A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, descartou a possibilidade de integrar como vice uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A parlamentar sinalizou que seu foco político está voltado para a disputa pela presidência do Senado Federal em 2027.

A informação foi confirmada após declarações do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Segundo ele, houve uma conversa com a senadora para entender seus planos políticos, mas sem a formalização de qualquer convite para composição de chapa.

“Não convidei, só queria saber quais eram suas pretensões. Ela falou que ia ser candidata à Presidência do Senado”, afirmou Valdemar.

Estratégia política para 2027

Tereza Cristina era considerada um dos nomes preferidos dentro do PL para compor uma possível chapa ao lado de Flávio Bolsonaro. No entanto, a senadora já vinha demonstrando resistência à ideia e passou a concentrar esforços em uma possível candidatura à sucessão do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A movimentação reforça o cenário de articulações antecipadas para a composição das principais lideranças do Congresso Nacional após as eleições de 2026.

Reconhecida por sua atuação no agronegócio e por sua passagem pelo Ministério da Agricultura, Tereza Cristina mantém influência política tanto no Senado quanto em setores produtivos do país, o que pode fortalecer sua eventual candidatura ao comando da Casa Legislativa.

Escolha da vice segue indefinida

A decisão da senadora amplia as discussões internas sobre a composição da chapa presidencial do PL. A definição ganha ainda mais importância com a proximidade da convenção nacional da legenda, prevista para os próximos dias.

Nos bastidores, o partido continua negociando alianças com siglas do chamado Centrão, embora ainda enfrente divergências e resistências dentro de algumas legendas parceiras.

Entre os nomes avaliados para ocupar a vaga de vice, um dos mais citados é o de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e integrante da equipe econômica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar do apoio de parte do grupo político, a indicação enfrenta questionamentos internos sobre seu potencial eleitoral.

Estratégia voltada ao eleitorado feminino

Além de Daniella Marques, outras lideranças femininas também vêm sendo discutidas como possíveis integrantes da chapa. Entre elas estão as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE), Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).

A preferência por uma mulher na composição da candidatura faz parte de uma estratégia política que busca ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e fortalecer a presença da chapa em diferentes segmentos da sociedade.

Enquanto as definições não são oficializadas, os principais partidos seguem intensificando negociações e articulações que devem influenciar diretamente o cenário político nacional nos próximos meses.