Uma idosa de 103 anos sobreviveu a um grave acidente de trânsito na noite desta quinta-feira (16), em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ela estava no carro com o filho, de 65 anos, quando o veículo foi atingido por outro automóvel conduzido por um motorista suspeito de estar embriagado.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a colisão aconteceu no cruzamento entre a Avenida Nove de Julho e a Rua Eduardo Tomanik. O motorista de um Volkswagen Polo, de 23 anos, teria avançado o sinal vermelho em alta velocidade e atingido o veículo onde estavam as vítimas.

Testemunhas relataram à polícia que o mesmo carro teria sido visto momentos antes em uma possível disputa de velocidade, conhecida popularmente como “racha”.

Motorista apresentou sinais de embriaguez

Após o acidente, o condutor do Polo foi abordado pelas equipes de segurança e, conforme o registro policial, apresentava sinais de embriaguez, como odor de álcool e dificuldade para caminhar.

O jovem admitiu ter avançado o sinal vermelho, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. Ele autorizou, porém, a coleta de material para exame toxicológico, que apontou resultado positivo para presença de álcool no sangue.

Idosa teve ferimentos leves

A idosa de 103 anos foi atendida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda no local do acidente.

Apesar dos ferimentos considerados leves, os socorristas decidiram encaminhá-la ao Hospital Paulo Sacramento para a realização de exames, após ela relatar dores na região do tórax, possivelmente provocadas pela pressão do cinto de segurança durante a colisão.

O filho da idosa, de 65 anos, não sofreu ferimentos.

Caso será investigado

A ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial de Jundiaí como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, embriaguez ao volante e participação em corrida não autorizada.

A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais para definir os próximos procedimentos. As vítimas foram orientadas sobre o prazo para eventual representação criminal.

O caso chama atenção para os riscos da combinação entre álcool e direção, uma prática que pode colocar em perigo não apenas o condutor, mas também todos que circulam pelas vias.