Brasil e Austrália se enfrentaram nesta sexta-feira (25), em Townsville, no Queensland Country Bank, no primeiro compromisso da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo. A partida também marca o início de uma nova etapa de preparação para o ciclo que terá como principal objetivo a Copa do Mundo de 2030.

Em um duelo movimentado, a Seleção teve bons momentos ofensivos, criou oportunidades e chegou a balançar as redes ainda no primeiro tempo, mas o gol de Estêvão foi anulado por falta de Bruno Guimarães na origem da jogada. Na segunda etapa, os australianos conseguiram aproveitar uma cobrança de falta e abriram o placar com Irankunda.

O amistoso serve também como oportunidade para a comissão técnica observar jogadores e testar alternativas para os próximos anos. Com nomes jovens dividindo espaço com atletas mais experientes, o Brasil iniciou uma nova fase pensando na renovação e na construção de uma equipe competitiva para o próximo Mundial.

Brasil começa buscando alternativas

Desde os primeiros minutos, a partida apresentou intensidade. A Austrália foi responsável pela primeira finalização, depois de uma perda de bola brasileira ainda no campo defensivo.

A Seleção respondeu aos cinco minutos. Vini Jr. avançou pelo lado esquerdo e encontrou Estêvão, que arriscou de fora da área. A tentativa, porém, ficou nas mãos do goleiro Beach.

Pouco depois, os australianos encontraram espaço para responder. Irankunda recebeu em velocidade após um contra-ataque e finalizou de longa distância, obrigando Hugo Souza a fazer uma boa defesa.

O início do confronto mostrou um Brasil tentando controlar a posse de bola e encontrar espaços principalmente pelas laterais, enquanto a Austrália buscava acelerar o jogo quando recuperava a bola.

A equipe brasileira também enfrentou alguns momentos de dificuldade na saída de bola. Aos 12 minutos, Hugo Souza e Bruno Guimarães erraram na construção da jogada, permitindo que Metcalfe recuperasse a posse. O jogador australiano finalizou, mas a defesa brasileira conseguiu impedir que a oportunidade terminasse em gol.

Estêvão quase coloca o Brasil na frente

Com o passar dos minutos, o Brasil passou a ocupar mais o campo ofensivo. A presença de Estêvão, Raphinha e Vini Jr. pelos lados oferecia alternativas para a equipe chegar ao ataque.

Aos 19 minutos, Jackson Irvine recebeu cartão amarelo depois de impedir Endrick de cobrar rapidamente uma falta.

Na sequência, Raphinha cobrou a bola parada e Beach não conseguiu segurar a finalização. Bruno Guimarães aproveitou o rebote e chutou, mas o goleiro australiano conseguiu se recuperar e fazer a defesa.

Pouco depois, Danilo percebeu Beach adiantado e tentou surpreender o goleiro com uma finalização por cobertura. A tentativa, porém, não resultou em gol.

A Seleção continuou pressionando e voltou a encontrar espaços no contra-ataque.

Aos 34 minutos, Estêvão conduziu uma boa jogada e acionou Vini Jr. O atacante avançou e tentou encontrar Endrick, mas a defesa australiana conseguiu cortar o passe antes que o centroavante brasileiro pudesse finalizar.

Na sequência, o Brasil teve outra boa oportunidade em uma cobrança rápida de falta. Raphinha recebeu em condição para finalizar, mas mandou a bola para fora por muito pouco.

Gol anulado no fim do primeiro tempo

Na reta final da primeira etapa, a Austrália também teve uma oportunidade perigosa.

Metcalfe cobrou escanteio e encontrou Circati livre na segunda trave. O zagueiro apareceu sem marcação, mas não conseguiu alcançar a bola por pouco. O lance assustou a defesa brasileira, que viu os australianos quase aproveitarem uma falha de marcação.

Quando o primeiro tempo caminhava para o fim, o Brasil finalmente conseguiu colocar a bola no fundo da rede.

