O estado também apresentou redução na taxa estimada de sub-registro de óbitos de aproximadamente 3,1 pontos percentuais em relação a 2015.
A Paraíba registrou 0,56% na taxa estimada de sub-registro de nascidos vivos em 2024. Número é o menor resultado da série histórica iniciada em 2015 (2,8%), sendo o menor resultado do Nordeste, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (20).
Conforme observou o ClickPB, resultado do estado é o décimo menor percentual de sub-registro do país e ficou abaixo da média nacional (0,95%).
Entre 2015 (2,8%) e 2024 (0,56%), a Paraíba teve uma redução de 2,24 pontos percentuais. segundo o IBGE, evolução positiva indica avanços significativos na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil, nos planos estadual, regional e nacional.
O levantamento constatou também que a taxa estimada de subnotificação paraibana ficou estável entre 2023 e 2024, em 0,50%, havendo redução de 2,09 pontos percentuais entre 2015 (2,59%) e 2024.
As melhorias nos resultados de sub-registro e subnotificação posicionam o Brasil e a Paraíba próximos à meta de cobertura universal de registro de nascimentos, conforme preconizado pelo Indicador 17.19.2b dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, referente à cobertura do registro civil.
Sub-registro é quando um evento vital (nascimento/óbito) não é registrado em Cartório. Já a subnotificação é quando os eventos vitais não são notificados nos sistemas de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e de Informação sobre Mortalidade (SIM).
Apesar da Paraíba ter apresentado baixas taxas médias de sub-registro e de subnotificação de nascidos vivos, o levantamento constatou que Solânea (23,34%), São Vicente do Seridó (14,19%), Bonito de Santa Fé (8,04%), São José do Brejo do Cruz (5,89%) e Quixaba (5,27%) apresentaram as maiores proporções de sub-registro de nascimentos, enquanto Riachão do Poço (4,84%), Cruz do Espírito Santo (4,15%), Santa Rita (4,02%), Mari (3,89%), Coremas (3,55%), Serra da Raiz (3,23%) e Tavares (3,13%) registraram os maiores percentuais de subnotificação.
Redução gradual das taxas de sub-registro e subnotificação de óbitos
Em 2024, a taxa estimada de sub-registro de óbitos paraibana foi de 4,11%, representando redução de aproximadamente 3,1 pontos percentuais em relação a 2015, quando a taxa era de 7,19%. Isso corresponde a uma taxa de cobertura de 95,9% para o sistema de Estatísticas do Registro Civil.
Já a taxa estimada de subnotificação no SIM foi de 2,29%, com redução de quase 4 pontos percentuais desde 2015 (quando era de 6,27%), resultando em cobertura de 97,7% para o sistema de informação em saúde.
Em 2024, a Paraíba registrou o quarto maior percentual de subnotificação de óbitos do país, abaixo apenas do Piauí (7,14%), Acre (3,07%) e Maranhão (3,04%). Esse indicador ficou acima das médias do Brasil (1,00%) e do Nordeste (1,91%). No que diz respeito ao sub-registro de óbitos, o indicador paraibano foi o 14º maior do país e o segundo menor do Nordeste, ficando acima da média do país (3,40%) e abaixo da média nordestina (7,84%).
Os municípios de Tavares (29,23%), Cacimba de Areia (25,03%), Pedro Régis (21,62%) e Joca Claudino 18,53%) apresentaram as maiores proporções do estado de subnotificação de mortes. Já Logradouro (29,51%), Solânea (22,10%), São Vicente do Seridó (18,87%) e Jericó (15,78%) registraram os maiores índices de sub-registro.
ClickPB
