A Polícia Civil da Paraíba prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (15), um homem de 36 anos investigado por um homicídio ocorrido em João Pessoa. Durante uma operação no bairro Castelo Branco, na Capital, os policiais também apreenderam uma pistola Glock G17, calibre 9 mm, equipada com seletor de rajada, além de dois carregadores e 33 munições do mesmo calibre.
A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), durante o cumprimento de um mandado judicial de busca e apreensão domiciliar expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa.
O material foi localizado sobre o telhado da residência onde o investigado se encontrava no momento da diligência. Diante da situação, ele recebeu voz de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e foi conduzido à sede da DHPP para os procedimentos legais.
A apreensão representa uma nova etapa das investigações sobre o homicídio, mas a eventual ligação entre a arma encontrada e o crime ainda precisa ser esclarecida por meio de exames periciais.
Investigação apura homicídio ocorrido em junho
O homem preso é investigado por um homicídio registrado no dia 15 de junho deste ano. Na ocasião, o corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata localizada às margens da BR-230, no bairro Castelo Branco, em João Pessoa.
Desde a localização do corpo, o caso passou a ser investigado pelas autoridades responsáveis pela apuração dos crimes contra a vida. O trabalho policial busca reunir informações, analisar vestígios e identificar elementos que possam esclarecer as circunstâncias do assassinato.
A localização da vítima em uma área de mata às margens de uma rodovia é um dos dados relacionados ao caso, mas outras informações sobre a dinâmica do crime, a motivação e a identidade de possíveis envolvidos não foram detalhadas no comunicado divulgado pela Polícia Civil.
O cumprimento do mandado de busca e apreensão faz parte das diligências realizadas para avançar na investigação. Medidas desse tipo permitem que os policiais procurem objetos e outros elementos que possam contribuir para a reconstrução dos fatos e para a identificação de possíveis provas.
A prisão do investigado, por sua vez, ocorreu em flagrante em razão da arma encontrada no imóvel. A suspeita de participação no homicídio continua sendo apurada separadamente, conforme os elementos reunidos ao longo do trabalho investigativo.
Pistola será submetida a exame balístico
Um dos principais desdobramentos da operação será a realização de um exame de confronto balístico na pistola apreendida. O procedimento deverá verificar se o armamento apresenta características compatíveis com vestígios eventualmente encontrados durante a investigação do homicídio.
A perícia balística é utilizada em investigações criminais para analisar armas de fogo, munições e projéteis. Dependendo das condições do material recolhido e da existência de vestígios disponíveis para comparação, os especialistas podem procurar correspondências que ajudem a esclarecer se determinada arma foi utilizada em um crime.
No caso de João Pessoa, a Polícia Civil informou que a pistola será encaminhada para esse tipo de exame, com o objetivo de verificar uma possível ligação com o assassinato ocorrido em junho.
Até a conclusão da análise, entretanto, não é possível afirmar que o armamento apreendido tenha sido utilizado no homicídio. Essa confirmação depende dos resultados periciais e da avaliação conjunta com os demais elementos reunidos pelos investigadores.
A cautela é necessária porque a presença de uma arma em um local investigado não comprova, por si só, sua participação em um crime específico. A investigação precisa estabelecer eventuais conexões com base em evidências técnicas e informações devidamente verificadas.
Arma tinha seletor de rajada
Durante a diligência, os policiais encontraram uma pistola Glock G17, calibre 9 mm, equipada com seletor de rajada. Também foram apreendidos dois carregadores e 33 munições compatíveis com o calibre informado.
O seletor de rajada é um mecanismo relacionado à possibilidade de disparos em sequência, característica que exige atenção das autoridades quanto às condições e à classificação legal do armamento.
A Polícia Civil enquadrou a ocorrência como posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e realizou a prisão em flagrante do homem que estava na residência. A apreensão do equipamento e das munições deverá integrar os procedimentos policiais e periciais relacionados à ocorrência.
O material recolhido também poderá ser analisado para verificar suas condições e reunir informações relevantes para o inquérito. A investigação deverá considerar os resultados técnicos, além dos demais dados obtidos durante as diligências.
A divulgação da apreensão chama a atenção para a importância do trabalho integrado entre as equipes policiais e os setores de perícia, especialmente em casos nos quais uma arma pode representar um elemento relevante para esclarecer um crime contra a vida.
Investigado foi levado à sede da DHPP
Após a prisão, o homem foi encaminhado à sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.
A DHPP é responsável por investigar homicídios e outros casos relacionados à proteção da vida, reunindo informações, ouvindo pessoas, cumprindo medidas judiciais e buscando provas que permitam esclarecer os crimes.
A operação desta quinta-feira contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais, demonstrando a atuação conjunta de unidades da Polícia Civil no cumprimento de medidas investigativas.
A corporação não divulgou, no comunicado sobre a ação, detalhes adicionais sobre a identidade do preso, a motivação do homicídio ou a existência de outros suspeitos. As investigações permanecem em andamento para esclarecer as circunstâncias do assassinato e verificar se o material apreendido possui relação direta com o caso.
Polícia Civil mantém investigação em andamento
A Polícia Civil da Paraíba reafirmou o compromisso com a elucidação dos crimes contra a vida e com a responsabilização dos autores, destacando a atuação permanente das equipes na defesa da sociedade.
A apreensão da pistola e a realização do confronto balístico são etapas importantes para verificar possíveis conexões entre o armamento e o homicídio ocorrido em junho. Os resultados das análises poderão contribuir para orientar os próximos passos da investigação.
Enquanto isso, o caso continua sob apuração. A confirmação de responsabilidades dependerá das provas produzidas e da análise das autoridades competentes, respeitando os procedimentos legais e o direito de defesa.
A Polícia Civil segue trabalhando para esclarecer o assassinato registrado às margens da BR-230, no bairro Castelo Branco, em João Pessoa. A expectativa é que o avanço das diligências e os exames periciais ajudem a estabelecer o que aconteceu, identificar eventuais envolvidos e reunir elementos para o encaminhamento do caso à Justiça.
O JRT News continuará acompanhando os desdobramentos da ocorrência e divulgará novas informações quando houver atualização oficial das autoridades responsáveis.









