Uma fiscalização da operação “Combustível Seguro”, realizada pelo Procon-JP nesta quinta-feira (27), terminou com a interdição de um bico de abastecimento de gasolina comum em um posto localizado no bairro Ernesto Geisel, na Zona Sul de João Pessoa. A medida foi adotada após fiscais identificarem irregularidades na vazão da bomba durante os testes realizados no estabelecimento.
De acordo com o órgão municipal, a fiscalização apontou que o equipamento apresentava uma variação volumétrica acima do limite permitido pelas normas técnicas estabelecidas para o setor. A irregularidade foi constatada após a realização de testes de vazão, incluindo prova e contraprova, que apresentaram o mesmo resultado.
O procedimento é utilizado para verificar se a quantidade de combustível indicada na bomba corresponde, de fato, ao volume entregue ao consumidor. Quando há diferença acima da tolerância permitida, o equipamento pode ser considerado irregular e fica sujeito às medidas previstas na legislação.
No caso identificado no Ernesto Geisel, a variação registrada foi superior a 100 mililitros, ultrapassando o limite máximo de tolerância informado pelo Procon-JP com base nos parâmetros técnicos utilizados na fiscalização.
Fiscalização busca proteger consumidor
A operação “Combustível Seguro” faz parte das ações de rotina desenvolvidas pelo Procon-JP para verificar o cumprimento das normas de defesa do consumidor nos postos de combustíveis da Capital.
Além das fiscalizações programadas, o órgão também utiliza denúncias e reclamações apresentadas pela população como um dos elementos para direcionar suas ações.
A proposta é garantir que o consumidor receba exatamente pelo produto que está pagando e que os estabelecimentos cumpram os padrões estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela regulamentação e fiscalização do setor.
O trabalho ganha importância porque os combustíveis fazem parte da rotina de milhares de pessoas. Pequenas diferenças na quantidade fornecida podem representar prejuízos para quem abastece o veículo com frequência, especialmente em um cenário no qual o preço dos combustíveis tem impacto direto no orçamento das famílias.
Durante as fiscalizações, os agentes utilizam equipamentos e procedimentos técnicos para verificar diferentes aspectos relacionados ao serviço oferecido pelos postos.
Segundo o secretário do Procon-JP, Júnior Pires, a população também possui papel importante nesse processo ao comunicar possíveis irregularidades.
“O Procon-JP usa toda ferramenta disponibilizada pela tecnologia e o conhecimento especializado de profissionais para que a inspeção não incorra em erro, principalmente quando se trata de produtos utilizados no dia a dia como os combustíveis e alimentos. Então, o cidadão de João Pessoa pode confiar no nosso trabalho e denunciar, caso desconfie de alguma irregularidade para o consumidor”, afirmou.
Prova e contraprova confirmaram irregularidade
Um dos pontos destacados no relatório do auto de infração é a realização da prova e da contraprova pelos fiscais.
Segundo o documento, os dois ensaios apresentaram resultados idênticos, reforçando a constatação de que a bomba apresentava uma variação acima do limite de tolerância estabelecido.
A utilização da prova e da contraprova é uma etapa importante do procedimento de fiscalização, pois permite conferir o resultado obtido inicialmente e reduzir a possibilidade de que uma eventual medição isolada provoque uma conclusão equivocada.
Após a confirmação da irregularidade, o bico responsável pelo abastecimento de gasolina comum foi interditado.
A medida significa que aquele ponto específico da bomba fica impedido de ser utilizado até que a situação seja regularizada conforme as determinações dos órgãos competentes.
O estabelecimento também foi autuado e deverá responder administrativamente pela ocorrência.
Consumidor pode acompanhar fiscalização em tempo real
Uma das ferramentas disponibilizadas pelo Procon-JP permite que o cidadão acompanhe os resultados das fiscalizações realizadas nos postos de combustíveis.
