A Polícia Civil da Paraíba concluiu, nesta quinta-feira (23), o inquérito que investigava um caso de extrema crueldade contra um cachorro no município de Queimadas, no Agreste paraibano. O homem de 53 anos, preso em flagrante após o crime, foi indiciado por maus-tratos a animal com resultado morte.
Com a conclusão das investigações, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que analisará o caso e decidirá se oferecerá denúncia à Justiça. Até o momento, a identidade do investigado não foi divulgada, assim como o local onde ele permanece preso.
Investigação aponta sequência de agressões
Segundo a Polícia Civil, as agressões tiveram início após denúncias feitas por moradores da região. Testemunhas relataram que o cachorro foi submetido a sucessivos episódios de violência ao longo do mesmo dia.
De acordo com as investigações, o animal foi inicialmente amarrado a uma árvore. Horas depois, o suspeito voltou a agredi-lo com um pedaço de madeira, provocando ferimentos tão graves que o cachorro já não conseguia mais se locomover.
Na sequência, conforme apurado pela polícia, o homem acendeu uma fogueira e lançou o animal, ainda vivo, sobre as chamas. O cachorro morreu no local em consequência dos ferimentos e das queimaduras.
Delegado detalha a brutalidade
O delegado Artur Andrade afirmou que as investigações comprovaram a sequência de agressões praticadas contra o animal.
“O indivíduo começou a desferir golpes com um pedaço de madeira em seu próprio cachorro. Não satisfeito em ter agredido o cachorro anteriormente, continuou as agressões até que o cachorro não conseguiu mais andar. Ele acendeu uma fogueira e arremessou o cachorro ainda vivo em meio às chamas.”
Suspeito já possui antecedentes
Ainda conforme a Polícia Civil, o investigado já havia respondido anteriormente por crimes de ameaça, violência doméstica e lesão corporal contra outras pessoas.
O caso gerou forte indignação entre moradores da cidade e defensores da causa animal, que cobraram uma punição rigorosa para o responsável.
A legislação brasileira prevê penas mais severas para crimes de maus-tratos contra cães e gatos, especialmente quando a violência resulta na morte do animal. Agora, caberá ao Ministério Público decidir sobre o oferecimento da denúncia, dando continuidade ao processo judicial.








