Um agricultor britânico de 65 anos voltou a entrar para a história ao cultivar um jerimum gigante de impressionantes 1.295,8 quilos, peso comparável ao de uma fêmea de hipopótamo. Ian Paton conquistou o recorde mundial no sábado (3), durante um concurso de pesagem de abóboras gigantes realizado no viveiro Wargrave Nursery, em Berkshire, no Reino Unido. O resultado coroou meses de dedicação, cuidados diários e experiência acumulada ao longo de décadas no cultivo dessas plantas extraordinárias.

Morador de Lymington, no condado de Hampshire, Paton dedicou entre cinco e seis horas por dia, durante aproximadamente dois meses, ao desenvolvimento do vegetal. O esforço resultou em um exemplar de dimensões impressionantes, capaz de superar marcas anteriores e consolidar o nome do agricultor entre os maiores produtores de abóboras gigantes do mundo.

A conquista também teve um significado especial para o britânico. Pela primeira vez, ele alcançou o título mundial sem a parceria do irmão, Stuart Paton, com quem compartilhou durante décadas a paixão pelo cultivo de vegetais gigantes. Stuart decidiu viajar pelo mundo, deixando Ian responsável por dar continuidade à tradição familiar.

Uma conquista construída com paciência e dedicação

Cultivar uma abóbora com quase 1,3 tonelada exige muito mais do que plantar uma semente e esperar que a natureza faça o restante. O processo envolve conhecimento técnico, acompanhamento constante e uma rotina de cuidados que pode consumir várias horas do dia.

Segundo Ian Paton, o trabalho foi intenso durante os dois meses que antecederam a competição. Nesse período, o agricultor acompanhou de perto o crescimento da planta, dedicando atenção especial às raízes, às trepadeiras e às condições necessárias para favorecer o desenvolvimento do fruto.

Uma das técnicas utilizadas consiste em enterrar partes das trepadeiras no solo para estimular a formação de novas raízes. Com um sistema radicular mais desenvolvido, a planta pode ampliar sua capacidade de absorver água e nutrientes, elementos importantes para sustentar o crescimento de uma abóbora de grandes proporções.

O resultado impressionou até mesmo o próprio agricultor, que comemorou a possibilidade de alcançar a marca histórica trabalhando sozinho.

“Estou muito feliz. No sábado, quebramos o recorde mundial”, afirmou Paton ao comentar a vitória.

O cultivo de vegetais gigantes é uma atividade que exige disciplina e conhecimento acumulado. Pequenos detalhes relacionados à irrigação, à nutrição da planta e ao acompanhamento de seu desenvolvimento podem influenciar o resultado final.

No caso de Paton, a combinação entre experiência e dedicação permitiu que ele alcançasse um peso extraordinário, transformando meses de trabalho em uma conquista internacional.

Jerimum crescia cerca de 40 centímetros por dia

Um dos aspectos mais impressionantes relatados pelo agricultor foi a velocidade de crescimento do vegetal. Segundo ele, a abóbora chegava a crescer aproximadamente 40 centímetros por dia em todas as direções durante determinadas fases do desenvolvimento.

Esse ritmo ajuda a dimensionar o desafio enfrentado pelo produtor. Uma planta que cresce tão rapidamente exige acompanhamento frequente para garantir que tenha condições adequadas de continuar se desenvolvendo.

O tamanho alcançado também aumenta a importância dos cuidados com a estrutura da planta. O peso do fruto precisa ser sustentado pelas trepadeiras e pelo solo, enquanto as raízes trabalham para fornecer água e nutrientes suficientes.

Por isso, o cultivo de abóboras gigantes costuma envolver técnicas específicas, planejamento e observação constante. Não basta que o fruto cresça rapidamente: é necessário manter condições favoráveis para que ele continue aumentando de tamanho sem comprometer a saúde da planta.

Paton resumiu a intensidade da rotina ao destacar o tempo investido diariamente.

“São cinco ou seis horas de trabalho por dia durante dois meses. É bom saber que consigo fazer isso sozinho”, declarou.

A afirmação demonstra o orgulho do agricultor por ter alcançado o resultado sem a participação direta do irmão, com quem construiu uma trajetória marcada por grandes conquistas.

Irmãos fizeram história no cultivo de abóboras gigantes

A vitória de Ian Paton também representa a continuidade de uma tradição familiar que atravessa aproximadamente cinco décadas.

