Estudante atingido sofreu lesão intracraniana e permanece internado na UTI em Araçatuba; caso é investigado pela Polícia Civil

Um adolescente suspeito de atingir um colega com uma pá de lixo na cabeça dentro de uma escola cívico-militar de Birigui, no interior de São Paulo, afirmou que a agressão aconteceu durante uma brincadeira entre os dois estudantes. O caso, porém, ganhou gravidade após a vítima apresentar fortes dores de cabeça e ser diagnosticada com uma lesão intracraniana.

A ocorrência foi registrada no dia 29 de julho, durante o horário de saída dos alunos. Segundo informações da investigação, o momento da agressão não foi presenciado por funcionários da escola devido ao grande movimento de estudantes no local.

No dia seguinte, os alunos envolvidos foram chamados pela direção da unidade de ensino e relataram que o episódio teria ocorrido como uma brincadeira. A escola orientou os adolescentes sobre os riscos de comportamentos envolvendo agressões físicas ou o uso de objetos que possam causar ferimentos.

Após alguns dias, o estudante atingido passou a sentir dores intensas na cabeça e precisou ser levado para atendimento médico. Exames de imagem identificaram uma lesão intracraniana, e o adolescente foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Araçatuba.

Segundo o hospital, o estado de saúde do jovem é considerado estável e com boa evolução, mas ele segue internado e ainda não há previsão de alta.

Polícia investiga o caso

O caso está sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Birigui, que instaurou um Procedimento Apuratório de Ato Infracional para apurar as circunstâncias da agressão.

A Polícia Civil já ouviu integrantes da equipe escolar, incluindo o diretor de ensino, a coordenadora pedagógica e uma monitora, além do pai da vítima. A equipe policial também esteve na Santa Casa de Araçatuba para buscar informações sobre a evolução do quadro clínico do adolescente.

A pá de lixo utilizada no episódio foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para passar por perícia.

Entre os próximos passos da investigação estão o depoimento formal do adolescente apontado como responsável pela agressão, acompanhado de um representante legal, e a oitiva da mãe da vítima.

Escola afirma acompanhar situação

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a Unidade Regional de Ensino de Birigui lamenta o ocorrido e declarou repudiar qualquer forma de violência dentro ou fora do ambiente escolar.

Segundo a pasta, após tomar conhecimento do desentendimento entre os estudantes, a equipe gestora realizou uma reunião com os responsáveis e adotou as medidas necessárias. A secretaria afirmou ainda que acompanha o estado de saúde do aluno e oferece suporte à família.

A escola também recebe acompanhamento de equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) e disponibiliza atendimento psicológico aos estudantes por meio do programa Psicólogos nas Escolas.

A unidade aderiu ao modelo de Escola Cívico-Militar em março de 2025 e, conforme a Secretaria da Educação, atende atualmente 359 alunos distribuídos em 11 turmas. A direção reforçou o compromisso com um ambiente escolar seguro e com ações voltadas à cultura de paz.