A cantora e compositora baiana Rebeca Matta está de volta à produção fonográfica com o lançamento de “Pélvica”, seu quinto álbum de estúdio e o primeiro trabalho de inéditas em 13 anos. Previsto para chegar às plataformas digitais na sexta-feira, 30 de outubro, o disco reúne dez composições autorais e reafirma a identidade experimental de uma artista que construiu sua trajetória explorando diferentes possibilidades sonoras dentro da música brasileira.
Revelada na década de 1990, Rebeca Matta desenvolveu uma carreira marcada pela liberdade criativa e pela mistura de estilos. Ao longo dos anos, a cantora transitou entre referências da Música Popular Brasileira (MPB), do pop e da música eletrônica, construindo uma linguagem própria e buscando caminhos que ultrapassam as estruturas mais tradicionais da canção.
Com “Pélvica”, a artista retoma o lançamento de um álbum de inéditas após um intervalo de mais de uma década. O projeto representa um novo capítulo de sua caminhada musical e apresenta ao público um repertório autoral que combina experimentação, instrumentos tradicionais e recursos eletrônicos.
Uma trajetória marcada pela experimentação
A história fonográfica de Rebeca Matta começou a ganhar forma nos anos 1990, período em que a cantora lançou o álbum “Tantas coisas”, em 1998. O trabalho marcou sua entrada no mercado fonográfico e abriu caminho para uma trajetória que seria caracterizada pela busca de novas sonoridades.
Dois anos depois, em 2000, a artista lançou “Garotas boas vão pro céu, garotas más vão pra qualquer lugar”, seu segundo álbum. O disco contribuiu para ampliar sua projeção na mídia e consolidar sua presença entre os nomes da música brasileira que apostavam em propostas menos convencionais.
Ao longo da carreira, Rebeca manteve uma relação próxima com a experimentação musical, explorando diferentes possibilidades de arranjos, timbres e estruturas. Essa característica também está presente em “Pélvica”, que reúne elementos da MPB, do pop e da música eletrônica em um repertório pensado a partir da identidade artística da cantora.
O novo álbum sucede “À flor da pele”, registro ao vivo lançado em 2013. Agora, depois de 13 anos sem apresentar um novo álbum de inéditas, Rebeca retorna com um projeto que privilegia suas próprias composições e amplia o espaço para novas experiências sonoras.
Dez músicas autorais compõem o novo disco
“Pélvica” apresenta dez faixas inéditas, todas assinadas por Rebeca Matta. O repertório inclui diferentes caminhos musicais e oferece ao público uma visão mais recente da produção criativa da artista.
Além da música “Olho no olho”, lançada antecipadamente como single em 25 de setembro, o álbum reúne as composições “Gira”, “Sem perceber”, “O som do silêncio”, “Dentro da minha cabeça”, “Aconchego”, “Me perdoa”, “Sair por aí”, “Ela” e “Danço”.
A escolha de um repertório inteiramente autoral reforça o papel de Rebeca na construção do conceito do disco. As canções representam o centro do projeto, enquanto os arranjos e a combinação de diferentes instrumentos ajudam a estabelecer a atmosfera sonora que caracteriza o trabalho.
A diversidade de títulos também sugere um repertório que percorre diferentes possibilidades de expressão. Ainda que cada faixa tenha sua própria identidade, as dez músicas integram um projeto conduzido pela visão artística da cantora, que participa diretamente das decisões relacionadas à produção musical.
Produção musical reúne diferentes profissionais
A produção de “Pélvica” foi orquestrada pela própria Rebeca Matta em parceria com Guilherme Kastrup e Enio Nogueira. A participação dos dois músicos contribui para a construção dos arranjos e para a combinação entre elementos acústicos e eletrônicos.
Guilherme Kastrup assume a bateria e as percussões em diversas faixas, acrescentando diferentes texturas rítmicas ao repertório. Enio Nogueira, por sua vez, participa com guitarras, sintetizadores e programação eletrônica, recursos que ajudam a ampliar as possibilidades sonoras do álbum.
Carla Suzart completa a formação musical do projeto no contrabaixo, instrumento que contribui para a estrutura rítmica e harmônica das canções.