Ao longo desse período, Ian e Stuart cultivaram juntos cinco das dez abóboras mais pesadas já registradas na história da modalidade. A dupla conquistou o título mundial em três ocasiões e venceu campeonatos europeus dez vezes, acumulando uma trajetória de destaque entre os produtores especializados.

A parceria dos irmãos foi construída com experiência, dedicação e conhecimento compartilhado. O cultivo de exemplares gigantes tornou-se parte importante da história dos dois, que passaram anos buscando superar limites e produzir frutos cada vez maiores.

Com a nova conquista, Ian passou a ocupar sozinho as três primeiras posições do ranking mundial, conforme as informações divulgadas sobre o resultado.

A marca reforça a relevância do agricultor no cenário internacional e evidencia que a experiência adquirida ao longo dos anos continua produzindo resultados expressivos, mesmo sem a presença do parceiro habitual.

A decisão de Stuart de viajar pelo mundo marcou uma mudança na dinâmica da dupla, mas não impediu Ian de continuar investindo na atividade que ajudou a tornar os irmãos conhecidos.

A conquista individual, nesse contexto, representa tanto um feito pessoal quanto a continuidade de um legado construído em conjunto.

Peso impressionante chama a atenção

Com 1.295,8 quilos, o jerimum cultivado por Paton alcançou um peso que supera amplamente o de uma abóbora comum encontrada em feiras e supermercados.

A comparação com uma fêmea de hipopótamo ajuda a visualizar a dimensão do exemplar. Trata-se de um vegetal que exige cuidados especiais desde o início do cultivo e que, ao atingir esse tamanho, se transforma em uma atração por suas proporções incomuns.

Competições desse tipo reúnem produtores interessados em demonstrar os resultados de técnicas de cultivo, compartilhar experiências e estabelecer novas marcas. A pesagem oficial é fundamental para determinar o vencedor e registrar o peso alcançado por cada participante.

No concurso realizado no viveiro Wargrave Nursery, em Berkshire, o exemplar de Ian chamou a atenção pelo tamanho e garantiu ao agricultor o reconhecimento mundial.

Além da disputa pelo recorde, esses eventos ajudam a divulgar práticas agrícolas especializadas e despertam a curiosidade do público sobre o potencial de crescimento de determinadas variedades de abóbora.

A conquista de Paton mostra como a agricultura pode combinar tradição, conhecimento prático e experimentação para alcançar resultados fora do comum.

Netas comemoraram a conquista do avô

A vitória também foi motivo de alegria dentro da família. As netas de Ian, Etta, de cinco anos, e Martha Syrett, de sete, ficaram encantadas com o resultado alcançado pelo avô.

Segundo o agricultor, ele enviou uma mensagem às meninas depois de conquistar o recorde e ouviu os gritos de comemoração do outro lado da ligação.

“Meus netos ficaram maravilhados”, contou Paton.

A reação das crianças acrescentou um componente afetivo à conquista. Depois de semanas de trabalho intenso, o reconhecimento da família tornou o momento ainda mais especial para o agricultor.

A experiência também pode servir de inspiração para as novas gerações, mostrando que dedicação, paciência e interesse por uma atividade podem produzir resultados extraordinários.

Para Ian, o recorde representa mais do que o peso alcançado pelo jerimum. É a confirmação de que anos de experiência continuam fazendo diferença e de que ele conseguiu superar um desafio importante por conta própria.

Um recorde que entra para a história

Aos 65 anos, Ian Paton voltou a colocar seu nome entre os principais destaques mundiais do cultivo de abóboras gigantes. Com um exemplar de 1.295,8 quilos, o agricultor britânico transformou uma rotina de horas de trabalho diário em uma conquista histórica.

O feito foi alcançado em Berkshire, no Reino Unido, após aproximadamente dois meses de cuidados intensivos. A técnica de estimular novas raízes, o acompanhamento constante e a experiência acumulada ao longo de décadas estiveram entre os elementos importantes dessa jornada.

A vitória também marcou uma nova etapa na trajetória dos irmãos Paton, que durante cerca de 50 anos dividiram o trabalho e conquistaram títulos internacionais.

Desta vez, Ian celebrou sozinho o resultado, mas levou consigo a história construída ao lado de Stuart e o orgulho de uma família que acompanhou sua dedicação.

O jerimum gigante de quase 1,3 tonelada demonstra como o conhecimento agrícola e a persistência podem levar a resultados surpreendentes, transformando uma atividade tradicional em um feito reconhecido mundialmente.