Baixa umidade típica do inverno em algumas regiões do Brasil pode causar impactos na saúde, principalmente em grupos de risco
Com a chegada dos períodos de estiagem em diversas regiões do Brasil, especialistas reforçam um alerta importante para a população: o clima seco pode causar impactos significativos na saúde respiratória e agravar doenças já existentes.
A baixa umidade do ar favorece o ressecamento das vias respiratórias, aumenta a concentração de poluentes no ambiente e contribui para o surgimento ou agravamento de alergias, crises de asma, bronquite e outras condições pulmonares. Crianças, idosos e pessoas com histórico de doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis.
Baixa umidade enfraquece a proteção natural do organismo
Quando o ar fica mais seco, as mucosas que revestem o nariz e as vias respiratórias perdem parte de sua capacidade de proteção. Como consequência, aumenta a irritação das vias aéreas e a entrada de agentes que podem desencadear processos inflamatórios.
A alergista Paula Argolo explica que os efeitos do clima seco não se limitam ao sistema respiratório.
“Além das vias respiratórias, o tempo seco também pode afetar os olhos e a pele, causando desconforto e agravando doenças alérgicas já existentes”, destaca a especialista.
Segundo ela, a combinação entre baixa umidade e poluição torna o organismo ainda mais suscetível à ação de partículas alergênicas, favorecendo o aparecimento de sintomas e crises respiratórias.
Sintomas podem variar de leves a graves
Entre os sintomas mais frequentes durante os períodos de clima seco estão coceira e vermelhidão nos olhos, nariz entupido, coriza, sangramentos nasais, tosse persistente, chiado no peito e sensação de falta de ar.
Para quem convive com doenças respiratórias crônicas, os efeitos podem ser ainda mais intensos.
De acordo com o pneumologista Marcos Tavares, do Hospital Nove de Julho, as mudanças climáticas influenciam diretamente o funcionamento do sistema respiratório.
“O sistema respiratório é muito sensível às mudanças do clima”, afirma o médico.
Além da baixa umidade, fatores como temperaturas extremas, poluição atmosférica e maior circulação de pólen em determinadas épocas do ano podem contribuir para o agravamento de alergias e doenças pulmonares.
Cuidados simples ajudam a prevenir complicações
Especialistas destacam que algumas medidas simples podem fazer a diferença na proteção da saúde respiratória durante os períodos de estiagem.
A hidratação adequada é uma das principais recomendações. Beber água regularmente ajuda a manter as mucosas hidratadas e mais resistentes aos agentes irritantes.
Outras orientações incluem:
- Realizar lavagem nasal com soro fisiológico;
- Utilizar lágrimas artificiais em caso de ressecamento dos olhos;
- Manter os ambientes limpos e ventilados;
- Evitar o acúmulo de poeira dentro de casa;
- Seguir corretamente os tratamentos prescritos para doenças respiratórias.
Pessoas diagnosticadas com asma, rinite alérgica, bronquite ou outras condições pulmonares devem manter acompanhamento médico regular e procurar assistência profissional diante de sintomas persistentes ou agravamento do quadro.
Prevenção é a melhor aliada
Embora muitas vezes seja encarado apenas como um desconforto temporário, o clima seco pode representar um desafio importante para a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A adoção de hábitos preventivos e a atenção aos sinais do organismo são fundamentais para reduzir riscos, evitar complicações e garantir mais qualidade de vida durante os períodos de baixa umidade do ar.













