Crianças do terceiro ao quinto ano do ensino fundamental conheceram o Teatro Nacional e as obras de Sergio Camargo nessa quinta-feira (5/3)

Entre esculturas brancas, formas geométricas e muita curiosidade, cerca de 130 estudantes do Núcleo Rural do Pipiripau II, em Planaltina, tiveram a oportunidade de transformar uma tarde comum de aula em uma verdadeira imersão cultural. No foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro, jovens visitam a exposição É Pau, É Pedra…, dedicada ao escultor brasileiro Sergio Camargo, promovida pelo Metrópoles, em uma experiência que aproxima arte, educação e patrimônio cultural.

iniciativa permite que alunos de diferentes regiões administrativas conheçam de perto o universo do artista, marcado por esculturas minimalistas e pelo uso de materiais como madeira e mármore. A mostra reúne cerca de 200 obras e convida o público a explorar as relações entre forma, luz e espaço, além de apresentar aspectos da trajetória de um dos nomes mais importantes da arte brasileira.

Cerca de 130 crianças visitaram a exposição
Os estudantes são do Núcleo Rural do Pipiripau II, em Planaltina

Adriana Amidani, professora de quarto ano, destaca ao Metrópoles que o passeio é completamente diferente da realidade que eles vivem. “A nossa escola é rural. Eles ouvem falar da capital, mas vivenciar Brasília e chegar ao Teatro Nacional é outra experiência.”

A docente acrescenta: “Trabalhamos formas geométricas em sala de aula, e eu expliquei para eles que o Teatro Nacional tem formato de pirâmide. Aqui eles puderam ver isso de verdade. Na semana passada eles fizeram um trabalho com arte abstrata e, por coincidência, tudo o que estamos vendo aqui hoje também está muito ligado a essa linguagem, com formas geométricas.”

Adriana Amidani

Já o educador social Ian Caetano comentou que sempre estudou em escola pública. Por isso, entende a euforia das crianças com o momento.

“É importante que eles percebam que arte não é só pegar um papel e fazer um desenho. Aqui eles veem obras de verdade e entendem que a arte vai muito além do que imaginam”, diz Ian.

Para ele, “são esculturas com diferentes formas geométricas, então a criança passa a ter uma percepção completamente diferente do que aprende em sala de aula”.

“Morri de felicidade”

O pequeno Cauê Gabriel, de 8 anos, ressaltou que o momento foi emocionante. “Eu achei tudo muito legal demais. Chega chorei de felicidade. Eu achei incrível porque está cheio de obras legais que devem ter dado muito trabalho e muitas horas para fazer.”

Junto com ele, Leonardo de Araújo, também de 8 anos, revelou que sua obra favorita de Sergio Camargo é o Xadrez. “Ela é organizada, deu muito trabalho para fazer e é muito linda, chega eu morri de felicidade”, brincou.

É Pau, É Pedra…

A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

O projeto reafirma o compromisso do portal com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.

Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

METRÒPOLES

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