Depois de sete anos sem lançar um álbum autoral de estúdio, Pitty prepara uma nova fase de sua carreira. A cantora, compositora e instrumentista baiana anunciou o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, intitulado simplesmente “Pitty”, marcado para o dia 16 de outubro de 2026.

O novo trabalho chega com músicas inéditas e representa um momento especial na trajetória da artista, que construiu uma das carreiras mais marcantes do rock brasileiro nas últimas duas décadas. O disco também traz uma novidade simbólica: pela primeira vez, um álbum de estúdio da cantora levará seu próprio nome.

A escolha do título parece traduzir o momento vivido por Pitty, que descreve o processo de criação como uma espécie de recomeço artístico. Para ela, o novo trabalho nasceu de maneira diferente dos anteriores e foi desenvolvido sem a necessidade de controlar cada etapa do processo.

“Eu tenho dito que estou fazendo o primeiro disco da minha vida, porque essa é a sensação. As coisas vêm na hora em que precisam vir. Depois de sete anos, surgiu um jeito novo de criar e eu me permiti seguir esse movimento sem tentar controlar o que estava acontecendo”, afirmou a artista.

Um novo capítulo na carreira

O lançamento de “Pitty” marca o retorno da cantora aos álbuns autorais de estúdio desde “Matriz”, lançado em 2019.

O intervalo de sete anos é o maior período que a artista passou sem apresentar um novo álbum solo de estúdio ao longo de sua carreira.

Antes disso, os maiores espaços entre seus discos haviam sido de cinco anos. “Sete Vidas”, lançado em 2014, chegou cinco anos depois de “Chiaroscuro”, de 2009. Já “Matriz” foi lançado cinco anos depois de “Sete Vidas”.

O novo intervalo, portanto, representa uma mudança no ritmo de produção da artista.

Mas, em vez de enxergar os anos longe dos estúdios como uma pausa, Pitty define esse período como um tempo de escuta, elaboração e retomada.

A cantora parece transformar essa experiência em matéria-prima para o novo álbum, que chega com uma proposta intimamente ligada ao momento atual de sua vida e de sua trajetória artística.

O primeiro álbum chamado “Pitty”

Entre as novidades do projeto está o próprio nome escolhido para batizar o disco.

Ao longo de mais de duas décadas, Pitty lançou trabalhos com títulos que ajudaram a definir diferentes momentos de sua carreira. Agora, pela primeira vez, o álbum recebe simplesmente o nome da artista.

A escolha pode ser interpretada como uma declaração de identidade.

Depois de anos de experiências, mudanças, experimentações e diferentes fases musicais, a cantora apresenta um trabalho que leva diretamente sua assinatura.

Não se trata apenas de um novo álbum, mas de uma obra que parece representar uma artista olhando para sua própria trajetória e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para novas possibilidades.

Processo de criação começou no fim de 2025

O novo álbum começou a ser gestado no final de 2025.

Durante o processo, Pitty assumiu diversas funções na construção do projeto. A artista assina letras, melodias e riffs e também participa da coprodução musical.

Além da parte sonora, ela está à frente da direção geral do trabalho.

Isso significa que sua participação ultrapassa a composição e a interpretação das músicas. Pitty também está envolvida diretamente na construção da estética e da narrativa que acompanharão o álbum.

A proposta reforça uma característica que acompanha sua carreira: a preocupação em construir não apenas músicas, mas universos artísticos capazes de dialogar com diferentes momentos de sua trajetória.

Sete anos depois de “Matriz”

Lançado em 2019, “Matriz” marcou uma etapa importante na carreira da cantora.

O álbum explorou diferentes referências e reafirmou a identidade de Pitty dentro da música brasileira, mantendo elementos do rock que ajudaram a consolidar sua trajetória, mas permitindo novas experimentações.

Agora, sete anos depois, a artista retorna ao formato de álbum de estúdio com um trabalho que promete representar uma nova etapa.

A distância temporal entre os dois projetos também permite que o novo disco seja recebido sob uma perspectiva diferente.

