O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (4) em queda, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação de novos indicadores da economia dos Estados Unidos e pela decisão sobre a taxa básica de juros no Brasil, prevista para esta semana.
Por volta das 9h, a moeda norte-americana registrava recuo de 0,21%, sendo negociada a R$ 5,0764. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), iniciou as negociações às 10h.
Mercado acompanha dados de emprego nos Estados Unidos
O principal destaque da agenda econômica internacional é a divulgação de novos indicadores sobre o mercado de trabalho norte-americano.
Os números são acompanhados de perto pelos investidores porque podem oferecer pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em relação às taxas de juros.
Caso os dados indiquem uma economia ainda aquecida, cresce a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo. Por outro lado, sinais de desaceleração podem fortalecer as expectativas de novos cortes nas taxas ao longo dos próximos meses.
Expectativa para a decisão do Banco Central
No cenário doméstico, o mercado financeiro também aguarda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, marcada para esta quarta-feira (5).
A expectativa predominante entre analistas é de um novo corte na taxa Selic, que poderá passar para 14% ao ano, dando continuidade ao ciclo de flexibilização da política monetária.
A decisão influencia diretamente o custo do crédito, investimentos, financiamentos e o comportamento do câmbio.
Produção industrial também está no radar
Além da expectativa pelos juros, os investidores acompanham a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que mede o desempenho da indústria brasileira.
O indicador ajuda a avaliar o ritmo da atividade econômica e pode influenciar as projeções para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O mercado também monitora a divulgação de balanços financeiros de empresas listadas na bolsa.
Petróleo oscila com cenário no Oriente Médio
Os preços internacionais do petróleo seguem apresentando oscilações diante das incertezas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Apesar de sinais de uma possível retomada das negociações diplomáticas, declarações divergentes entre os governos mantêm o mercado cauteloso.
Por volta das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 83,88, com alta de 0,13%.
Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, registrava queda de 0,51%, cotado a US$ 79,93 o barril.
A expectativa de redução das tensões no Oriente Médio também aumenta o otimismo quanto à normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo.
Conflito continua influenciando os mercados
O cenário geopolítico segue sendo um dos principais fatores de atenção dos investidores.
Nesta terça-feira, informações divulgadas pela agência Reuters indicaram que o Exército dos Estados Unidos utilizou praticamente todo o estoque disponível de mísseis de precisão de longo alcance durante a guerra contra o Irã, aumentando preocupações sobre a capacidade militar norte-americana em futuros conflitos.
Ao mesmo tempo, declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível suspensão de novos ataques ao Irã foram contestadas por autoridades iranianas, que negaram ter solicitado qualquer interrupção das operações militares.
A divergência mantém elevado o nível de incerteza nos mercados internacionais.
Bolsas asiáticas encerram o dia sem direção única
As bolsas da Ásia fecharam o pregão desta terça-feira com desempenho misto.
Na China, ações ligadas aos setores de inteligência artificial e semicondutores impulsionaram os índices locais.
Confira o desempenho dos principais mercados asiáticos:
- CSI 300 (China): +1,30%;
- Hang Seng (Hong Kong): -0,60%;
- Nikkei (Japão): +0,32%;
- Kospi (Coreia do Sul): +1,62%.
Os investidores permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos e às decisões de política monetária, que devem continuar influenciando o comportamento do dólar, da bolsa brasileira e dos mercados globais ao longo da semana.














