Thawanna da Silva Salmázio morreu no último dia 3 em Cidade Tiradentes, zona leste de SP, durante abordagem da PM em que foi baleada
O marido de Thawanna da Silva Salmázio, a mulher que foi morta durante abordagem policial, irá prestar depoimento na tarde desta sexta-feira (10/4) no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, no Palácio da Polícia, região central de São Paulo. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo cunhado de Luciano Gonçalves dos Santos.
O servente de pedreiro estava acompanhado da esposa quando ela foi baleada pela policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de abril. Thawanna, de 31 anos, chegou a ser socorrida no hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O cunhado confirmou que Luciano está assustado e teme retaliação da polícia. Imagens da câmera corporal do policial mostram que o casal caminhava pela rua quando a viatura em que estavam Yasmin e um colega, o soldado Weden Silva Soares, passa e o retrovisor esbarra no braço do marido da vítima. Weden, que dirigia o carro, dá a ré e dispara: “A rua é lugar para vocês estarem andando, c*?”.
Luciano responde: “Ô, Steve”, usando uma gíria utilizada por policiais para se referirem aos colegas. “Steve é o c*”, rebate Weden. Thawanna intervém: “Não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”.
Yasmin, que estava no banco do passageiro, então sai do veículo. Ela e Thawanna começam a discutir. Em outro momento, é possível ouvir o barulho do disparo. Na sequência, a vítima aparece caída no chão.
Yasmin, que estava no banco do passageiro, então sai do veículo. Ela e Thawanna começam a discutir. Em outro momento, é possível ouvir o barulho do disparo. Na sequência, a vítima aparece caída no chão.
Protesto de moradores
Moradores de Cidade Tiradentes realizam um protesto na Rua Alexandre Davidenko, iniciado no fim da tarde de 3 de abril, dia do crime, em razão da morte de Thawanna, 31 anos, ocorrida na madrugada passada, durante uma abordagem policial na Rua Edimundo Audran, próximo ao local.
Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também houve uma tentativa de atear fogo em um ônibus. Segundo a PM, não houve feridos ou detidos.
METRÒPOLES
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