Um forte temporal acompanhado de rajadas de vento causou destruição em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (24). O fenômeno deixou uma pessoa morta, duas feridas e provocou centenas de ocorrências, principalmente relacionadas à queda de árvores, destelhamentos e danos em estruturas públicas e privadas.
Diante da situação de emergência, o Governo de São Paulo anunciou o envio de ajuda humanitária para a região por meio da Defesa Civil e do Fundo Social de São Paulo. A medida busca auxiliar os municípios atingidos e garantir suporte à população afetada.
A Defesa Civil estadual já havia emitido um alerta meteorológico prevendo a possibilidade de chuva intensa, raios e ventos fortes entre quinta-feira (23) e sexta-feira (24). Durante a madrugada, Ribeirão Preto registrou rajadas de vento de até 70 km/h e cerca de 30 milímetros de chuva acumulada. Já em Pradópolis, cidade vizinha, os ventos chegaram a 121 km/h por volta das 6h.
Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas até o momento 259 ocorrências na região, a maioria envolvendo quedas de árvores. A área de instabilidade que atingiu Ribeirão Preto segue avançando em direção ao sul de Minas Gerais, enquanto novas instabilidades se aproximam de outras regiões do oeste paulista, como Presidente Prudente e Marília.
Hospitais são afetados e plano de contingência é acionado
Os estragos provocados pelo vendaval atingiram unidades de saúde da região, levando o governo estadual a montar um plano de contingência para garantir a continuidade dos atendimentos.
A ação reúne o Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto, a regulação estadual, a Secretaria Municipal de Saúde e hospitais de referência.
Entre as unidades que relataram impactos estão:
- Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP);
- Hospital Estadual de Ribeirão Preto (HERP);
- Beneficência Portuguesa;
- Santa Casa de Ribeirão Preto;
- Hospital Santa Lydia;
- Santa Casa de Sertãozinho;
- Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) de Ribeirão Preto e Taquaritinga.
O secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que a rede hospitalar foi mobilizada para garantir atendimento aos pacientes.
“Todos os hospitais da região foram acionados para compor uma retaguarda robusta e garantir o atendimento em saúde. A rede está mobilizada, preparada e organizada para absorver os casos de urgência e emergência”, declarou.
Entre as unidades preparadas para receber pacientes estão a Santa Casa de São Carlos, o Hospital Universitário de São Carlos, o Hospital Estadual de Américo Brasiliense e o Hospital Carlos Fernando Malzoni, em Matão.
Pacientes que perderam consultas ou exames agendados em unidades estaduais poderão realizar o reagendamento dos atendimentos a partir da próxima semana.
Ribeirão Preto amanhece em estado de emergência
A cidade de Ribeirão Preto amanheceu em estado de emergência após o temporal causar diversos prejuízos. Os municípios de Taquaritinga, Dumont, Guariba, Pradópolis e Barrinha também registraram danos provocados pelo fenômeno climático.
De acordo com o prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas precisou ser interditada após o desabamento do teto. A Santa Casa e a Fundação Santa Lydia passaram a operar com auxílio de geradores, enquanto a Beneficência Portuguesa suspendeu temporariamente todos os exames.
“Nós temos agora apenas 13 leitos de urgência funcionando”, informou o prefeito.
Outros serviços públicos também foram afetados. O centro municipal de atendimento a pessoas em situação de rua foi completamente destruído, os atendimentos da Clínica Pública Veterinária foram reagendados e as aulas foram suspensas em 23 unidades de ensino.
Rodovias e municípios registram prejuízos
O temporal também provocou transtornos no trânsito. A Rodovia SPA-325/322 (Avenida Bandeirantes), entre Ribeirão Preto e Sertãozinho, foi interditada após uma árvore cair sobre a pista.
Em Dumont, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica em todo o município e o desabamento parcial de uma estrutura empresarial na zona rural. Já em Taquaritinga, a Rodovia Tirço Micali (SP-310) teve trecho parcialmente interditado devido à queda de árvores.
Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a chuva começou por volta das 5h40 e durou aproximadamente 30 minutos, acompanhada de ventos intensos que provocaram a queda de árvores, postes e estruturas.
As equipes de emergência seguem trabalhando na recuperação das áreas atingidas e no atendimento às famílias afetadas pelo temporal.















