Depois de uma década sem lançar um álbum de inéditas, o Medulla está de volta à cena musical. Atualmente formado pelos irmãos gêmeos Keops Andrade e Raony Andrade, o duo apresenta nesta quinta-feira (13) o disco “No dia que tudo mudou”, seu quinto trabalho de estúdio.

O álbum chega ao público com oito faixas e conta com produção musical do coletivo Los Brasileros, em parceria com os próprios integrantes do Medulla.

A nova fase marca um momento importante na trajetória dos irmãos, que construíram uma carreira atravessando diferentes influências da música brasileira e da cultura urbana.

De banda a duo

Embora hoje seja formado apenas por Keops e Raony, o Medulla nasceu como uma banda que misturava rock e rap. O grupo surgiu no mercado fonográfico há 21 anos, com o lançamento do álbum “O fim da trégua”, em 2005.

Os irmãos, nascidos em Pernambuco e criados entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, desenvolveram uma identidade musical marcada pelo trânsito entre diferentes cidades e referências culturais.

O último álbum havia sido “Deus e o átomo”, lançado em 2016. Agora, dez anos depois, o grupo retorna com um trabalho que simboliza não apenas uma nova etapa musical, mas também a continuidade de uma história construída ao longo de duas décadas.

Álbum foi antecipado por single

Antes do lançamento do disco, o Medulla apresentou o single “Um móbile no furacão”, disponibilizado em 23 de julho.

A faixa é uma releitura da música de Paulinho Moska que também dá nome ao álbum lançado pelo cantor em 1999.

A escolha da canção reforça a proposta de revisitar referências e, ao mesmo tempo, apresentar uma nova leitura dentro da identidade atual do Medulla.

Convidados ampliam o repertório

O álbum “No dia que tudo mudou” também reúne participações especiais. Flor, Lirinha, Urias e Yego estão entre os convidados do novo trabalho.

Urias participa da faixa “Não mente pra mim”, acrescentando sua identidade vocal à produção.

Com oito músicas, o disco marca o retorno de um projeto que atravessou diferentes momentos da música brasileira e chega agora renovado, mas mantendo a conexão com a trajetória construída pelos irmãos Keops e Raony.

Após dez anos de espera por um novo álbum, o Medulla abre um novo capítulo de sua história com “No dia que tudo mudou”, reafirmando a disposição de experimentar, dialogar com diferentes sonoridades e seguir encontrando novos caminhos dentro da música.