Na véspera, a moeda americana subiu 0,45%, para R$ 5,1798. Já o Ibovespa caiu 0,32%, aos 168.471 pontos.

O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (9) reagindo ao alívio momentâneo das tensões no Oriente Médio. Com a trégua anunciada entre Israel e Irã, investidores demonstraram maior apetite por ativos de risco, enquanto os preços do petróleo registraram queda significativa nos mercados internacionais.

No Brasil, o dólar abriu o dia em baixa. Por volta das 9h, a moeda norte-americana recuava 0,38%, sendo negociada a R$ 5,1603. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, iniciou suas negociações às 10h, em meio a um cenário de cautela e expectativa.

Petróleo registra forte queda

O petróleo esteve entre os ativos mais impactados pela redução das tensões geopolíticas. Após dias de preocupação com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, os investidores reagiram positivamente à sinalização de cessar-fogo entre Irã e Israel.

Por volta das 8h30, o barril do petróleo Brent, referência internacional, apresentava queda de 1,99%, sendo negociado a US$ 92,37. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, recuava 2,38%, cotado a US$ 89,13 por barril.

Apesar da trégua, o cenário ainda inspira cautela. O governo de Israel informou que poderá manter operações militares no Líbano, o que continua alimentando incertezas sobre a estabilidade da região.

Mercado acompanha decisão sobre juros

Além do cenário internacional, os investidores brasileiros também mantêm atenção voltada para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

A expectativa predominante entre analistas é de que a taxa básica de juros, a Selic, seja mantida em 14,50% ao ano. A projeção reflete a preocupação com a inflação e o comportamento das expectativas para os próximos meses.

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerados a inflação oficial do país, que serão divulgados nos próximos dias, também permanecem no radar do mercado e podem influenciar as decisões futuras da autoridade monetária.

Oriente Médio segue no foco dos investidores

A recente escalada militar entre Irã e Israel trouxe volatilidade aos mercados globais. O conflito ganhou intensidade após uma troca de ataques entre os dois países, considerada a mais significativa desde o cessar-fogo firmado em abril.

O episódio começou após o lançamento de mísseis iranianos em direção a Israel, em resposta a ações militares israelenses no Líbano. Em seguida, Israel realizou novos bombardeios contra alvos que classificou como militares em território iraniano.

Mesmo após os apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por um cessar-fogo, os confrontos e ameaças de novos ataques continuam gerando preocupação entre governos e investidores.

Bolsas internacionais fecham sem direção única

Nos mercados asiáticos, o desempenho foi misto nesta terça-feira. O índice CSI300, da China, encerrou o pregão com alta de 1,87%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou queda de 0,37%.

No Japão, o índice Nikkei avançou 2,17%, refletindo o otimismo dos investidores diante da redução dos riscos geopolíticos. Já na Coreia do Sul, o Kospi teve forte valorização de 8,18%.

Especialistas avaliam que os mercados continuarão sensíveis às notícias vindas do Oriente Médio nos próximos dias. Embora a trégua tenha reduzido parte das preocupações imediatas, qualquer novo episódio de instabilidade poderá voltar a pressionar o petróleo, as moedas e as bolsas de valores ao redor do mundo.