Atacante revela papos com Abel Ferreira, reforça desejo de se consolidar como ídolo do Verdão e desconversa sobre o futuro na Inglaterra: “Acabando a temporada a gente começa a pensar”
A estadia de Gabriel Jesus na Inglaterra pode estar chegando ao fim. Em alta desde que desembarcou em Manchester para vestir a camisa do City, há quase dez anos, o atacante brasileiro tem futuro incerto no Arsenal.
Depois de lesões que atrapalharam a sequência no time, além da chegada de reforços de peso, Gabriel não é mais considerado titular absoluto no time de Mikel Arteta. O vínculo dele com o clube inglês vai até o dia 30 de junho de 2027, ou seja, pode assinar um pré-contrato a partir de janeiro do próximo ano. Mesmo com mercado na Europa, o Palmeiras sempre aparece como opção.
– Eu tenho um contrato com o Arsenal. Obviamente que a minha situação no Arsenal mudou do que era antes, mas o meu foco principal hoje continua sendo o Arsenal, fazer as coisas acontecerem aqui, ajudar da maneira que o treinador precisar e depois, obviamente, acabando a temporada, aí a gente começa a pensar – afirmou, em entrevista ao ge.
Se voltar para a Academia de Futebol, o objetivo é claro: se tornar um ídolo indiscutível do Palmeiras. O status é, na maioria dos casos, um critério subjetivo, o respeito pelo clube e os títulos conquistados participam ativamente dessa equação que gera o carinho da torcida. Mesmo tendo os dois, Gabriel Jesus não se coloca nessa prateleira no Verdão.
Na opinião do atacante, a identificação com o Verdão é muito importante. Porém, ele traz um contraponto de que conquistou “apenas” dois títulos: a Copa do Brasil (2015) e o Brasileirão (2016). A liga nacional, inclusive, tirou o Palmeiras de uma fila que já durava 22 anos.
– Eu, particularmente, não me considero um ídolo do Palmeiras. Não fiquei muito tempo, ganhei dois títulos. Óbvio que a gente está tratando do Brasileiro de 2016, um campeonato que o clube não ganhava há muito tempo e eu tive um impacto muito grande. Ninguém ganha um campeonato sozinho – disse.
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Gabriel Jesus é carregado nos ombros por Fernando Prass – Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
Ídolo mesmo, segundo Gabriel Jesus, só nomes que estão há muito tempo no clube, casos de Raphael Veiga, agora emprestado ao América do México, Gustavo Gómez, e, claro, Abel Ferreira.
O cria da Academia de Futebol fez um comparativo com a situação vivida por ele no Manchester City. Gabriel Jesus conquistou 11 títulos na equipe inglesa, mas não é considerado ídolo por lá.
– Eu não chego nem perto dos caras que estão há muitos anos no Palmeiras, que estão conquistando título a cada ano. Talvez o torcedor tenha muito carinho pelo momento que foi. Eu até brinquei uma vez com o Veiga, postei “O cria da base e o ídolo do Verdão”. Porque eu realmente, eu me considero assim – disse, antes de completar:
– A gente conquistou algo muito bom, tem uma certa relevância para uma virada de chave do Palmeiras, mas eu acho que para ser ídolo de um clube requer muitos fatores, não apenas dois títulos ou algo do tipo. Só de ter o carinho do clube, das pessoas que trabalham no clube, de muitos torcedores, eu já fico feliz – analisou.
Para se tornar um ídolo indiscutível, Gabriel Jesus tem apenas um caminho possível: retornar ao Palmeiras. Perguntado sobre a possibilidade, o atacante explicou que pensa muito na possibilidade.
– Eu também tenho que receber uma proposta do Palmeiras. A relação com o Palmeiras sempre foi muito boa e sempre vai ser, tenho uma gratidão imensa. A minha vontade é um dia voltar para o Palmeiras e conquistar mais títulos ainda. Porque eu já senti esse gosto de conquistar títulos no Palmeiras. E é algo que ainda está em mim, é uma vontade muito grande.
Resenha com Abel
Esse carinho que Gabriel Jesus tem com o Palmeiras é totalmente recíproco. Tanto que, quando vem ao Brasil, o atacante costuma treinar na Academia de Futebol. Em uma dessas oportunidades, ele teve a oportunidade de conversar com Abel Ferreira.
As resenhas com o treinador português são consideradas excelentes pelo jogador. Abel é o maior treinador da história do Palmeiras, de acordo com o palmeirense Gabriel Jesus, que também projeta títulos para o clube em 2026.
– É o maior treinador mesmo da história do Palmeiras, não só por títulos, mas porque normalmente a gente vê tantos treinadores que vão para o Brasil, conquistam um ou dois títulos e saem, usam mesmo como trampolim. O Abel não, totalmente diferente, a identificação que ele tem com o Palmeiras é muito grande.
– Eu tive a oportunidade de conversar com ele mais de uma hora umas duas ou três vezes que eu fui treinar no Palmeiras, a gente sempre conversou bem, sobre futebol e sobre a vida mesmo. É um cara que se importa bastante. Eu acredito que o Palmeiras, mais uma vez, vai brigar para títulos. Infelizmente, ano passado, não conquistou.
Ge
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