A ciência afirma que grande parte da goma é degradada no intestino e parte sintética do chiclete é eliminada nas fezes

Quem nunca ouviu na infância que engolir chiclete poderia fazer mal à saúde ou até ficar preso no estômago por anos? A crença atravessou gerações e ainda é repetida por muitas pessoas. No entanto, a ciência esclarece que essa história não passa de um mito.

Especialistas explicam que o organismo humano é capaz de processar grande parte dos componentes presentes no chiclete. Embora a goma de mascar contenha substâncias que não são totalmente digeridas pelo sistema digestivo, isso não significa que ela permaneça acumulada no estômago.

Após ser engolido, o chiclete percorre o mesmo caminho dos demais alimentos consumidos. Durante esse processo, os componentes digestíveis são absorvidos pelo organismo, enquanto as partes compostas por resinas e ingredientes sintéticos seguem pelo intestino sem serem absorvidas.

Esses materiais formam uma massa coesa que continua o trajeto natural pelo sistema digestivo e, normalmente, é eliminada pelas fezes em poucos dias. Ou seja, o chiclete não fica “grudado” nas paredes do estômago nem permanece anos dentro do corpo, como muitos acreditam.

Apesar disso, os especialistas alertam que engolir chiclete não deve se tornar um hábito. Em situações raras, principalmente em crianças pequenas ou quando há ingestão excessiva de várias unidades em curto período, podem ocorrer obstruções intestinais que exigem atenção médica.

A orientação é simples: o chiclete foi desenvolvido para ser mastigado e descartado após o uso. Embora engolir uma unidade ocasionalmente não represente um risco significativo para a maioria das pessoas, o ideal é evitar a prática.

A descoberta reforça como muitos ensinamentos populares acabam sendo transmitidos sem comprovação científica. Neste caso, a verdade é menos assustadora do que o mito: o chiclete não permanece no organismo por anos e costuma ser eliminado naturalmente pelo corpo em poucos dias.