Um ciclone-bomba que atua sobre a Região Sul do Brasil provocou fortes temporais e rajadas de vento de até 132 km/h no Rio Grande do Sul, deixando uma pessoa morta, três feridos e um rastro de destruição em pelo menos 94 municípios do estado. O fenômeno, que começou a se intensificar na quinta-feira (6), segue influenciando as condições climáticas nesta sexta-feira (7).
De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a vítima fatal é um motociclista de 33 anos que morreu após ser atingido por uma árvore que caiu durante o temporal no quilômetro 41 da RS-124, no município de Montenegro, localizado a cerca de 64 quilômetros de Porto Alegre.
Ventos intensos provocam destruição
Além da morte confirmada, três pessoas ficaram feridas em decorrência das tempestades. O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, informou que o óbito está diretamente relacionado aos efeitos do ciclone.
Os ventos causaram destelhamentos, queda de árvores, postes de energia e danos em residências, comércios e prédios públicos, principalmente na região central de Montenegro e em diversos municípios gaúchos.
Segundo levantamento meteorológico, as maiores rajadas de vento registradas foram:
- Porto Alegre: 132 km/h;
- Capela de Santana: 117 km/h;
- São Pedro do Sul: 117 km/h;
- Picada Café: 114 km/h;
- São Gabriel: 113 km/h;
- Rolante: 112 km/h;
- Eldorado do Sul: 107 km/h;
- São Lourenço do Sul: 107 km/h;
- Campo Bom: 99 km/h;
- Pinheiro Machado: 98 km/h;
- Maçambará: 98 km/h.
Frio intenso acompanha o avanço do sistema
Além dos ventos fortes, o ciclone também impulsiona uma massa de ar frio sobre o Sul do país. A previsão indica temperaturas inferiores a 5°C em diversas regiões do Rio Grande do Sul, com possibilidade de geada, principalmente na Campanha e na Metade Sul.
Em alguns pontos, as temperaturas podem se aproximar de 0°C ou até ficar negativas durante a madrugada. Apesar do frio, o sol deve predominar ao longo do dia em parte do estado, com máximas entre 17°C e 19°C na Metade Norte.
Entenda o que é um ciclone-bomba
O ciclone-bomba é um tipo de ciclone extratropical que passa por um processo de intensificação extremamente rápido.
O fenômeno se forma quando uma massa de ar frio encontra uma massa de ar quente, gerando uma área de baixa pressão atmosférica. À medida que essa pressão cai de forma acelerada — pelo menos 24 milibares em menos de 24 horas — o sistema ganha força e passa a ser classificado como um ciclone-bomba.
Essa rápida intensificação potencializa a ocorrência de ventos muito fortes, chuvas intensas, queda brusca de temperatura e avanço de frentes frias, podendo provocar danos significativos em áreas urbanas e rurais.
Defesa Civil mantém alerta
As autoridades seguem monitorando a evolução do sistema meteorológico e orientam a população a evitar áreas de risco durante rajadas de vento, manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis, além de acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil e dos órgãos de meteorologia.
Equipes de emergência permanecem mobilizadas para atender as ocorrências e prestar assistência às famílias afetadas pelos temporais em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.











