O Brasil terminou com o vice-campeonato da CONMEBOL Sub-20 de Beach Soccer 2025 após ser derrotado pelo Paraguai por 5 a 0 na grande final da competição. A decisão foi disputada neste domingo (30), no Estádio Playa Agua Dulce, em Lima, no Peru, e teve como grande personagem o paraguaio Thiago Barrios, responsável por marcar quatro dos cinco gols da equipe campeã.
A derrota encerrou a campanha brasileira com um resultado duro justamente no jogo mais importante do torneio. Do outro lado, o Paraguai confirmou a força demonstrada ao longo da competição e conquistou novamente o título da categoria, tornando-se bicampeão da CONMEBOL Sub-20 de Beach Soccer.
Os Pynandi tiveram uma atuação segura desde os primeiros minutos e conseguiram controlar as principais ações da partida. O Brasil encontrou dificuldades para reagir diante da intensidade paraguaia e acabou sofrendo uma goleada que definiu o campeão com autoridade.
Paraguai domina a decisão
O início da final já indicava que o Paraguai não pretendia esperar o Brasil para buscar o resultado. A seleção paraguaia assumiu o controle da partida e encontrou espaços para construir uma vantagem ainda no primeiro período.
A principal estrela da decisão foi Thiago Barrios. O jogador abriu sua conta pessoal com dois gols em sequência, aos 11 minutos e 19 segundos e aos 10 minutos e 30 segundos.
A vantagem aumentou quando Didier Cáceres marcou aos 3 minutos e 19 segundos. Com o placar em 3 a 0, o Paraguai ganhou ainda mais confiança, enquanto o Brasil precisava encontrar rapidamente uma maneira de reagir.
A seleção brasileira tentou diminuir a diferença, mas encontrou uma equipe paraguaia bem organizada e eficiente nas oportunidades que criou.
O domínio dos Pynandi permaneceu até os minutos finais.
Thiago Barrios fecha a goleada
Quando o Brasil ainda buscava uma reação, Thiago Barrios voltou a aparecer.
O paraguaio marcou novamente aos 4 minutos e 44 segundos e, praticamente no último instante da partida, aos 28 segundos do fim, completou sua atuação brilhante com o quarto gol.
Com isso, Barrios foi responsável por quatro dos cinco gols da final e se tornou o grande nome da conquista paraguaia.
O resultado de 5 a 0 confirmou a superioridade do Paraguai na decisão e garantiu à seleção o segundo título consecutivo da competição.
Para o Brasil, ficou a frustração de não conseguir transformar a campanha em título. Em uma final, entretanto, a força apresentada durante a competição pode acabar sendo superada por uma atuação abaixo do esperado justamente no confronto decisivo.
Paraguai confirma domínio na categoria
A conquista em Lima reforça o crescimento do futebol de areia paraguaio nas categorias de base.
Atual campeão da competição, o Paraguai entrou na decisão carregando a responsabilidade de defender o título. Em vez de sentir a pressão, os Pynandi demonstraram personalidade e fizeram uma das partidas mais contundentes do torneio.
O bicampeonato também mostra a consistência do trabalho desenvolvido pela seleção paraguaia no beach soccer.
A vitória sobre o Brasil por 5 a 0 não deixa dúvidas sobre o desempenho apresentado na final. O Paraguai foi eficiente no ataque, controlou os momentos mais importantes e conseguiu neutralizar boa parte das tentativas brasileiras.
Ao final, a festa tomou conta do Estádio Playa Agua Dulce, com os jogadores comemorando a conquista de mais uma taça continental.
Brasil fica com o segundo lugar
Apesar do resultado negativo na final, o vice-campeonato representa uma posição de destaque para o Brasil em uma competição continental de categorias de base.
A seleção chegou ao último jogo com a possibilidade de conquistar o título, mas encontrou pela frente um Paraguai inspirado.
O placar elástico, no entanto, não deve apagar completamente o trabalho realizado pelos jogadores durante o torneio. Competições de base possuem justamente o papel de proporcionar experiência aos atletas e prepará-los para desafios cada vez maiores no futebol profissional.
Para muitos dos jovens brasileiros que participaram da competição, disputar uma final internacional representa uma oportunidade importante de crescimento.
