Platini era cotado como substituto de Joseph Blatter na presidência da Fifa. Gianni Infantino é acusado pelo ex-dirigente da Uefa
O ex-jogador e ex-dirigente francês Michel Platini apresentou uma denúncia criminal contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em mais um capítulo de uma disputa que se arrasta há quase uma década nos bastidores do futebol mundial.
Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun, Platini ingressou na Justiça francesa com procedimentos criminais e civis relacionados aos acontecimentos que culminaram em seu afastamento da disputa pela presidência da Fifa em 2016.
De acordo com o advogado do ex-dirigente, Olivier Baretelli, a ação busca identificar e responsabilizar pessoas que teriam atuado para impedir que Platini assumisse o comando da principal entidade do futebol mundial. Na denúncia, Gianni Infantino é apontado como figura central do processo.
Na época, Platini era considerado um dos principais favoritos para suceder Joseph Blatter na presidência da Fifa. No entanto, sua candidatura foi inviabilizada após investigações relacionadas a um pagamento realizado por Blatter ao ex-craque francês em 2011.
Em 2015, o Comitê de Ética da Fifa suspendeu Platini por oito anos, alegando irregularidades ligadas à transação financeira. Posteriormente, a punição foi reduzida para quatro anos pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).
O caso teve desdobramentos na Justiça suíça, onde Platini e Blatter foram investigados pelas autoridades. Após anos de tramitação, ambos foram absolvidos de forma definitiva em 2025, encerrando o processo criminal que pesava sobre os dois ex-dirigentes.
Agora, Platini busca reparação judicial e pretende esclarecer as circunstâncias que, segundo sua defesa, impediram sua ascensão ao cargo máximo da Fifa. A nova ação pode reacender debates sobre os bastidores políticos da entidade e sobre os episódios que marcaram uma das maiores crises institucionais da história do futebol.
Até o momento, Gianni Infantino não se pronunciou publicamente sobre a denúncia apresentada na França.
O caso segue em fase inicial de tramitação e deverá ser analisado pelas autoridades judiciais francesas nos próximos meses.









