Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pela Presidência da República entre os eleitores do Distrito Federal. O levantamento aponta o senador com 31% das intenções de voto, contra 28% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um dos cenários apresentados aos entrevistados.
O resultado chama atenção porque Flávio Bolsonaro avançou cinco pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando aparecia com 26%. Lula, por sua vez, manteve os mesmos 28%.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento apresenta um retrato do momento eleitoral no Distrito Federal, onde a disputa entre os principais nomes aparece apertada dentro da margem de erro.
Flávio Bolsonaro lidera cenário sem Pablo Marçal
No cenário estimulado sem Pablo Marçal (PRTB), Flávio Bolsonaro aparece com 31% das intenções de voto. Lula registra 28%.
Na sequência está Ronaldo Caiado (PSD), com 12%. O ex-governador de Goiás apresentou oscilação negativa de um ponto percentual em comparação com o levantamento anterior, quando tinha 13%.
Augusto Cury (Avante) aparece com 8%, registrando crescimento expressivo. Na pesquisa anterior, o candidato tinha 3%.
Romeu Zema (Novo) soma 2%, enquanto Renan Santos (Missão) também aparece com 2%.
Samara Martins (UP) registra 1%.
Os demais candidatos incluídos no levantamento — Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) — aparecem com 0%.
O levantamento ainda mostra que 7% dos entrevistados afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão votar. Outros 9% disseram estar indecisos.
Cenário com Pablo Marçal
A Quaest também apresentou aos eleitores um segundo cenário, desta vez incluindo Pablo Marçal, do PRTB.
Nesse quadro, Flávio Bolsonaro aparece novamente na primeira posição, com 32%. Lula registra 30%.
Ronaldo Caiado aparece com 10%, enquanto Augusto Cury chega a 8%.
Renan Santos soma 2%, Pablo Marçal registra 1% e Romeu Zema também aparece com 1%. Samara Martins tem 1%.
Os demais candidatos permanecem com 0%.
Nesse cenário, 11% dos entrevistados afirmaram que votariam branco, nulo ou não compareceriam às urnas. Outros 9% disseram estar indecisos.
A presença de Pablo Marçal altera a distribuição dos votos, mas não modifica a liderança de Flávio Bolsonaro no Distrito Federal.
Marçal aparece na pesquisa apesar de estar inelegível atualmente. A situação eleitoral do candidato ainda depende de análise da Justiça Eleitoral.
Disputa permanece dentro da margem de erro
Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, a diferença em relação a Lula precisa ser analisada considerando a margem de erro da pesquisa.
No cenário sem Pablo Marçal, a distância entre os dois é de três pontos percentuais, exatamente o tamanho da margem de erro. Isso significa que, estatisticamente, o levantamento não permite afirmar isoladamente que exista uma vantagem consolidada fora da margem de variação da pesquisa.
No cenário com Marçal, Flávio aparece dois pontos à frente de Lula.
O resultado mostra, portanto, uma disputa competitiva entre os dois principais nomes no eleitorado do Distrito Federal.
Pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período em que são realizadas e não constituem uma previsão do resultado das urnas.
Maioria diz ter voto definido
Outro dado importante da pesquisa está relacionado ao grau de definição do eleitorado.
Segundo a Quaest, 73% dos entrevistados afirmaram que a escolha do candidato já é definitiva.
Outros 27% disseram que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
O número de eleitores que ainda admitem mudar de opinião representa uma parcela significativa do eleitorado e pode ser decisivo para os próximos movimentos da campanha.
Em uma disputa marcada por diferenças pequenas entre os principais candidatos, a capacidade de conquistar os eleitores ainda indecisos ou aqueles que admitem trocar de candidato pode ter peso importante na reta final.
Segundo turno coloca Flávio à frente
Pela primeira vez, a Quaest também perguntou aos eleitores do Distrito Federal como seria uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Nesse cenário, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 38%.
A diferença chega a sete pontos percentuais.
Outros 13% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Já 4% disseram estar indecisos.
O resultado do segundo turno reforça a competitividade de Flávio Bolsonaro no Distrito Federal e mostra uma vantagem maior em relação ao presidente quando os eleitores são colocados diante de uma disputa direta entre os dois.
Ainda assim, a margem de erro precisa ser considerada também nesse cenário.
Distrito Federal tem peso político
O Distrito Federal ocupa uma posição particular no cenário eleitoral brasileiro. Além de abrigar a capital do país e as principais instituições dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Brasília concentra um eleitorado com forte exposição aos debates nacionais.
A região também costuma apresentar características eleitorais próprias e pode servir como importante termômetro para avaliar o ambiente político nacional.
Por isso, pesquisas realizadas no Distrito Federal despertam atenção de partidos, candidatos e analistas.
O resultado divulgado nesta terça-feira mostra uma disputa ainda aberta e marcada pela presença de dois grandes polos eleitorais.
De um lado, Lula tenta manter sua base e avançar sobre setores do eleitorado que ainda não definiram seu voto. Do outro, Flávio Bolsonaro busca ampliar a força política associada ao sobrenome Bolsonaro e consolidar sua posição entre os eleitores do Distrito Federal.
Crescimento de Augusto Cury chama atenção
Embora a disputa principal esteja concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, outro dado que chama atenção é o crescimento de Augusto Cury.
O candidato do Avante passou de 3% para 8% no cenário sem Pablo Marçal. No cenário com Marçal, também aparece com 8%, ante 2% na pesquisa anterior.
O avanço coloca Cury em uma posição mais relevante dentro do levantamento e mostra que existe espaço para candidatos que estão fora da polarização entre os dois principais nomes.
Ronaldo Caiado, por sua vez, aparece em terceiro lugar nos dois cenários, mas com oscilação negativa de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior.
Eleição entra em período decisivo
Com a eleição marcada para 4 de outubro, os números divulgados pela Quaest mostram um eleitorado que, embora majoritariamente decidido, ainda possui uma parcela capaz de mudar de posição.
Os 27% que admitem alterar o voto representam um espaço importante para as campanhas trabalharem durante as semanas que antecedem a votação.
Além disso, os 9% de indecisos no cenário com Pablo Marçal e os 7% no cenário sem ele indicam que uma parcela dos eleitores ainda não escolheu definitivamente um candidato.
A corrida presidencial no Distrito Federal, portanto, permanece aberta.
A liderança de Flávio Bolsonaro é um dos principais destaques da pesquisa, especialmente pelo crescimento em relação ao levantamento anterior. Lula mantém uma parcela expressiva do eleitorado, enquanto Ronaldo Caiado e Augusto Cury aparecem na sequência.
No eventual segundo turno entre Lula e Flávio, a vantagem do candidato do PL aumenta para sete pontos percentuais.
O que os números mostram
A pesquisa Quaest oferece um retrato do cenário eleitoral no Distrito Federal a menos de um mês da votação. O levantamento mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula nos dois cenários de primeiro turno apresentados e também em uma eventual disputa direta no segundo turno.
Ao mesmo tempo, a margem de erro e a parcela de eleitores que ainda admitem mudar de voto recomendam cautela na interpretação dos resultados.
A campanha ainda terá espaço para mudanças, especialmente entre os eleitores que não consolidaram sua escolha.
Com os candidatos intensificando a busca por votos e a eleição se aproximando, cada movimento poderá ganhar importância.
Os próximos levantamentos deverão ajudar a mostrar se a vantagem de Flávio Bolsonaro no Distrito Federal representa uma tendência de crescimento ou apenas uma fotografia momentânea do eleitorado.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026.















