Um homem de 55 anos, condenado pela morte de um homem que sofreu graves queimaduras após um incêndio nas proximidades do Terminal Rodoviário de Itaporanga, no Sertão da Paraíba, foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (24). O cumprimento do mandado de prisão definitiva representa o desfecho de uma investigação iniciada após um crime que chocou moradores do município em dezembro de 2019.
A prisão ocorreu no município de Pedra Branca, também no Sertão paraibano. O condenado foi localizado pelos policiais no sítio Várzea de Dentro, durante uma ação destinada ao cumprimento da ordem judicial. Contra ele havia um mandado de prisão definitiva expedido pela Justiça para o início do cumprimento da pena.
O crime aconteceu no dia 4 de dezembro de 2019 e teve como vítima um homem conhecido como “Júnior de Damiana Magra”, que tinha 35 anos na época. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Civil, ele estava dormindo nas proximidades do Terminal Rodoviário de Itaporanga quando foi atingido pelas chamas provocadas pelo fogo ateado em materiais que estavam nas imediações.
A vítima sofreu queimaduras graves e precisou ser socorrida para receber atendimento médico. Diante da gravidade dos ferimentos, foi encaminhada para um hospital em Campina Grande, onde permaneceu internada durante oito dias. Apesar dos esforços das equipes médicas, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Crime ocorreu em 2019
A ocorrência mobilizou as autoridades de Itaporanga e deu início a uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Na época, o suspeito chegou a ser preso preventivamente, enquanto a Polícia Civil reunia elementos para esclarecer a dinâmica do crime.
O caso avançou posteriormente para a esfera judicial e resultou na condenação do acusado. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, a Justiça reconheceu circunstâncias consideradas graves na prática do crime, classificando a conduta como cometida por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
A condenação estabeleceu uma pena de 18 anos de prisão, inicialmente em regime fechado.
Depois da decisão judicial definitiva, foi expedido o mandado para o cumprimento da pena. A Polícia Civil passou então a atuar para localizar o condenado e cumprir a determinação da Justiça.
Prisão aconteceu em Pedra Branca
O trabalho policial resultou na localização do homem no sítio Várzea de Dentro, na zona rural de Pedra Branca. A equipe responsável pela diligência realizou o cumprimento do mandado na tarde desta quinta-feira (24).
Segundo a Polícia Civil, após ser localizado, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido para os procedimentos necessários. Por se tratar de uma prisão decorrente de condenação definitiva, ele deverá passar pelos trâmites legais antes de ser encaminhado ao sistema prisional.
A previsão é de que o condenado seja apresentado em audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado para a Cadeia Pública de Itaporanga, onde deverá iniciar o cumprimento da pena de 18 anos, em regime inicialmente fechado.
A audiência de custódia integra os procedimentos previstos após determinadas prisões e permite que o Poder Judiciário avalie as circunstâncias da prisão e outros aspectos previstos na legislação.
Vítima morreu após oito dias internada
A morte de “Júnior de Damiana Magra” ocorreu oito dias depois do episódio que provocou as queimaduras. O período entre o crime e o falecimento foi marcado pela tentativa de recuperação da vítima, que precisou de atendimento hospitalar especializado devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo os dados divulgados pelas autoridades, a vítima estava dormindo quando o fogo atingiu os materiais próximos ao local onde se encontrava. A situação acabou provocando as queimaduras que posteriormente levaram à sua morte.
A circunstância de a vítima estar dormindo no momento em que as chamas começaram também aparece entre os elementos considerados no processo judicial, de acordo com a descrição feita pela Polícia Civil sobre a condenação.
O caso permaneceu durante anos no âmbito judicial até que a decisão definitiva determinasse o cumprimento da pena. A prisão realizada agora marca uma nova etapa do processo, com o condenado sendo encaminhado para o sistema penitenciário.
Condenação e cumprimento da pena
A pena de 18 anos de prisão deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O cumprimento da sentença ocorre após a condenação definitiva e a expedição do respectivo mandado judicial.
De acordo com a Polícia Civil, a decisão considerou que o crime foi praticado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Essas circunstâncias foram consideradas no processo que levou à condenação.
É importante diferenciar a prisão realizada em 2026 da prisão preventiva ocorrida na época do crime. Em 2019, o investigado havia sido preso preventivamente durante o andamento das investigações e do processo. Agora, após a condenação definitiva, a nova prisão tem como objetivo iniciar o cumprimento da pena estabelecida pela Justiça.
O trabalho de localização do condenado também demonstra a continuidade das ações destinadas ao cumprimento de decisões judiciais. Mesmo após o encerramento da fase de investigação e julgamento, cabe às forças de segurança localizar pessoas contra as quais existam mandados de prisão em aberto.
Caso marcou a comunidade
O episódio ocorrido em Itaporanga, em dezembro de 2019, deixou uma marca entre moradores que acompanharam o caso. A morte de um homem que estava dormindo nas proximidades do terminal rodoviário chamou atenção pela maneira como aconteceu e pela gravidade das consequências.
Anos depois, o caso volta a repercutir com o cumprimento da prisão definitiva. Para familiares e pessoas próximas à vítima, a conclusão da etapa judicial e o início do cumprimento da pena representam uma nova fase após um longo período marcado pela espera por uma decisão definitiva.
A Polícia Civil destacou que a prisão foi realizada a partir de determinação judicial e integra o trabalho de cumprimento de mandados expedidos pela Justiça.
Após os procedimentos legais, o homem deverá ser encaminhado para a Cadeia Pública de Itaporanga, onde ficará à disposição do sistema de Justiça para o cumprimento da pena.
O caso permanece como um exemplo de como investigações iniciadas após crimes graves podem avançar durante anos até a conclusão do processo judicial. Em situações como essa, a atuação das autoridades busca esclarecer os fatos, responsabilizar os envolvidos conforme as decisões da Justiça e garantir o cumprimento das penas estabelecidas.
Com a prisão realizada nesta quinta-feira (24), o condenado passa a cumprir a sentença de 18 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado. A partir de agora, os procedimentos relacionados à execução da pena ficam sob responsabilidade das instituições que integram o sistema de Justiça e o sistema prisional da Paraíba.











