Uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17) mostra como diferentes lideranças políticas são percebidas pela população brasileira em setembro de 2026. Entre os nomes avaliados, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) aparece com 2% de imagem positiva e 80% de imagem negativa, segundo o levantamento.

Os números fazem parte de uma pesquisa mais ampla, que também avaliou a percepção dos entrevistados sobre nomes de diferentes campos políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

O levantamento ouviu 5.018 pessoas entre os dias 11 e 16 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.

Hugo Motta aparece com 2% de imagem positiva

De acordo com os dados divulgados, Hugo Motta registra 2% de avaliação positiva entre os entrevistados. No mesmo levantamento, 80% apresentam uma percepção negativa sobre o parlamentar.

O resultado coloca Motta entre os nomes com menor percentual de imagem positiva na lista apresentada pela pesquisa. O senador Davi Alcolumbre também aparece com 2% de avaliação positiva e 84% de negativa.

Os números representam a percepção dos entrevistados no período em que a pesquisa foi realizada e não equivalem, necessariamente, a uma avaliação sobre o desempenho de um parlamentar em uma determinada função ou sobre uma decisão específica.

Esse ponto é importante porque pesquisas de imagem procuram medir a maneira como determinado nome é percebido pelo público, enquanto pesquisas de intenção de voto têm outro objetivo e utilizam perguntas e critérios diferentes.

Jair Bolsonaro lidera entre as imagens positivas

Entre os nomes testados, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com o maior percentual de imagem positiva, alcançando 46%.

Na sequência, aparecem Lula, com 45%; Michelle Bolsonaro, com 44%; Flávio Bolsonaro, com 42%; e Geraldo Alckmin, com 41%.

Ao mesmo tempo, os dados mostram que uma imagem positiva mais elevada não significa ausência de avaliação negativa. Bolsonaro, por exemplo, aparece com 53% de imagem negativa.

Lula registra 54% de imagem negativa, enquanto Michelle Bolsonaro tem 49%, Flávio Bolsonaro aparece com 55% e Geraldo Alckmin registra 52%.

Dessa forma, a pesquisa revela uma percepção bastante dividida em relação aos principais nomes nacionais avaliados.

Avaliação negativa também aparece entre líderes nacionais

Os percentuais apresentados pelo levantamento mostram que os principais nomes da política brasileira possuem parcelas relevantes de entrevistados que manifestam uma percepção negativa.

No caso de Flávio Bolsonaro, por exemplo, o índice negativo chega a 55%, enquanto o percentual positivo é de 42%. Lula aparece com 54% de imagem negativa e 45% positiva.

Já Michelle Bolsonaro registra 49% de avaliação negativa contra 44% positiva. Alckmin apresenta 52% negativa e 41% positiva.

Esses números devem ser observados dentro do contexto da pesquisa e do momento político em que o levantamento foi realizado, especialmente porque o país está em período de preparação para as eleições de 2026.

Pesquisa também avaliou cenário eleitoral

Além da imagem dos principais líderes, o levantamento Atlas/Bloomberg divulgado em setembro também trouxe cenários relacionados à disputa presidencial.

No primeiro turno, Lula aparece com 44,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41,7%. Outros nomes aparecem com percentuais menores, entre eles Renan Santos, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Samara Martins.

Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento registra 47,2% para Flávio e 46,8% para Lula. A diferença está dentro da margem de erro de um ponto percentual, caracterizando empate técnico entre os dois nomes nesse cenário específico.

A pesquisa também testou outros possíveis confrontos. Os resultados variaram conforme o adversário apresentado aos entrevistados.

Esses dados, porém, correspondem a um retrato do eleitorado no período entre 11 e 16 de setembro e não representam uma previsão do resultado da eleição.

Percepção sobre Lula também foi medida

O levantamento ainda apresentou dados relacionados à avaliação do governo federal. Segundo os resultados divulgados, 53,6% dos entrevistados desaprovam o desempenho do presidente Lula, enquanto 45,4% aprovam. Outros 0,9% não souberam responder.

Na avaliação geral da administração, 51,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo. Outros 40,9% consideraram a gestão ótima ou boa, enquanto 7,6% avaliaram como regular.

Esses números são diferentes da avaliação individual de imagem do presidente. Enquanto a imagem pessoal procura medir a percepção sobre o político, a aprovação do governo está relacionada à avaliação da administração federal.

A distinção ajuda a compreender por que diferentes perguntas dentro de uma mesma pesquisa podem apresentar percentuais distintos.

O que os números dizem sobre Hugo Motta

No caso específico de Hugo Motta, os dados chamam atenção pela diferença entre os percentuais positivo e negativo apresentados no levantamento.

O deputado paraibano aparece com 2% de imagem positiva e 80% negativa, enquanto uma parcela dos entrevistados não se enquadra nessas duas respostas, conforme a metodologia utilizada pela pesquisa.

Motta ocupa atualmente um espaço de destaque na política nacional, o que faz com que sua imagem seja acompanhada dentro e fora da Paraíba. A pesquisa, entretanto, não permite concluir isoladamente quais fatores levaram aos percentuais registrados.

Para entender as razões de uma avaliação, seria necessário analisar outras perguntas do levantamento, além de informações sobre conhecimento do público em relação ao político, exposição na mídia, atuação parlamentar e conjuntura política.

Por isso, os números devem ser lidos como um retrato estatístico da percepção dos entrevistados no período da coleta, e não como uma explicação definitiva sobre as causas da avaliação.

Metodologia e margem de erro

A Atlas/Bloomberg ouviu 5.018 entrevistados com 16 anos ou mais, entre 11 e 16 de setembro de 2026, por meio de recrutamento digital. A margem de erro informada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Como ocorre com qualquer levantamento eleitoral, os resultados precisam ser considerados dentro da metodologia empregada. A margem de erro indica uma faixa de variação estatística, enquanto o nível de confiança informa o parâmetro utilizado para a estimativa.

Também é importante observar que a pesquisa representa as opiniões coletadas naquele período específico. A percepção do eleitorado pode mudar conforme acontecimentos políticos, decisões judiciais, campanhas, debates, notícias e outros fatores.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06221/2026.

Cenário político segue em movimento

Os resultados divulgados pela Atlas/Bloomberg mostram um cenário de forte presença de avaliações negativas entre diversas lideranças nacionais e parlamentares. Ao mesmo tempo, os percentuais positivos demonstram que alguns nomes continuam apresentando níveis relevantes de identificação junto aos entrevistados.

No caso de Hugo Motta, o índice de 80% de imagem negativa coloca o deputado paraibano entre os nomes com maior percentual negativo no levantamento.

Mais do que um número isolado, a pesquisa oferece um retrato de como as lideranças políticas eram percebidas pelos 5.018 entrevistados naquele momento. À medida que o calendário eleitoral avança, novos levantamentos poderão mostrar eventuais mudanças na percepção do eleitorado.

Para o público, acompanhar diferentes pesquisas, observar suas metodologias e considerar o período em que cada levantamento foi realizado é uma forma de compreender melhor o ambiente político sem confundir percepção momentânea com resultado eleitoral definitivo.