A saúde e a segurança pública aparecem como as principais preocupações dos eleitores paraibanos neste momento. É o que aponta uma pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) pelas TVs Cabo Branco e Paraíba. O levantamento mostra que 31% dos entrevistados consideram a saúde o principal problema enfrentado atualmente pela Paraíba, enquanto 23% apontam a violência como a maior dificuldade do estado.
Os números ajudam a revelar quais são os temas que mais fazem parte do cotidiano da população e também indicam os assuntos que podem ganhar espaço no debate público durante o período eleitoral. Somadas, saúde e violência representam a preocupação de mais da metade dos entrevistados, demonstrando que questões diretamente relacionadas à qualidade de vida e à segurança estão entre as prioridades dos paraibanos.
O resultado chama atenção especialmente porque os dois temas estão ligados a experiências concretas vivenciadas diariamente pela população. Na área da saúde, a preocupação pode envolver desde o acesso a consultas e exames até a demora por atendimentos, disponibilidade de medicamentos, funcionamento das unidades e capacidade de atendimento da rede pública. Já no campo da segurança, o medo da violência, os crimes registrados nas cidades e a sensação de insegurança influenciam diretamente a rotina de muitas famílias.
Saúde aparece na liderança
De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados colocaram a saúde como o principal problema da Paraíba. O percentual coloca o setor isoladamente na primeira posição entre as preocupações apresentadas aos eleitores.
A saúde pública costuma ocupar um espaço sensível na vida da população porque está diretamente relacionada às necessidades básicas das famílias. Para quem depende do atendimento público, conseguir uma consulta, realizar um exame ou ter acesso a um tratamento pode representar uma preocupação que ultrapassa o debate político e chega ao cotidiano.
A liderança da saúde na pesquisa pode ser interpretada como um sinal de que os eleitores esperam soluções concretas para os desafios existentes no setor. Mais do que promessas, a população tende a observar a capacidade do poder público de oferecer atendimento eficiente, reduzir filas e garantir assistência adequada.
O resultado também pode influenciar o discurso dos candidatos durante a campanha eleitoral. A saúde deverá permanecer entre os assuntos mais explorados nos debates, entrevistas e propostas apresentadas ao eleitorado paraibano.
Violência ocupa segundo lugar
Na segunda colocação aparece a violência, citada por 23% dos entrevistados. O índice mostra que quase um em cada quatro eleitores considera a segurança pública o principal problema do estado.
A preocupação com a violência não está restrita apenas às pessoas que foram vítimas de crimes. A sensação de insegurança também pode modificar hábitos, horários e a maneira como famílias circulam pelas cidades. Em muitos casos, o medo de assaltos, furtos, homicídios e outros delitos interfere na rotina de trabalhadores, estudantes, comerciantes e moradores.
Por isso, o percentual registrado pela pesquisa demonstra que a segurança pública continua sendo uma questão de grande peso para o eleitorado.
O tema também deverá ocupar espaço importante nas discussões políticas. Investimentos em policiamento, tecnologia, estrutura das forças de segurança, prevenção da criminalidade e políticas sociais podem aparecer entre as propostas apresentadas pelos candidatos durante o processo eleitoral.
Desemprego e economia aparecem na sequência
Depois de saúde e violência, o desemprego aparece com 6% das citações. A economia foi apontada por 5% dos entrevistados como o principal problema da Paraíba.
Embora os percentuais sejam significativamente menores que os registrados pelos dois primeiros temas, os dados mostram que a geração de oportunidades de trabalho e a situação econômica continuam entre as preocupações da população.
O desemprego possui impacto direto sobre as famílias, especialmente quando associado ao custo de vida e à dificuldade de manter uma renda estável. Para muitos paraibanos, a busca por uma oportunidade de trabalho continua sendo um dos principais desafios pessoais.
A economia, por sua vez, reúne questões como inflação, preços dos alimentos, poder de compra e condições para investimentos e geração de empregos. Mesmo que esses temas tenham aparecido em proporções menores na pesquisa, eles continuam fazendo parte da realidade enfrentada pela população.
Corrupção, infraestrutura, pobreza e educação
A corrupção foi citada por 4% dos entrevistados, mesmo percentual registrado para infraestrutura e para pobreza e desigualdade.
Os números mostram que esses problemas continuam presentes na percepção dos eleitores, ainda que ocupem posições inferiores no ranking.
A infraestrutura envolve questões que podem ser percebidas diariamente pela população, como qualidade das estradas, mobilidade, saneamento, abastecimento e obras públicas. Já a pobreza e a desigualdade representam desafios sociais que afetam especialmente famílias em situação de maior vulnerabilidade.
A educação aparece com 3% das citações. Apesar do percentual menor, o setor também possui importância estratégica para o desenvolvimento do estado, principalmente quando considerado o impacto da qualidade do ensino na formação de crianças e jovens e na preparação para o mercado de trabalho.
Outros problemas foram mencionados por 8% dos entrevistados. O resultado mostra que existe uma variedade de preocupações entre os eleitores, que não necessariamente enxergam os desafios da Paraíba da mesma maneira.
Parte dos eleitores não apontou um problema específico
O levantamento também revelou que 2% dos entrevistados afirmaram não existir nenhum problema ou preocupação no estado. Outros 10% não souberam ou não quiseram responder.
Esse percentual demonstra que uma parcela dos eleitores não apresentou uma resposta específica quando questionada sobre o principal problema da Paraíba.
Em pesquisas de opinião, essa parcela é importante porque mostra que nem todos os entrevistados possuem uma percepção definida sobre qual seria a principal dificuldade enfrentada pelo estado. As respostas podem variar de acordo com experiências pessoais, região onde o eleitor mora e diferentes realidades sociais e econômicas.
Como a pesquisa foi realizada
A pesquisa Quaest foi contratada pela TV Cabo Branco e ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais na Paraíba.
As entrevistas foram realizadas presencialmente nos domicílios dos participantes entre os dias 21 e 24 de agosto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PB-07850/2026 e BR-00699/2026.
Segundo as informações divulgadas, a pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Isso significa que os resultados devem ser analisados considerando a margem de erro e o caráter amostral do levantamento. Uma pesquisa eleitoral representa uma parcela da população entrevistada e não significa que todos os eleitores do estado tenham necessariamente a mesma opinião.
Saúde e segurança devem dominar o debate eleitoral
Os dados apresentados pela Quaest oferecem um retrato das prioridades apontadas pelos eleitores paraibanos neste momento. Com 31% para saúde e 23% para violência, os dois temas aparecem muito à frente das demais preocupações.
O resultado coloca diante dos agentes públicos e dos candidatos um desafio claro: apresentar propostas capazes de responder às necessidades apontadas pela população.
Na saúde, os eleitores sinalizam que o atendimento e o acesso aos serviços são questões prioritárias. Na segurança, a preocupação revela a necessidade de políticas que combinem repressão ao crime, prevenção e ações capazes de reduzir a sensação de insegurança.
À medida que o calendário eleitoral avança, esses temas tendem a ganhar ainda mais espaço nas discussões políticas da Paraíba. Para o eleitor, entretanto, o mais importante será acompanhar não apenas os discursos, mas também a viabilidade das propostas apresentadas e a capacidade dos futuros gestores de transformar promessas em resultados concretos.
A pesquisa Quaest, portanto, funciona como um importante termômetro da percepção da população e mostra que, neste momento, os paraibanos colocam duas necessidades essenciais no centro das atenções: ter acesso a uma saúde de qualidade e poder viver com mais segurança.






