Um homem de 55 anos que estava foragido da Justiça do Distrito Federal foi preso na quinta-feira (8), no bairro da Liberdade, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Ele era procurado desde 2003, após responder por uma tentativa de homicídio contra a então companheira, ocorrida em fevereiro de 2001, no Distrito Federal.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campina Grande (DHPP/CG), com apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil da Paraíba (UNINTELPOL), da Polícia Civil do Distrito Federal e do serviço de Inteligência da Polícia Militar do Distrito Federal.
A ação representa mais um resultado da cooperação entre forças de segurança de diferentes estados para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Mesmo após mais de duas décadas, o caso continuava com pendências judiciais, e um novo mandado de prisão foi expedido no início de outubro deste ano.
Após os procedimentos legais, o homem deverá passar por audiência de custódia e ser encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Crime aconteceu em fevereiro de 2001
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, a tentativa de homicídio aconteceu em 25 de fevereiro de 2001, na região administrativa de Recanto das Emas, no Distrito Federal.
Na ocasião, o homem teria se envolvido em uma discussão com a então companheira. Conforme o registro policial da época, após o desentendimento, ele teria comprado uma faca do tipo peixeira, retornado à residência e atacado a mulher com golpes.
A agressão foi interrompida depois da intervenção de familiares, que ajudaram a impedir que a situação tivesse consequências ainda mais graves. A vítima recebeu socorro e precisou ser hospitalizada em razão dos ferimentos.
O episódio deu origem à investigação criminal e ao processo judicial que resultou na condenação do homem por tentativa de homicídio.
Casos de violência praticada contra companheiras ou ex-companheiras evidenciam a gravidade de situações em que conflitos pessoais evoluem para agressões físicas com risco à vida. Nessas circunstâncias, a intervenção de familiares e o atendimento rápido à vítima podem ser decisivos para evitar consequências irreversíveis.
No caso investigado pelas autoridades do Distrito Federal, a atuação de familiares foi fundamental para interromper a agressão, conforme as informações do registro policial.
Suspeito fugiu após a agressão
Depois do crime, o homem deixou o Distrito Federal e passou a ser considerado foragido da Justiça. Em abril de 2003, o Tribunal do Júri de Samambaia decretou a prisão preventiva dele.
A partir daquele momento, a localização do condenado passou a representar um desafio para o cumprimento das determinações judiciais. A mudança de estado e o tempo transcorrido exigiram o compartilhamento de informações entre órgãos policiais para que a ordem de prisão pudesse ser executada.
A prisão preventiva decretada em 2003 fez parte dos desdobramentos judiciais do caso. Posteriormente, o homem foi condenado a 12 anos, cinco meses e dez dias de prisão, em regime fechado, pelo crime de tentativa de homicídio.
A condenação estabeleceu uma pena que deveria ser cumprida no sistema prisional, conforme as determinações da Justiça. Entretanto, o homem permaneceu fora do alcance das autoridades durante anos, até ser localizado em Campina Grande.
O período prolongado entre o crime e a prisão chama a atenção para a importância da integração entre instituições de segurança pública, especialmente em investigações e cumprimentos de mandados que envolvem pessoas procuradas há muito tempo.
Novo mandado foi expedido em outubro de 2026
Um novo mandado de prisão foi expedido em 6 de outubro de 2026 pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, vinculada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
A ordem judicial atualizada permitiu o avanço das providências para localizar e prender o homem. A partir das informações reunidas pelos setores de inteligência, as equipes policiais conseguiram identificá-lo no bairro da Liberdade, em Campina Grande.
A atuação conjunta envolveu órgãos da Paraíba e do Distrito Federal, com participação de equipes responsáveis pela investigação, pelo levantamento de informações e pela execução da ordem judicial.
Esse tipo de cooperação é importante porque pessoas procuradas podem se deslocar para outros municípios ou estados, tornando necessário o intercâmbio de dados entre as instituições. A integração das forças policiais amplia a capacidade de localizar suspeitos e condenados e de cumprir determinações expedidas pelo Poder Judiciário.
No caso registrado em Campina Grande, a prisão ocorreu mais de 23 anos depois de o homem ter passado a ser procurado pela Justiça, em 2003.
Polícia Civil da Paraíba participou da operação
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campina Grande coordenou a atuação local, contando com o apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil da Paraíba.
A participação dos setores de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar do Distrito Federal também contribuiu para a articulação entre as equipes responsáveis pelo caso.
A operação demonstra como o compartilhamento de informações pode auxiliar no cumprimento de mandados judiciais mesmo quando a pessoa procurada está distante do local onde o crime aconteceu.
Embora a ocorrência tenha sido registrada no Distrito Federal, a prisão foi efetuada em território paraibano, o que exigiu a colaboração entre as instituições envolvidas.
A execução da ordem judicial representa uma etapa importante para que o condenado seja submetido aos procedimentos legais necessários e encaminhado ao sistema responsável pelo cumprimento da pena.
Próximos passos após a prisão
Depois de ser preso, o homem deverá passar pelos procedimentos legais previstos, incluindo a comunicação ao Poder Judiciário e a realização de audiência de custódia.
Essa audiência permite que a Justiça avalie as circunstâncias da prisão e verifique se os procedimentos legais foram observados. Na sequência, conforme as determinações judiciais, ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional.
A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal será responsável pelos desdobramentos relacionados ao cumprimento da condenação, observadas as regras aplicáveis ao caso.
A prisão encerra o período em que o homem permaneceu foragido após a ordem judicial decretada em 2003, mas dá início à etapa de cumprimento das determinações relacionadas à pena imposta.
Caso reforça a importância do cumprimento das decisões judiciais
A prisão em Campina Grande destaca o papel da cooperação entre forças policiais para localizar pessoas procuradas em diferentes regiões do país. O intervalo de mais de duas décadas entre a fuga e a captura também evidencia que o tempo transcorrido não impede, por si só, a retomada das medidas necessárias ao cumprimento de uma ordem judicial válida.
O caso teve origem em uma agressão grave contra uma mulher, que precisou de atendimento hospitalar após ser atacada. A intervenção de familiares interrompeu a violência e permitiu que a vítima recebesse socorro.
Com a captura do homem de 55 anos, as autoridades avançam no cumprimento da condenação de 12 anos, cinco meses e dez dias de prisão em regime fechado.
Agora, os próximos passos dependem dos procedimentos judiciais e das providências necessárias para o encaminhamento do condenado ao sistema prisional, onde deverá permanecer à disposição da Justiça.