A derrota também pode servir como aprendizado. Jogos decisivos exigem concentração, equilíbrio emocional e capacidade de reação diante de situações adversas.
Venezuela conquista o terceiro lugar
A Venezuela completou o pódio da competição depois de vencer a Colômbia por 4 a 3 em uma partida marcada pelo equilíbrio e pela emoção até os minutos finais.
A Colômbia saiu na frente após um gol contra de Fernando Rivero, aos 9 minutos e 41 segundos. A Venezuela respondeu com César Pinto, que empatou aos 6 minutos e 30 segundos.
O equilíbrio continuou durante a partida.
Sebastián Pizarro colocou novamente a Colômbia em vantagem aos 8 minutos e 3 segundos, mas a Venezuela reagiu rapidamente. Ronald Cordero empatou aos 7 minutos e Ángel Matute marcou aos 4 minutos e 23 segundos, colocando a Vinhotinto na frente.
Na etapa final, Juan Cáceres voltou a deixar tudo igual para a Colômbia aos 11 minutos e 51 segundos.
A definição do terceiro lugar veio com Fernando Rivero, aos 8 minutos e 51 segundos. O jogador marcou o gol que garantiu a vitória venezuelana por 4 a 3 e assegurou a medalha de bronze.
Chile termina em quinto lugar
Na primeira partida da jornada final, o Chile venceu a Bolívia por 10 a 3 e terminou a competição na quinta colocação.
A seleção chilena construiu uma vantagem importante ainda no primeiro período. Matías Araya abriu o placar aos 8 minutos e 56 segundos, seguido por Alan Riquelme, Vicente Miranda e César Rama.
A Bolívia conseguiu descontar com Sebastián Herrera, mas o Chile terminou a primeira etapa em vantagem.
O segundo período terminou sem gols, mas a terceira etapa foi completamente dominada pela equipe chilena.
Víctor Mancilla, Michael López, Lorenzo Castro e Matías Araya ampliaram a vantagem. Mancilla marcou novamente, enquanto Castro também voltou a balançar as redes.
A Bolívia ainda encontrou forças para marcar com Rudy Portales e Víctor Pedraza, mas a reação não foi suficiente para impedir a vitória chilena.
Uma final para ganhar experiência
Para os jovens atletas brasileiros, a derrota diante do Paraguai representa uma oportunidade de aprendizado. Perder uma final nunca é simples, principalmente depois de chegar tão perto da taça, mas experiências desse tipo fazem parte da formação esportiva.
O futebol de areia exige características específicas. A dinâmica da modalidade é diferente do futebol tradicional, com partidas intensas, mudanças rápidas de direção, maior frequência de finalizações e necessidade de adaptação constante às condições da areia.
Por isso, cada competição internacional contribui para o desenvolvimento dos jogadores.
A geração brasileira que disputou o torneio terá agora a oportunidade de levar para a carreira as experiências adquiridas em Lima, incluindo a pressão de disputar uma decisão continental e a necessidade de enfrentar um adversário em grande fase.
Paraguai levanta a taça
No fim da tarde em Lima, a comemoração foi paraguaia.
Os Pynandi derrotaram o Brasil por 5 a 0, confirmaram o bicampeonato e voltaram ao topo da CONMEBOL Sub-20 de Beach Soccer.
Thiago Barrios foi o grande protagonista da decisão, com quatro gols, enquanto Didier Cáceres completou a goleada.
O Brasil ficou com o segundo lugar, a Venezuela conquistou a terceira posição, a Colômbia terminou em quarto e o Chile fechou o torneio na quinta colocação.
Mais do que um resultado expressivo para o Paraguai, a decisão mostrou a força e o crescimento do futebol de areia sul-americano. Para os brasileiros, fica a experiência de uma final internacional e a certeza de que o caminho até novos títulos passa também pela capacidade de transformar derrotas em aprendizado.
O título ficou com o Paraguai, mas a competição cumpriu também um papel importante: revelar talentos, proporcionar experiência internacional e fortalecer uma modalidade que continua conquistando espaço entre as novas gerações do futebol sul-americano.









