O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra as restrições impostas durante o cumprimento de sua prisão domiciliar.
O recurso questiona a decisão que proibiu Bolsonaro de receber visitas por 30 dias e estabeleceu limitações relacionadas a atividades de caráter político-eleitoral.
Entenda a decisão
As restrições foram determinadas por Alexandre de Moraes no mês passado, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
Segundo entendimento do ministro, Bolsonaro está submetido a medidas que o impedem de utilizar a internet, inclusive de forma indireta, por intermédio de terceiros.
Além da suspensão das visitas por 30 dias, Moraes estabeleceu que o ex-presidente não poderá receber pessoas para encontros com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro.
A decisão também impede Bolsonaro de divulgar manifestos ou mensagens de natureza político-eleitoral por qualquer meio de comunicação, ainda que por intermédio de outras pessoas.
Defesa pede anulação das restrições
No recurso encaminhado ao Supremo, os advogados de Jair Bolsonaro argumentam que as medidas restringem de forma indevida os direitos à liberdade de pensamento e de manifestação de ideias.
A defesa sustenta que, mesmo diante da condenação, o ex-presidente não poderia sofrer limitações que afetem esses direitos fundamentais e solicita a revogação das proibições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Agora, antes de analisar o pedido, Moraes aguarda o parecer da Procuradoria-Geral da República.
Prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após obter autorização judicial para deixar o sistema prisional em razão de seu estado de saúde.
A medida foi concedida depois que o ex-presidente passou por uma cirurgia e apresentou um quadro de pneumonia bacteriana, permanecendo em recuperação sob monitoramento e sujeito às condições estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Próximos passos
Com a manifestação da PGR, Alexandre de Moraes deverá decidir se mantém integralmente as restrições impostas ou se acolhe, total ou parcialmente, os argumentos apresentados pela defesa.
O caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades, juristas e pela opinião pública, diante de seus desdobramentos no cenário político e jurídico brasileiro.











