O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apresentou nesta sexta-feira (24) a primeira denúncia no âmbito da Operação Perfidus. Entre os denunciados estão o delegado da Polícia Civil Braz Morroni e os agentes Everton Silva, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, apelidado de “Mão Branca”.
Os três permanecem presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.
Ministério Público aponta atuação de organização criminosa
Na denúncia, o Gaeco sustenta que o delegado e os dois agentes integrariam uma organização criminosa formada por policiais e particulares supostamente ligados ao tráfico de drogas.
Segundo o Ministério Público, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e organização semelhante à de uma empresa, envolvendo não apenas a apropriação e comercialização de entorpecentes, mas também um esquema de ocultação e movimentação de recursos financeiros.
De acordo com a denúncia, a suposta organização desenvolvia atividades voltadas ao fortalecimento de uma rede criminosa, utilizando mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos.
Esquema teria atuado em três frentes
Conforme o Gaeco, as investigações identificaram que o grupo operava em três principais frentes de atuação.
A primeira consistiria na suposta subtração de entorpecentes por meio do uso indevido da estrutura estatal.
A segunda estaria relacionada ao controle da logística envolvendo redes ligadas ao narcotráfico, facilitando a circulação de drogas e a atuação da organização.
Já a terceira frente seria destinada à movimentação financeira dos recursos obtidos de forma ilícita, utilizando empresas e contas bancárias de passagem para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Operação continua em andamento
A denúncia representa o primeiro desdobramento judicial da Operação Perfidus, que investiga uma suposta associação entre agentes públicos e integrantes do crime organizado na Paraíba.
As investigações seguem em andamento, e o Ministério Público poderá apresentar novas denúncias à medida que o material reunido durante a operação seja analisado.
Até o momento, os denunciados permanecem à disposição da Justiça. Eles terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo, conforme prevê a legislação brasileira.
A Operação Perfidus é considerada uma das principais ações recentes de combate ao crime organizado no estado e busca esclarecer a extensão da suposta atuação criminosa investigada pelas autoridades.