Por meio do site oficial do órgão municipal, o consumidor pode acessar um mapa interativo e consultar informações sobre estabelecimentos que passaram por inspeções.
A ferramenta busca aproximar a fiscalização da população e facilitar o acesso às informações.
Segundo Júnior Pires, o sistema permite que o cidadão visualize o resultado das ações e acompanhe os desdobramentos relacionados aos estabelecimentos fiscalizados.
“Para isso basta abrir o mapa interativo e clicar em cima do posto. O cidadão vai visualizar em tempo real o que está ocorrendo no estabelecimento”, explicou o secretário.
A iniciativa também funciona como uma forma de ampliar a transparência das ações realizadas pelo poder público.
Para o consumidor, ter acesso a informações sobre fiscalizações pode ajudar na hora de escolher onde abastecer e também permite acompanhar se eventuais irregularidades foram identificadas e quais providências foram adotadas.
Denúncias ajudam a direcionar operações
Embora a operação “Combustível Seguro” faça parte do calendário de fiscalização do Procon-JP, as denúncias feitas pela população também são consideradas pelo órgão.
Consumidores que identificarem situações que considerem suspeitas podem procurar os canais oficiais da Prefeitura de João Pessoa para registrar reclamações ou denúncias.
Entre as situações que podem chamar a atenção estão diferenças na quantidade de combustível fornecida, problemas relacionados aos preços anunciados, ausência de informações obrigatórias ou outras práticas que possam prejudicar o consumidor.
A orientação é que, diante de uma suspeita, o cidadão reúna o máximo possível de informações sobre o estabelecimento e relate o ocorrido aos órgãos responsáveis.
Esse tipo de participação pode ajudar os fiscais a identificar problemas e direcionar novas inspeções.
Posto terá prazo para apresentar defesa
A autuação não representa, neste momento, uma condenação definitiva do estabelecimento. O posto terá o direito de apresentar sua defesa dentro do prazo estabelecido pela legislação.
Segundo o Procon-JP, o estabelecimento autuado tem 10 dias, contados a partir do recebimento do documento, para apresentar sua manifestação.
Após a análise do processo administrativo, poderão ser aplicadas as penalidades previstas na legislação, considerando a gravidade da infração e as circunstâncias verificadas durante a fiscalização.
As sanções podem incluir multa e até suspensão temporária do serviço, dependendo da situação e da decisão administrativa.
O objetivo da fiscalização, segundo o órgão, é garantir o cumprimento das normas e preservar os direitos dos consumidores.
Atenção na hora de abastecer
A ocorrência registrada no Ernesto Geisel reforça a importância de o consumidor ficar atento durante o abastecimento.
Além de observar o preço cobrado e a quantidade indicada na bomba, é importante conferir se o equipamento inicia a operação corretamente e se o valor registrado corresponde ao combustível efetivamente adquirido.
Em caso de dúvida, o consumidor pode solicitar informações ao estabelecimento e, se considerar que houve alguma irregularidade, procurar os órgãos de defesa do consumidor.
A fiscalização realizada pelo Procon-JP também demonstra que os equipamentos utilizados nos postos estão sujeitos a verificações e que irregularidades podem resultar em medidas administrativas.
Para quem depende diariamente do veículo para trabalhar, estudar ou realizar atividades pessoais, a confiança na relação de consumo é fundamental.
Por isso, ações de fiscalização como a “Combustível Seguro” têm papel importante não apenas na identificação de possíveis irregularidades, mas também na prevenção de práticas que possam causar prejuízos à população.
Enquanto o processo administrativo segue seu curso, o bico de gasolina interditado permanecerá impedido de operar, conforme a medida adotada pelos fiscais.
O Procon-JP reforça que consumidores de João Pessoa podem utilizar os canais oficiais para denunciar situações suspeitas. A participação da população, aliada ao trabalho técnico dos fiscais, contribui para tornar as relações de consumo mais transparentes e seguras na Capital paraibana.








