O estado de São Paulo chegou a 15 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O novo registro foi confirmado nesta quinta-feira (30), apenas dois dias após a divulgação do 14º caso da doença.

A nova infecção envolve uma criança de 1 a 2 anos, moradora de Guarulhos, na Grande São Paulo, que não possuía histórico de vacinação contra o sarampo.

Diante do aumento dos casos, o Governo de São Paulo anunciou o início da Campanha de Multivacinação a partir da próxima segunda-feira (3/8). A ação será realizada nos 645 municípios do estado e terá como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Além da atualização vacinal, haverá uma mobilização ampliada contra o sarampo em áreas consideradas prioritárias, incluindo a capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Sintomas do sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível e pode apresentar sintomas como:

  • Febre alta, geralmente acima de 38,5°C;
  • Manchas vermelhas na pele, que costumam surgir inicialmente no rosto e atrás das orelhas;
  • Tosse seca;
  • Conjuntivite, com olhos vermelhos e irritados;
  • Mal-estar intenso.

As manchas na pele geralmente aparecem entre três e cinco dias após o início dos primeiros sintomas. Especialistas orientam que pessoas com febre persistente, principalmente crianças pequenas, procurem atendimento médico para avaliação.

Cobertura vacinal ainda preocupa

De acordo com a Secretaria da Saúde, a cobertura vacinal contra o sarampo permanece abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 95% da população-alvo.

Dados preliminares de 2026 indicam que:

  • 77,5% receberam a primeira dose da vacina tríplice viral;
  • 65,5% completaram o esquema com a segunda dose.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang, destacou que a atualização da vacinação é fundamental para ampliar a proteção coletiva e reduzir a circulação do vírus.

“Com o aumento dos casos registrados nas últimas semanas, a vacinação se torna ainda mais importante para evitar novos episódios de transmissão”, informou a secretaria.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.