A colaboração entre os profissionais permite que o disco transite por diferentes referências sem abandonar a proposta experimental de Rebeca. A combinação de bateria, percussões, guitarras, sintetizadores, programação eletrônica e contrabaixo cria possibilidades para explorar contrastes entre sonoridades orgânicas e recursos tecnológicos.
Nesse contexto, a participação direta da cantora na produção também é um aspecto importante. Ao compartilhar a condução musical com Kastrup e Nogueira, Rebeca mantém participação ativa na definição da identidade do álbum, desde a escolha das composições até a organização dos elementos que integram os arranjos.
“Olho no olho” antecipou o lançamento
Antes da chegada do álbum completo, Rebeca apresentou ao público o single “Olho no olho”, lançado em 25 de setembro. A música funciona como uma primeira amostra do universo sonoro de “Pélvica” e reúne a participação de nomes conhecidos da música brasileira.
A gravação conta com Chico César, Lan Lanh, Larissa Luz, Mateus Aleluia e Roberto Barreto. A presença dos convidados amplia a dimensão coletiva da faixa e aproxima diferentes trajetórias musicais em torno da composição de Rebeca.
A participação desses artistas também chama a atenção para a diversidade da música produzida na Bahia e no Brasil, onde diferentes gerações e linguagens convivem e contribuem para a renovação da cena cultural.
Como primeiro single do projeto, “Olho no olho” antecede o lançamento do repertório completo e ajuda a apresentar a proposta do novo trabalho. A faixa permite que o público tenha contato antecipado com a fase atual da cantora antes de conhecer as outras nove composições que integram o álbum.
Um retorno que amplia o catálogo da música brasileira
O lançamento de “Pélvica” ocorre em um cenário no qual artistas de diferentes gerações encontram nas plataformas digitais novas formas de divulgar suas produções e alcançar ouvintes. Para músicos que trabalham com propostas experimentais, esses espaços também representam oportunidades para apresentar repertórios que transitam entre estilos e dialogam com públicos diversos.
No caso de Rebeca Matta, o novo disco retoma uma trajetória iniciada há quase três décadas e reafirma a importância da autoria em sua produção. Em vez de se limitar a uma única classificação musical, a artista mantém a aproximação entre MPB, pop e música eletrônica como parte de sua identidade.
A pausa de 13 anos entre os álbuns de inéditas também torna o lançamento especialmente significativo para quem acompanha sua carreira. O intervalo separa duas etapas de sua discografia, mas “Pélvica” chega como uma oportunidade de conhecer as escolhas criativas que orientam a cantora neste novo momento.
Mais do que representar a retomada de lançamentos, o projeto reúne dez composições próprias e uma equipe de músicos que contribui para transformar as ideias da artista em um trabalho marcado pela diversidade instrumental.
Álbum chega às plataformas em 30 de outubro
Com lançamento previsto para sexta-feira, 30 de outubro, “Pélvica” estará disponível para o público nas plataformas digitais. O disco reúne as dez faixas autorais, tem produção musical conduzida por Rebeca Matta, Guilherme Kastrup e Enio Nogueira e sucede o álbum ao vivo “À flor da pele”, lançado em 2013.
A chegada do trabalho marca o reencontro da cantora com o formato de álbum de inéditas e apresenta uma nova etapa de sua trajetória musical.
Para os ouvintes que já conhecem sua produção, o lançamento representa a oportunidade de acompanhar a evolução de uma artista que mantém a experimentação como elemento central de sua identidade. Para quem ainda não teve contato com sua obra, o disco também pode funcionar como uma porta de entrada para uma carreira construída entre diferentes estilos e propostas sonoras.
Com “Pélvica”, Rebeca Matta volta a ocupar espaço na cena fonográfica com um projeto autoral, colaborativo e aberto à mistura de linguagens. O álbum reafirma sua disposição para explorar novos caminhos musicais e amplia a discografia de uma cantora que, desde os anos 1990, constrói sua trajetória sem se limitar às fronteiras tradicionais entre os gêneros.
















