sobre o momento em que o incêndio foi percebido, o pastor explicou que tudo aconteceu muito rapidamente.

Segundo Edvan Vando, o zelador percebeu as chamas e, diante da velocidade com que o fogo se espalhava, deixou imediatamente o prédio acompanhado da secretária.

A prioridade foi preservar a vida dos dois funcionários que estavam no local.

O pastor afirmou que, quando o fogo foi identificado, já não havia condições para tentar impedir a destruição por conta própria.

A saída rápida das duas pessoas foi fundamental para evitar que o incêndio terminasse com vítimas.

Embora o templo tenha sofrido uma destruição de grandes proporções, a ausência de feridos foi considerada um dos principais pontos positivos diante da gravidade da ocorrência.

Causa ainda não foi confirmada

Até o momento, a causa do incêndio não foi confirmada oficialmente.

As circunstâncias que provocaram o início das chamas deverão ser investigadas pelas autoridades responsáveis.

O fato de o incêndio ter começado na região do depósito será um dos elementos analisados para tentar determinar como o fogo teve início e por que se espalhou com tanta rapidez.

A investigação deverá considerar as condições do imóvel, instalações existentes no local e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a origem das chamas.

Somente após a conclusão das avaliações será possível apontar, com segurança, o que provocou o incêndio.

Comunidade religiosa enfrenta momento de reconstrução

O incêndio deixa agora a congregação diante de um novo desafio: reconstruir um espaço que fazia parte da história da comunidade havia quase duas décadas.

O prejuízo material é expressivo, principalmente devido à destruição da cobertura, das paredes do salão e das cadeiras, além de outros equipamentos e objetos que estavam na área atingida.

Para os fiéis, entretanto, o momento também é marcado pela memória das pessoas que passaram pelo templo ao longo dos 17 anos.

A igreja foi palco de cultos, encontros e momentos importantes para famílias inteiras. Por isso, a destruição do prédio provocou uma reação emocional entre aqueles que acompanhavam a trajetória da congregação.

Neste momento, a prioridade das autoridades é garantir a segurança da área e concluir as avaliações estruturais.

A nova vistoria da Defesa Civil deverá ajudar a definir os próximos passos relacionados ao imóvel.

Enquanto isso, a comunidade religiosa deverá buscar alternativas para manter suas atividades e lidar com os prejuízos provocados pelo incêndio.

O episódio chama atenção também para a importância da prevenção e da segurança em edificações utilizadas para receber grandes públicos. A igreja tinha capacidade para cerca de 400 pessoas, o que torna fundamental que instalações elétricas, equipamentos e estruturas sejam constantemente avaliados.

Apesar da destruição provocada pelas chamas, o fato de não haver vítimas traz algum alívio em meio à tristeza.

A história de 17 anos da congregação, agora marcada por um dos momentos mais difíceis desde sua inauguração, deverá seguir sendo construída pelos fiéis, que terão pela frente o desafio de reconstruir não apenas uma estrutura física, mas também um espaço que representa parte importante da memória da comunidade.