Enquanto algumas regiões enfrentam a falta de água, outras sofrem com os efeitos das chuvas, levando a Paraíba a registrar 149 situações de emergência reconhecidas pela União.

O Governo Federal reconheceu a situação de emergência nos municípios paraibanos de Cuité e São Miguel de Taipu. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (10) e permite que as prefeituras tenham acesso a recursos federais destinados a ações de assistência e recuperação.

Em Cuité, localizada na região do Curimataú paraibano, o reconhecimento ocorreu em razão da estiagem, que vem afetando o abastecimento de água, a produção agrícola e a rotina de milhares de moradores. Já em São Miguel de Taipu, na Zona da Mata paraibana, a situação de emergência foi decretada devido aos prejuízos provocados pelas chuvas intensas registradas nas últimas semanas.

Com o reconhecimento federal, os municípios passam a ter a possibilidade de solicitar apoio financeiro para a execução de ações de defesa civil. Entre as medidas que podem ser custeadas estão a aquisição de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de higiene pessoal, limpeza residencial e materiais para acolhimento de famílias afetadas.

A iniciativa busca garantir uma resposta mais rápida às necessidades da população, especialmente em momentos de vulnerabilidade causados por eventos climáticos extremos.

Situação na Paraíba

Segundo dados atualizados do Governo Federal, a Paraíba possui atualmente 149 reconhecimentos de situação de emergência vigentes. Desse total, 113 são decorrentes da estiagem, 35 foram motivados por chuvas intensas e um por alagamento.

Os números refletem os desafios enfrentados por diversos municípios paraibanos diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos que impactam tanto regiões afetadas pela falta de chuvas quanto áreas atingidas por precipitações acima da média.

As autoridades locais seguem monitorando os cenários e trabalhando para minimizar os impactos sobre as comunidades atingidas, enquanto aguardam a liberação dos recursos federais destinados ao enfrentamento das emergências.