O atacante Carlos Palacios, atualmente no Boca Juniors e com passagem pelo Vasco da Gama, passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelas autoridades chilenas após uma operação contra o tráfico de drogas relacionar um veículo registrado em seu nome e um imóvel ligado à sua família. Até o momento, o jogador não foi indiciado nem é apontado oficialmente como integrante da organização criminosa investigada.

O caso ganhou repercussão após a prisão de Sebastián Guerra Soto, sogro de Palacios, apontado pela Promotoria Metropolitana Sul como um dos supostos líderes do grupo criminoso.

Veículo e imóvel ligados ao jogador entraram na investigação

Segundo informações divulgadas pela imprensa chilena, Guerra Soto foi preso enquanto dirigia um veículo registrado em nome de Carlos Palacios.

Durante a investigação, policiais também realizaram buscas em um imóvel alugado pela companheira do atacante, filha de Guerra Soto.

No local, os agentes apreenderam drogas e armas, reforçando as investigações sobre a atuação da organização.

Apesar das ligações patrimoniais identificadas, as autoridades não anunciaram qualquer acusação formal contra o jogador até o momento.

Operação apreendeu mais de uma tonelada de drogas

A ação foi conduzida pela Polícia de Investigações do Chile (PDI) e resultou na desarticulação de quatro grupos suspeitos de atuar no transporte e na distribuição de entorpecentes entre o norte do país e a Região Metropolitana de Santiago.

Durante a operação, foram apreendidos:

  • mais de 1,48 tonelada de drogas;
  • armas de fogo;
  • veículos;
  • dinheiro em espécie.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.

Trajetória no futebol

Revelado nas categorias de base do Unión Española, Carlos Palacios também passou por Internacional, Vasco da Gama e Colo-Colo antes de acertar sua transferência para o Boca Juniors.

Pelo clube carioca, o atacante disputou 24 partidas, marcou um gol e contribuiu com uma assistência.

Atualmente, Palacios está afastado das atividades esportivas enquanto se recupera de uma lesão.

As autoridades chilenas continuam investigando o caso e, até o momento, não divulgaram elementos que indiquem o envolvimento direto do atleta com a organização criminosa. O jogador segue sem acusação formal e a apuração prossegue sob responsabilidade do Ministério Público e da Polícia de Investigações do Chile.