A família de Joice Batiston, de 27 anos, busca esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da jovem, ocorrida após ela ter solicitado uma corrida por aplicativo na noite da última sexta-feira , em Varginha, no sul de Minas Gerais.
Joice saiu de casa por volta das 21h45 para encontrar amigas em um bar e restaurante da cidade, onde assistiria ao jogo da Seleção Brasileira. Ela utilizou o serviço de transporte por aplicativo da empresa 99, mas não chegou ao destino.
Jovem foi encontrada ferida durante trajeto
Segundo familiares, após o desaparecimento, Joice foi localizada por policiais militares na Avenida Perimetral, ainda no trajeto entre sua residência e o local de destino, nas proximidades de um espaço de eventos.
Ela apresentava ferimentos e foi encaminhada para a UPA da cidade, mas não resistiu.
De acordo com relatos da família, a jovem tinha um corte na região da testa, escoriações pelo corpo e roupas rasgadas. Inicialmente, a suspeita era de um possível acidente de trânsito ou atropelamento, hipótese que ainda não foi confirmada.
A irmã também relatou que Joice apresentava lesões nas mãos e nos joelhos. Durante os procedimentos no Instituto Médico-Legal (IML), os familiares afirmam ter notado ainda sangramento na região íntima.
Celular desaparecido e dúvidas da família
Outro ponto que causa estranhamento entre os parentes é o desaparecimento do celular da jovem. Segundo a família, a bolsa, documentos e cartões foram encontrados, mas o aparelho não foi localizado.
“Quando ligamos para o telefone, a ligação era desligada. Também enviamos mensagens que chegaram a aparecer como visualizadas. Depois disso, não conseguimos mais contato”, relatou a irmã.
A família também informou que uma viseira preta foi encontrada no local onde Joice foi localizada.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito para apurar a causa e as circunstâncias da morte. Segundo a instituição, nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.
O laudo pericial que deve apontar a causa da morte tem prazo estimado de até 90 dias para conclusão. Até agora, ninguém foi preso.
A empresa 99, responsável pelo aplicativo utilizado na corrida, foi procurada e informou que só poderá fornecer dados da viagem mediante solicitação oficial das autoridades.
Família pede esclarecimentos
Enquanto aguardam respostas, familiares reforçam o pedido por uma investigação completa e transparente sobre o caso, destacando o perfil da jovem e sua rotina.
“Ela era uma pessoa muito simples e humilde. Trabalhava, ajudava em casa e cuidava do irmão autista. Nunca fez mal a ninguém”, disse a irmã.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.














