O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20. Em uma partida marcada por emoção, equilíbrio e muita tensão até os minutos finais, a Seleção Brasileira eliminou os Estados Unidos nesta quarta-feira (16), na Arena Katowice, na Polônia. Depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e da igualdade na prorrogação, a classificação foi decidida nos pênaltis, com vitória brasileira por 5 a 4.

A classificação coroa uma campanha que já vinha sendo construída com autoridade desde a primeira fase. O Brasil chegou ao mata-mata com 100% de aproveitamento, depois de derrotar Tanzânia, Canadá e Inglaterra e terminar na liderança do Grupo B, com nove pontos.

Contra os Estados Unidos, porém, a história foi diferente. A equipe comandada por Camilla Orlando precisou lidar com um início complicado, reagir depois do intervalo e suportar a pressão adversária até encontrar nos pênaltis o caminho para seguir viva na competição.

Brasil começa abaixo do esperado

O primeiro tempo foi de dificuldades para a Seleção Brasileira. A equipe encontrou problemas para desenvolver seu jogo e demorou para se ajustar à movimentação dos Estados Unidos.

As norte-americanas conseguiram ocupar espaços importantes e levaram mais perigo durante boa parte da etapa inicial. Apesar disso, a pressão não foi suficiente para produzir um gol.

O Brasil também teve dificuldades para transformar suas tentativas ofensivas em oportunidades claras. A defesa conseguiu evitar situações mais perigosas e a goleira Thaís Lima manteve a equipe segura quando foi exigida.

Com pouca eficiência dos dois lados, o placar permaneceu inalterado até o intervalo.

O 0 a 0, entretanto, não representava o que a Seleção pretendia para uma partida de mata-mata. Era necessário mudar a postura, aumentar a intensidade e encontrar espaços diante de uma equipe norte-americana fisicamente forte.

Seleção volta diferente no segundo tempo

A mudança aconteceu depois do intervalo.

O Brasil retornou ao campo mais agressivo, passou a controlar melhor a posse de bola e aumentou a velocidade das ações ofensivas. A equipe de Camilla Orlando começou a ocupar o campo de ataque com maior frequência e criou dificuldades para a defesa dos Estados Unidos.

A insistência brasileira finalmente foi recompensada aos 13 minutos.

Em uma cobrança de escanteio curta, Clarinha recebeu a bola e fez o cruzamento para a área. Sofia apareceu bem posicionada e cabeceou com precisão. A bola ainda tocou na trave direita antes de entrar.

O gol colocou o Brasil na frente e deu nova energia à equipe.

A vantagem, porém, não durou até o fim.

Estados Unidos reagem e empatam

Os Estados Unidos passaram a buscar o empate depois de sofrer o gol e aumentaram a presença no setor ofensivo.

A equipe brasileira continuava tendo bons momentos e mantinha uma postura superior em determinados períodos da partida, mas encontrou dificuldades para transformar as oportunidades em um segundo gol.

Em uma das investidas norte-americanas, a defesa brasileira acabou permitindo espaço para Ainsley McCammon.

A jogadora recebeu fora da área e finalizou forte. A bola foi em direção ao gol sem dar chances para Thaís Lima, que não conseguiu evitar o empate.

O 1 a 1 devolveu a tensão à partida.

Com o resultado novamente aberto, as duas equipes passaram a administrar os riscos enquanto procuravam uma oportunidade para decidir o confronto ainda nos 90 minutos.

O Brasil teve chances para voltar à frente, mas não conseguiu colocar a bola novamente nas redes.

Prorrogação mantém o drama

Com o empate persistindo no tempo regulamentar, a decisão foi para a prorrogação.

O cenário continuou favorável ao Brasil em termos de controle da partida. A Seleção demonstrava maior domínio em determinados momentos e tentava construir as jogadas ofensivas, mas continuava enfrentando dificuldades na hora de concluir.

A equipe norte-americana, por sua vez, procurava aproveitar os espaços e levar o confronto para uma decisão por pênaltis.