Aos 45 minutos, Estêvão recebeu após uma tabela com Endrick e finalizou para marcar. A comemoração brasileira, entretanto, durou pouco. A arbitragem identificou uma falta de Bruno Guimarães na construção da jogada e anulou o gol.

Com isso, as equipes foram para o intervalo empatadas sem gols.

Brasil volta melhor após o intervalo

Na volta para o segundo tempo, a Seleção Brasileira apresentou uma postura mais agressiva.

Logo no primeiro lance, Matheuzinho chegou ao fundo do campo e cruzou para a área. Vini Jr. tentou completar a jogada, mas acabou furando na tentativa de finalização.

Aos quatro minutos, Estêvão voltou a aparecer. O jovem atacante recebeu em boa posição e finalizou, mas Beach fez a defesa. Na sequência, a zaga australiana afastou o perigo.

O Brasil continuou mantendo maior presença no ataque. Aos oito minutos, Endrick recebeu a bola e tentou conduzir a jogada, mas demorou para realizar o passe e acabou desarmado.

Aos 17 minutos, a Seleção teve uma das melhores oportunidades da partida até então.

Raphinha carregou a bola em velocidade durante um contra-ataque e tinha Endrick e Estêvão como opções para receber o passe. O atacante, entretanto, optou pela finalização de longa distância, mas mandou a bola para fora.

Pouco depois, o Brasil voltou a chegar com perigo. Raphinha encontrou Vini Jr. dentro da área. O atacante tentou finalizar colocado, mas Beach apareceu novamente para fazer uma defesa importante.

No rebote, Estêvão bateu forte, mas também não conseguiu acertar o alvo.

Irankunda marca para a Austrália

Aos 22 minutos do segundo tempo, a Austrália finalmente conseguiu transformar uma de suas oportunidades em gol.

Irankunda cobrou uma falta com muita precisão e colocou os australianos em vantagem no marcador. O camisa 17 bateu com força e efeito, dificultando a defesa de Hugo Souza.

O gol mudou o cenário da partida. O Brasil passou a buscar o empate com mais intensidade, enquanto a Austrália ganhou confiança e passou a administrar a vantagem.

A Seleção continuou tentando chegar pelas laterais. Aos 26 minutos, Raphinha avançou até a linha de fundo e cruzou para a área. A bola quase encontrou Vitor Reis, mas Beach saiu bem e impediu que o Brasil completasse a jogada.

Com a desvantagem no placar, a equipe brasileira aumentou a pressão ofensiva e passou a procurar espaços na defesa adversária.

Um novo ciclo começa para a Seleção

Independentemente do resultado do amistoso, o confronto contra a Austrália representa o início de uma nova etapa para o futebol brasileiro.

Após a Copa do Mundo, partidas como essa servem para testar jogadores, observar diferentes formações e dar espaço para atletas que podem ganhar importância nos próximos anos.

Estêvão foi um dos jogadores mais participativos do Brasil durante o confronto, aparecendo em diferentes momentos no setor ofensivo. Endrick também teve oportunidades, enquanto Vini Jr. e Raphinha buscaram participar da construção das jogadas.

A presença de jovens ao lado de nomes experientes mostra uma tentativa de equilibrar renovação e experiência.

O ciclo até 2030 ainda está em sua fase inicial, e o caminho será marcado por novos amistosos, avaliações e mudanças na equipe.

Para o torcedor brasileiro, o confronto em Townsville representa justamente esse recomeço: uma Seleção que começa a olhar para o futuro e que terá pela frente o desafio de formar um grupo capaz de disputar os próximos grandes torneios.

Escalações

Brasil: Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha e Vini Jr.; Endrick.

Austrália: Beach; Italiano, Circati, Souttar, Herrington e Behich; Irvine e Okon-Engstler; Metcalfe, Irankunda e Yengi.

O duelo contra a Austrália é, portanto, mais do que um simples amistoso. É o primeiro passo de uma caminhada que terá como horizont