Uma operação de segurança realizada nesta quinta-feira (22) na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa, resultou na apreensão de dezenas de objetos proibidos, incluindo 42 celulares, três trouxas de maconha, 37 espetos e 146 comprimidos de uma substância ainda não identificada. A ação foi conduzida pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) e mobilizou mais de 100 policiais penais.
A iniciativa faz parte das medidas adotadas pelo Governo da Paraíba para reforçar a segurança nas unidades prisionais, impedir a entrada e a permanência de materiais proibidos e combater possíveis comunicações ilícitas a partir do interior dos presídios.
Além dos aparelhos celulares e dos objetos perfurantes, os policiais penais encontraram carregadores, cabos, fones de ouvido, dispositivos de armazenamento de dados, bebidas alcoólicas de fabricação caseira e outros materiais que não são permitidos no ambiente prisional.
Todo o material recolhido foi encaminhado às autoridades competentes, que deverão adotar as providências legais cabíveis. A operação também busca fortalecer os procedimentos de fiscalização e controle dentro da unidade penitenciária.
Mais de 100 policiais penais participaram da operação
A ação foi coordenada pela Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (Gesipe) e contou com a participação de diferentes equipes especializadas da Polícia Penal paraibana.
Entre os grupos mobilizados estavam a Força Tática Penitenciária (FTPEN), o Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE), o Grupo Penitenciário de Operações com Cães (GPOC) e a Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica Penitenciária (Gisop).
Também participaram policiais penais que atuam na própria Penitenciária Desembargador Sílvio Porto e profissionais vinculados a unidades da Região Metropolitana de João Pessoa.
A operação recebeu ainda apoio do Grupamento Tático Aéreo (GTA), ligado à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (Sesds).
A atuação conjunta das equipes teve como objetivo ampliar a capacidade de fiscalização e realizar buscas para identificar e retirar materiais considerados irregulares do interior da unidade.
O emprego de diferentes grupos operacionais também integra as estratégias de segurança penitenciária, que envolvem procedimentos de revista, ações de inteligência e monitoramento das condições de funcionamento dos estabelecimentos prisionais.
Celulares e acessórios estão entre os principais materiais apreendidos
O balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária aponta a apreensão de 42 aparelhos celulares, além de 25 carregadores, 23 cabos e sete fones de ouvido.
Os agentes também encontraram três dispositivos pendrive, que podem ser utilizados para armazenar arquivos digitais, e 37 espetos, objetos que exigem atenção das equipes de segurança devido ao potencial de utilização como instrumentos perfurantes.
A presença de telefones celulares em unidades prisionais é uma preocupação recorrente das autoridades responsáveis pela administração penitenciária. Quando utilizados de forma irregular, esses equipamentos podem permitir comunicações não autorizadas com pessoas que estão fora dos estabelecimentos.
Por esse motivo, a retirada desses aparelhos faz parte das ações de fiscalização destinadas a reduzir riscos à segurança e dificultar eventuais articulações criminosas realizadas por meio de dispositivos de comunicação.
Entretanto, a apreensão de celulares, por si só, não comprova que todos os aparelhos tenham sido utilizados para a prática de crimes. A eventual responsabilização de pessoas depende da análise dos fatos e das providências adotadas pelas autoridades competentes.
A fiscalização também busca identificar como esses materiais chegaram à unidade e verificar as circunstâncias relacionadas à presença dos objetos proibidos.
Drogas, bebidas alcoólicas e comprimidos também foram encontrados
Durante as revistas, os policiais penais localizaram três trouxas de maconha e quatro garrafas PET contendo bebidas alcoólicas de fabricação caseira.
A entrada e a manutenção de substâncias proibidas em ambientes prisionais representam desafios para a administração penitenciária, que precisa adotar medidas de controle para preservar a segurança de internos, servidores e demais pessoas que circulam pelas unidades.
A operação também resultou na apreensão de 146 comprimidos de uma substância que ainda não havia sido identificada no balanço divulgado.
Como não foi informada a composição dos comprimidos, não é possível afirmar que se tratam de medicamentos específicos, drogas ilícitas ou outra categoria de substância. A identificação depende de análise adequada pelas autoridades responsáveis.
A classificação correta dos materiais é importante para orientar as providências legais e administrativas que poderão ser tomadas após a apreensão.
As quatro garrafas com bebidas alcoólicas de fabricação caseira também foram recolhidas durante a ação. A presença desse tipo de produto em estabelecimentos prisionais contraria as regras de controle e pode representar riscos relacionados à segurança e à saúde, dependendo da composição e das condições de fabricação.
Seap-PB destaca combate às comunicações ilícitas
O secretário de Estado da Administração Penitenciária, Tércio Chaves, afirmou que a operação faz parte de um trabalho contínuo para fortalecer a segurança nas unidades prisionais da Paraíba.
Segundo o secretário, as ações têm como objetivo impedir a permanência de equipamentos e materiais proibidos, além de prevenir e neutralizar comunicações realizadas de maneira irregular a partir dos presídios.
A estratégia inclui revistas, fiscalização e atuação integrada das equipes responsáveis pela segurança penitenciária. O propósito é manter o controle das unidades e reduzir oportunidades para a utilização indevida de objetos que possam comprometer o funcionamento do sistema.
Tércio Chaves também ressaltou a importância da presença das forças de segurança nas unidades prisionais e afirmou que as operações fazem parte das medidas adotadas pelo Estado para enfrentar práticas criminosas.
A declaração reforça a posição da secretaria de manter ações de fiscalização de forma contínua, em vez de limitar o trabalho de segurança a operações pontuais.
A efetividade dessas medidas, porém, também depende de outros fatores, como o controle de acesso às unidades, a fiscalização de visitantes e servidores, o trabalho de inteligência e a apuração de possíveis irregularidades.
Material foi encaminhado às autoridades competentes
Após a conclusão da operação, todos os objetos apreendidos foram encaminhados às autoridades competentes para as providências legais cabíveis.
A partir da análise do material e das informações levantadas durante as revistas, poderão ser avaliadas as medidas administrativas ou investigativas aplicáveis a cada situação.
A identificação da origem dos objetos, quando possível, também pode contribuir para esclarecer como os materiais chegaram à penitenciária e se houve participação de outras pessoas no ingresso irregular.
As providências devem observar os procedimentos legais e as circunstâncias específicas de cada caso. A apreensão de um objeto proibido não permite, isoladamente, atribuir responsabilidade criminal a uma pessoa sem a devida apuração.
Segurança penitenciária exige fiscalização permanente
A operação no Presídio Sílvio Porto evidencia o trabalho das equipes responsáveis pela fiscalização e pelo controle de materiais dentro das unidades prisionais paraibanas.
A retirada de celulares, acessórios eletrônicos, objetos perfurantes, bebidas alcoólicas, maconha e comprimidos de composição desconhecida representa o resultado imediato da ação realizada nesta quinta-feira.
Além das apreensões, operações desse tipo buscam identificar vulnerabilidades, reforçar os protocolos de segurança e impedir que materiais proibidos permaneçam em locais destinados à custódia de pessoas privadas de liberdade.
O desafio da administração penitenciária envolve manter a ordem dentro das unidades, proteger os profissionais que trabalham nesses espaços e garantir que as regras sejam cumpridas.
Com a mobilização de mais de 100 policiais penais e o apoio de equipes especializadas, a ação realizada em João Pessoa integra as medidas de fiscalização adotadas pela Seap-PB para fortalecer o controle do sistema penitenciário estadual.
O material apreendido seguirá sob análise das autoridades competentes, enquanto eventuais responsabilidades deverão ser apuradas conforme os procedimentos legais.