Os 30 minutos adicionais terminaram sem novos gols.

A classificação seria definida na marca da cal.

Thaís Lima aparece como protagonista

Nos pênaltis, a tensão tomou conta da Arena Katowice.

Os Estados Unidos iniciaram as cobranças. Adams foi para a primeira batida, mas Thaís Lima mostrou reflexo e defendeu.

A defesa deu ao Brasil uma vantagem emocional importante logo no início da disputa.

Na sequência, Brenda assumiu a responsabilidade pela cobrança brasileira. Com tranquilidade, a jogadora deslocou a goleira adversária e colocou a Seleção na frente.

O duelo seguiu equilibrado.

McCammon, autora do gol norte-americano no tempo regulamentar, foi para a cobrança seguinte. Thaís Lima acertou o canto, mas o chute forte acabou entrando.

Pelo Brasil, Gisele também mostrou personalidade. A atacante bateu rasteiro, a goleira norte-americana ainda conseguiu tocar na bola, mas não evitou o gol brasileiro.

A disputa continuou cercada de tensão até a definição.

No fim, o Brasil venceu por 5 a 4 nos pênaltis e garantiu a classificação para as quartas de final.

Campanha brasileira continua invicta

A classificação mantém o Brasil invicto na Copa do Mundo Feminina Sub-20.

Antes do confronto contra os Estados Unidos, a equipe havia vencido todos os três jogos da fase de grupos.

Na estreia, a Seleção derrotou a Tanzânia por 4 a 1. Depois, superou o Canadá por 3 a 0 e encerrou a primeira fase com uma vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra.

O triunfo sobre as inglesas teve uma característica importante: o Brasil saiu atrás no placar, mas reagiu no segundo tempo e conseguiu a virada com gols de Clarinha e Gisele.

A campanha garantiu a liderança do Grupo B, com nove pontos e 100% de aproveitamento.

Agora, o time terá pela frente mais um desafio no mata-mata.

Brasil busca título inédito

A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 entra na reta decisiva do Mundial com o objetivo de conquistar um título que ainda não faz parte de sua história.

As melhores campanhas do Brasil na competição aconteceram em 2006 e 2022, quando a equipe terminou na terceira colocação.

A edição de 2026 é disputada na Polônia e reúne 24 seleções. O torneio começou em 5 de setembro e tem sua final prevista para 27 de setembro.

Para chegar até aqui, a equipe de Camilla Orlando precisou superar adversários diferentes e demonstrar capacidade de reação. A classificação contra os Estados Unidos acrescenta justamente mais um elemento à trajetória: a capacidade de suportar um jogo de alta pressão e decidir nos pênaltis.

Uma classificação construída na persistência

O duelo contra os Estados Unidos também mostrou que uma campanha de Mundial não é feita apenas de grandes vitórias e atuações dominantes.

O Brasil começou mal, conseguiu se reorganizar, abriu o placar, sofreu o empate e teve de jogar mais 30 minutos de prorrogação antes de enfrentar uma disputa de pênaltis.

Em momentos assim, a parte emocional ganha peso semelhante ao aspecto técnico. Cada cobrança representa uma responsabilidade individual, mas o resultado depende do conjunto.

Thaís Lima teve papel importante ao defender uma cobrança e manter o Brasil vivo na disputa. As jogadoras que assumiram a responsabilidade para bater os pênaltis também precisaram demonstrar tranquilidade diante da pressão.

No fim, a Seleção encontrou a classificação que buscava.

O Brasil segue entre as oito melhores equipes da Copa do Mundo Feminina Sub-20 e agora terá pela frente mais um capítulo em sua caminhada pelo título.

Depois de uma fase de grupos perfeita e de uma classificação dramática contra os Estados Unidos, a equipe brasileira chega às quartas de final carregando não apenas os números de uma campanha invicta, mas também a experiência de ter superado um dos momentos mais tensos do torneio.

A vitória nos pênaltis por 5 a 4, depois do empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, garantiu ao Brasil mais uma oportunidade de continuar sonhando com o título mundial.