A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pedido foi encaminhado na semana passada ao Supremo e aguarda a definição do ministro relator responsável pelo caso. Segundo informações apuradas, a investigação tem como base suspeitas de tráfico de influência envolvendo a atuação de Lulinha em favor de empresas com as quais teria relação.
Este é o terceiro procedimento solicitado pela PF envolvendo o empresário. Na semana passada, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de dois outros inquéritos contra Lulinha, também relacionados a suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
Os dois primeiros casos envolvem possíveis irregularidades em órgãos públicos federais. Um deles apura suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde, enquanto o outro investiga possíveis favorecimentos envolvendo a Dataprev.
Investigação envolve empresa de tecnologia
Um dos procedimentos tem como foco a empresa 3Structure IT LTDA, que atua no setor de tecnologia e possui contratos em vigor com o governo federal que somam mais de R$ 55 milhões, segundo informações levantadas durante a investigação.
Também são analisados repasses financeiros relacionados à empresa, incluindo valores mencionados a partir de dados do Portal da Transparência.
Outro inquérito envolve cannabis medicinal e viagens
A primeira investigação aberta contra Lulinha envolve a regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis e a atuação de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo a apuração, Antunes teria custeado passagens de Lulinha para viagens à Europa, fato que passou a ser analisado pelos investigadores.
Defesa contesta investigações
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Fábio Luís Lula da Silva, criticou a abertura dos procedimentos e afirmou que as investigações representam uma tentativa de ampliar suspeitas contra o empresário.
Em declaração, o defensor disse que estão fazendo uma espécie de “melhor de três” e classificou a situação como uma “piada”.
As investigações seguem sob análise da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, não há conclusão sobre eventuais responsabilidades ou irregularidades, e os procedimentos ainda estão em fase de apuração.













