A jornalista Érika Leal morreu nesta terça-feira (7), aos 47 anos, em Brasília. A profissional estava internada há cerca de dois meses em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), após sofrer um grave acidente doméstico que resultou em queimaduras em aproximadamente 60% do corpo.

Reconhecida por sua atuação no jornalismo televisivo, Érika integrava a equipe da Record Brasília há sete anos, onde se destacou na cobertura de temas ligados à política, economia, cultura e entretenimento. Ao longo da carreira, conquistou o respeito de colegas e telespectadores pela seriedade, sensibilidade e compromisso com a informação.

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (UFG), a repórter também possuía mestrado em Interpretação e Tradução de Idiomas pela University of Westminster, na Inglaterra. A especialização permitiu que ela atuasse em entrevistas com fontes internacionais e na tradução de conteúdos e dados relevantes para suas reportagens.

Antes de chegar à Record Brasília, Érika construiu uma sólida trajetória profissional no Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde trabalhou por mais de sete anos como editora de texto e repórter. Durante esse período, participou de importantes coberturas locais, nacionais e internacionais, ampliando sua experiência em diferentes áreas do jornalismo.

Além da atuação na televisão, a jornalista também mantinha forte presença nas redes sociais por meio do perfil “Virando Veganas”, dedicado à divulgação de receitas, dicas e conteúdos relacionados à gastronomia vegana e vegetariana. O projeto reunia seguidores interessados em alimentação consciente e saudável.

Atualmente, Érika também apresentava o programa “Interesse Público”, produzido pelo Ministério Público Federal e exibido pela TV Justiça, reforçando sua contribuição para a comunicação pública e para a disseminação de informações de interesse social.

A morte da jornalista gerou comoção entre profissionais da imprensa, amigos e familiares. Em nota oficial, a Record lamentou profundamente a perda e destacou a trajetória marcada pelo profissionalismo, dedicação e respeito ao público.

Érika Leal deixa duas filhas, Jaqueline, de 19 anos, e Jéssica, de 17 anos. Sua partida representa uma grande perda para o jornalismo brasileiro, deixando um legado de competência, ética e paixão pela profissão.

Neste momento de dor, colegas de trabalho, familiares e amigos prestam homenagens à jornalista, lembrando sua contribuição para a comunicação e seu compromisso permanente com a verdade e a informação de qualidade.