A indústria musical mudou, os hábitos de consumo de música se transformaram e as formas de relacionamento entre artistas e público também passaram por grandes mudanças.

Nesse cenário, Pitty retorna com um álbum concebido de maneira mais autoral e com participação direta em praticamente todas as etapas de sua construção.

Uma carreira construída ao longo de 23 anos

A história de Pitty na música autoral começou oficialmente em 2003, com o lançamento de “Admirável Chip Novo”.

O álbum se tornou um marco do rock brasileiro e apresentou ao público uma artista com identidade própria, letras fortes e uma sonoridade que rapidamente conquistou espaço no cenário nacional.

Desde então, Pitty construiu uma trajetória marcada por diferentes discos, turnês, apresentações e projetos.

Ao longo de 23 anos de carreira autoral, a cantora conseguiu manter uma relação próxima com o público e preservar uma identidade artística reconhecível.

O novo álbum chega, portanto, depois de uma história construída ao longo de mais de duas décadas.

A escolha de batizá-lo com o próprio nome ganha ainda mais significado quando observada dentro desse contexto.

“Um jeito novo de criar”

Uma das declarações mais importantes de Pitty sobre o projeto está relacionada justamente ao processo criativo.

Segundo a cantora, depois de sete anos surgiu uma nova maneira de criar, e ela decidiu seguir esse movimento sem tentar controlar o resultado.

Essa postura pode indicar uma mudança na forma como a artista encara a própria produção musical.

Em vez de buscar repetir fórmulas que deram certo no passado, Pitty parece interessada em permitir que as músicas encontrem seu próprio caminho.

A afirmação também ajuda a entender por que a artista considera o novo álbum como “o primeiro disco da sua vida”.

Não necessariamente porque seja seu primeiro trabalho, mas porque representa uma experiência nova diante de tudo o que ela já viveu.

Produção totalmente ligada à artista

Outro diferencial do projeto é o nível de envolvimento de Pitty.

Além de escrever e criar elementos musicais, ela participa da coprodução e assume a direção geral do álbum.

A estética e a narrativa também estão sob sua responsabilidade.

Essa participação ampla permite que o disco seja construído de maneira integrada, fazendo com que música, imagem e conceito caminhem juntos.

O resultado será apresentado ao público em outubro, quando “Pitty” chegar oficialmente às plataformas e aos demais formatos de distribuição previstos.

Parceria com a Deck

O álbum será lançado pela Deck, gravadora que acompanha Pitty desde o início de sua carreira.

A relação entre a artista e a empresa atravessa diferentes fases de sua trajetória e permanece agora no novo projeto.

A parceria representa uma continuidade importante para o lançamento do sexto álbum de estúdio.

Com a mesma gravadora que esteve presente em diferentes momentos de sua carreira, Pitty prepara agora um trabalho que pretende inaugurar uma nova etapa sem abandonar a identidade construída ao longo dos anos.

Expectativa para o lançamento

A chegada de “Pitty” promete movimentar o cenário musical brasileiro no segundo semestre.

O álbum reúne diferentes aspectos que despertam expectativa: será o primeiro trabalho de inéditas da cantora em sete anos, o sexto disco de estúdio de sua carreira e o primeiro a carregar seu próprio nome.

Mais do que simplesmente retornar ao mercado fonográfico, Pitty parece querer apresentar ao público uma versão renovada de sua identidade artística.

O lançamento está marcado para 16 de outubro de 2026.

Até lá, fãs poderão acompanhar as novidades relacionadas ao projeto e descobrir gradualmente os elementos que irão compor essa nova fase.

Depois de mais de duas décadas de carreira, Pitty chega ao sexto álbum de estúdio com a sensação de estar começando novamente.

E talvez seja justamente essa a essência de “Pitty”: um trabalho construído a partir da experiência acumulada, mas aberto ao desconhecido.

Sete anos depois de “Matriz”, a cantora transforma o tempo em criação e apresenta um novo capítulo de sua história musical — agora, com o próprio nome estampado na capa.