A rotina de quem viaja do interior para a capital em busca de tratamento oncológico já é repleta de desafios. Para Gerislandia Silva Sousa, de 35 anos, o desafio ganhou contornos de desespero nesta sexta-feira (30).
Diagnosticada com câncer e com sessão de quimioterapia agendada para o sábado (31) no Hospital Napoleão Laureano, a paciente relatou ter encontrado as portas fechadas na Casa de Apoio mantida pelo município de Cajazeiras na capital.
Gerislandia cumpriu agenda médica no dia com geneticista e oncologista. Porém, ao retornar para a casa de apoio, foi informada de que não poderia ficar porque uma reunião teria suspendido novos acolhimentos. Sem parentes na capital e sem recursos para hotel ou transporte por aplicativo, ela ficou sem teto.
💬 “Eu não tinha para onde ir, fiquei no meio da rua. Liguei para a responsável e me disseram para procurar a Casa Bom Pastor…”, desabafou Gerislandia em vídeo.
O caso expõe a vulnerabilidade de pacientes do SUS que dependem do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). A quimioterapia ao fim de semana reflete a alta demanda do Hospital Laureano para atender a população do interior.
Até o momento, a Prefeitura de Cajazeiras não se manifestou oficialmente sobre a restrição de acesso relatada.
















